Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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domingo, janeiro 18, 2015

São Paulo: The Most Underrated City in the World



Belo documentário, se há uma cidade que espressa energia, vida é essa. Muita saudade daquela confusão urbana... São Paulo: The Most Underrated City in the World: http://youtu.be/YVfSQY_GUiE

Você realmente quer pena de morte para traficantes... de qualquer tipo de droga?



"A lei é assim na Indonésia, então que se aceite a situação, pois mesmo que a rejeitemos, de nada adiantará. Portanto, não se trata de protestar contra a legislação indonésia, mesmo porque seria totalmente inócuo." Agora... E é aqui que quero atenção de vocês ou, ao menos dos leitores que sabem entender o que está escrito: se o raciocínio for o de que tem que se acatar a pena de morte imputada ao traficante brasileiro na Indonésia PORQUE ESTA É A LEI, então, da mesma forma, analogamente, seguindo a mesma linha de raciocínio, ninguém pode protestar porque, diabos! ... Quando uma mulher é morta a pedradas acusada de adultério (Irã) ou com um tiro na cabeça (como tem feito o ISIS) porque afinal "ESTA É A LEI". Se a barbárie serve para um caso deve servir para outro neste princípio de que "tem que se respeitar a lei" tout court. Agora, se a justificativa for outra, de que tem que se condenar o brasileiro a morte sim porque o tráfico ceifa a vida de muitos "inocentes" devido ao efeito maléfico das drogas, seus prejuízos a vida do indivíduo, para sua saúde e o crime que andam junto, então, me espanta que estes mesmos indignados sedentos de sangue não passem, na verdade, de meros hipócritas porque não consideram imputar o mesmo castigo à indústria do cigarro, uma droga perfeita porque vicia e desenvolve enfermidades, o câncer dentre elas mais tarde. Ou seja, uma droga que maximiza a vida útil do condenado. Onde estão os indignados aí? Por que não protestam contra esta indústria suja?
Sobre a liberação das drogas, para quem acha que meu protesto é uma defesa dela, não me conhece. Sou contra sua liberação incondicional, mas sou favorável a sua liberação condicional. A liberação para mim deve vir depois da extinção do SUS, pois não é legítimo que se libere algo, cujo tratamento posterior de seus dependentes químicos tenha custos partilhados por quem é contra seu uso. E mais, o uso tem que ter espaço adequado, afinal, não quero pisar em seringas usadas em parques públicos ou praias. Quem quer usar, que seja livre para isto, assim como se matar, mas em local apropriado. Civilizar é permitir o uso de substâncias tóxicas, inclusive, mas também proteger quem não quer sua liberdade ameaçada por externalidades negativas da liberdade alheia.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Procurando pêlo em latifúndio


Cf. http://www.geodireito.com/noticia/cadastro-territorial-concentracao-de-terra-cresce-o-equivalente-a-quase-tres-estados-de-sergipe

Ariovaldo procurou uma correlação, mas suspeito que com premissas falsas. Ele suspeita, na verdade, acusa que haja aumento da improdutividade agrícola PORQUE o latifúndio se expandiu. Ora, se expandiu mais ainda a partir do Governo Lula que, em que pese toda sua retórica anti-desigualdade social, por quê? Dinâmica da própria economia, onde alguns têm esta capacidade de continuar produzindo e outros preferem vender seus imóveis. E como Ariovaldo pretende provar que haja perda de produtividade com nossos constantes aumentos na produção? Só se ele está se referindo a alguns produtos em especial, mas daí não seria pela produtividade como um todo e, mesmo assim, esta produtividade tem que ser comparada a algum padrão internacional para se verificar se há ou não perda e também se os alimentos (já que seria para isto que serviria a pequena propriedade, na sua visão) estão ou não mais acessíveis a maioria dos consumidores brasileiros. É por aí que tem que se analisar e não a partir da premissa de que "grande propriedade, logo, algo ruim ou maléfico".

Reflexões de um pai qualquer sobre Israel


Cf. Rota 2014 - Blog do José Tomaz: "Reflexões de um pai judeu sobre Gaza", por Gustav... http://rota2014.blogspot.com/2014/08/reflexoes-de-um-pai-judeu-sobre-gaza.html?spref=tw

Eu acho improvável que "não reste mais nenhum cartucho" e entendi a reclamação, não literal, mas também concordo que insistir neste caminho, se se tem alguma real consideração com os outros, outros povos inclusive, não trará paz a ninguém, muito menos aos israelenses. Agora, mesmo que se diga por aí que o racismo existe em qualquer lugar do mundo, eu faço uma analogia, a doença existe em qualquer lugar do mundo, mas em certos organismos, bactérias e vírus são controlados. Os EUA, com toda sua pujança e, sobretudo, organização não conseguem superar esta sociopatia, mesmo que combatam com ações afirmativas (amplamente questionáveis, diga-se de passagem), o racismo, onde qualquer choque com policiais não negros se torna uma questão racial se a vítima também for negra. Nós conhecemos isto, mas onde quero chegar? Há nações na África, sim, na paupérrima África com baixo índice (ou nulo) de conflitos étnicos devido ... Aos casamentos inter-raciais. Só aí, com filhos e netos sem referências raciais (ou mais vagamente, étnicas) é que se mudará algo no médio prazo (25-30 anos). E no curto prazo, além da divisão territorial (mas ouso dizer que isto é simples demais), a reafirmação da laicidade. Se me entendeu, para que Israel sobreviva como democracia, a força dos partidos com base religiosa e sua fusão em grupos com esta base tem que ser regulada. Suprimida, não porque daí a reação é maior e sua reorganização para retomada do poder. É a velha história, mantenha seus amigos perto, mas seus inimigos mais próximos ainda... Quanto à divisão territorial, entre estados, pode ocorrer de modo mais efetivo, mas eu arriscaria um experimento: quando se faz isto em favelas ou agregados de submoradias, se reforça o sentimento (isto é tudo, o que cada um acha e não o que é...) de exclusão, mesmo que árabes dentro de Israel tenham um padrão de vida muito superior aos que vivem fora deste estado. Sugiro um experimento urbanístico com bairros mistos, com moradores pré-selecionados por questionários e testes psicológicos (da verdadeira psicologia, a comportamentalista, pois o resto não funciona, não é ciência) que unam indivíduos favoráveis à integração. Posso comentar mais sobre isto, mas é basicamente isto. Leis não funcionam sem uma cultura comum que seja uma legislação informal. O que está escrito deve refletir interações prévias, lei tem que validar o que funciona.