domingo, abril 12, 2015

Por que fora PT? – II





Uma pergunta, não raro tratamos os governantes do PT como “burros” chegando a chamá-los de “antas” e outros qualificativos menos nobres, mas não seriam expertos, inteligentes, articuladores? Veja bem... Não se trata de elogiá-los não, em absoluto, mas de entender o que realmente se passa. Se fossem meros ignorantes eleitos com milhões de votos de outros, ignorantes, seria muito mais fácil derrubá-los. Os membros que compõem o PT podem não ser espécimes dos mais inteligentes, mas a lógica que propõem e a perfídia que se utilizam para deturpar, caluniar e se manter no poder como sanguessugas, esta sim é inteligente, mesmo que seja para o mal. Qual o sentido de dizer que se o ex-presidente FHC tivesse investigado crimes ocorridos na Petrobras durante seu governo, a quadrilha petista ora vigente não teria existido? Esta é uma lógica que propõe a irresponsabilidade, que começa individualmente, “não fui eu” ou “se fui eu é porque sou vítima”, “vítima do sistema”, seja lá o que isto signifique, “não tive chances” etc. e tal. Daí, pular para um esquema de Irresponsabilidade Social Corporativa não é tão difícil, por mais bizarro que isto possa parecer. Como assim? Como uma máfia que articulou um esquema de corrupção bilionário não tem culpa nenhuma? Vejam... um dos ministros do Supremo Tribunal Federal, ex-advogado (ex?) do PT, José Antonio Dias Toffoli, em entrevista, disse que “as empresas são as maiores beneficiadas dos esquemas de corrupção”. Como se os partidos não fossem articuladores, como se agentes do estado não compusessem, informalmente, a direção da ação criminosa.
Por isto não viemos aqui apenas pelo impeachment, embora este seja de suma necessidade. Como nosso governo quer brincar tergiversando, nós nos antecipamos e em neste xadrez, ao invés de respondermos aos ataques do adversário propomos outro embate, noutro campo, para que eles nos respondam e não nós a eles. Já que o PT quis brincar de ‘reformar’ a política, então que aceite discutir em nossos termos:
1)      Redução do número de ministérios e, obviamente, do montante de apaniguados como cargos de confiança;
2)      Impeachment de José Antonio Dias Toffoli como Ministro do STF por crime de responsabilidade ao participar de julgamentos envolvendo o Banco Mercantil, do qual havia contraído empréstimos em 2011;
3)      A imprensa deve ser livre e independente, isto é, não receber pressão negativa contra sua opinião. Seja ela simpática ou lixos ideológicos dos quais somos rivais;
4)      A liberdade econômica não deve se limitar a um inócuo preceito constitucional, deve vir acompanhada de redução das regulamentações e início de um longo processo de desburocratizações que elimine o vício contumaz de “dificultar para se vender facilidades”;
5)      Igualmente com a separação dos poderes, cuja ingerência partidária deve ser defenestrada. Vocês obviamente sabem de quem eu falo, FORA PT!
6)      As eleições devem ser livres e idôneas, i.e., sujeitas a averiguação posterior caso haja qualquer tipo de suspeita, deve ser livre de qualquer tipo de coerção ou “compra de votos”, seja ela institucionalizada através de mecanismos legais ou não;
7)      Fim dos subsídios diretos e indiretos à ditaduras, fim do uso partidário da máquina pública para favorecer governos estrangeiros aliados sem nenhuma racionalidade econômica e valores políticos calcados em princípios republicanos;
8)      E claro, por fim mas não finalmente, o impeachment da presidente Dilma Rousseff pela sua notória incompetência na gestão da máquina pública, seja no conselho administrativo da Petrobras, seja como ministra das minas e energia ou agora, como presidente da república.


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