Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

Compre o livro NÃO CULPE O CAPITALISMO nos links abaixo:




terça-feira, maio 09, 2017

Macron liberal e agregador?

Esta é a imagem que venderam dele, mas Le Pen não iria ser uma boa escolha: mesmo querendo conter a "invasão islâmica" na França, com políticas econômicas desastrosas não conseguiria combustível para manter sua agenda social por muito tempo. Vargas Llosa dispensa apresentações, mas sua visão do vencedor é por demais otimista. Boa demais para acreditar...

"A França é um país riquíssimo ao qual as más políticas estatizantes, pelas quais foram responsáveis tanto a esquerda como a direita, mantiveram empobrecido, atrasando-o cada vez mais, tanto que a Ásia e a América do Norte, mais conscientes das oportunidades que a globalização ia criando para os países que abriam suas fronteiras e se inseriam nos mercados mundiais, foram deixando-a cada vez mais para trás. Com Macron se abre pela primeira vez em muito tempo a possibilidade de que a França recupere o tempo perdido e inicie as reformas audazes – e custosas, claro – que afinem esse Estado adiposo que, como uma hidra, freia e regula até a exaustão sua vida produtiva, e mostre a seus jovens mais brilhantes que não é a burocracia administrativa o mundo mais propício para exercitar seu talento e criatividade, e sim a vastidão à qual todos os dias a fantástica revolução científica e tecnológica que estamos vivendo acrescenta novas oportunidades."
Tribuna | Macron; por Mario Vargas Llosa http://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/04/opinion/1493896853_149460.html?id_externo_rsoc=TW_CC via @elpais_brasil

segunda-feira, maio 08, 2017

Motivos para invejar los hermanos

Um país onde estudantes do ensino fundamental leem mais do que no ensino superior (obrigados, mas pelo menos leem); onde só 8% da população é completamente alfabetizada; que em 30 anos vem decaindo o índice de leitura e; mais de 70% só leem as redes sociais e; 50% só leram a Bíblia tem que condições para avançar socialmente?

Question on @Quora: What truth is there to the often-heard claim that there are more bookstores in Buenos Aires tha… https://www.quora.com/What-truth-is-there-to-the-often-heard-claim-that-there-are-more-bookstores-in-Buenos-Aires-than-in-Brazil?srid=nVoc

sábado, maio 06, 2017

Os detalhes despercebidos da sociedade




Muitas coisas que me deixavam infeliz na política partidária, mesmo entre os ditos liberais é a mania de só enxergarem grandes temáticas. Fernando Gabeira quando retornou do exílio e se disse inclinado a lutar por causas ambientais, raciais ou sexuais foi acusado de "se preocupar com as minorias" por seus colegas de partido. Pois bem, qual retórica está viva hoje em dia? A da luta de classes ou a de gênero, meio ambiente ou cotas? Quem "estava certo" em estabelecer um programa ideológico? Não estou afirmando que Gabeira estava certo quanto ao objeto em si de sua preocupação, mas que esta preocupação o levou a uma estratégia vitoriosa. Aliás, tão bem sucedida que hoje nem sabemos a paternidade. Paternidade essa que nem é dele. Para dizer a verdade foi gestada pela New Left, só não sei se europeia ou americana. Tendo a achar que foi europeia devido aos frankfurtianos (Adorno, Horkheimer, Marcuse etc), mas como sempre 'amplificada' nos EUA, país que exporta tudo de bom e de ruim também.
Michel Foucault, de quem não gosto nas premissas e conclusões, mas aprovo (parcialmente) no método de estudo foi muito feliz no título de sua coletânea, Microfísica do Poder porque dá importância a aspectos legados a segundo plano (ou terceiro ou quarto...) pelas esquerdas. Dentre os quais, a arquitetura e conformação dos espaços urbanos – o urbanismo – como formadores (ou pretensamente formadores) de padrões comportamentais, em suma, domínio. Tentei em vão chamar atenção de meus colegas sobre, p.ex., a importância das calçadas, dos espaços públicos como fomentadores, instrumentos que facilitam a sociabilidade de cidadãos na constituição de uma sociedade que valorizaria o respeito, a tradição e se oporia a corrupção já nos pequenos e constantes serviços urbanos. Sabe quando te olham como se tu estivesse aramaico? Pois é... Mas é justamente aí que a coisa se cria e reflete em marcroestruturas da sociedade, uma coisinha que os militantes desconhecem, o cotidiano. Quando discutia isto, inclusive com ancaps (anarco-capitalistas, supostamente mais sensíveis às práticas anárquicas), cheguei a ouvir que prefeituras não eram interessantes de se assumir, pois não tinham autonomia frente ao poder federal. Ora! Se não se muda padrões de comportamento (prestação de serviços e gastos) aí, em outro nível não é que vai se convencê-los do contrário. Óbvio que nem discuto com socialistas, mais centralistas que quaisquer outros, mas os liberais deveriam ser mais atentos a isto por princípio. No entanto, ainda são muito pouco sensíveis a aspectos cotidianos que não passam por questionamentos clássicos.
Bem... Com o tempo espero que isto mude. Mas que fique claro, nada muda naturalmente, mas por insistência erosiva da ideias contra as rochas da ignorância. 

sexta-feira, maio 05, 2017

Meu Último Vídeo

Importante: e mais do que um "avanço da esquerda" (que não ocorre), a questão é sobre o monopólio da informação e a ameaça que isto representa. Claro que o Youtube é uma empresa privada, mas então que se dê o nome certo às coisas e este nome do jogo que ocorre não é outro, senão CENSURA.

quarta-feira, maio 03, 2017

Dia do Trabalho PARTE 1 - Forçapaloosa - Contra a Reforma Trabalhista -...

Veja os argumentos de Fachin e Gilmar Mendes sobre habeas corpus de Dirc...

O argumento de que J. Dirceu foi solto porque foi julgado apenas em primeira instância é sedutor, mas lembremos, como bem mostrou o procurador Dallagnol que o STF não dispensou o mesmo tratamento a outros réus por causas semelhantes.

segunda-feira, maio 01, 2017

Tomatadas: Reforma trabalhista: sindicatos e políticos podiam...



Tomatadas: Reforma trabalhista: sindicatos e políticos podiam...: Recebo muita mensagem com conteúdo mentiroso pelo WhatsApp, mas uma que recebi estes dias convocando para a greve de hoje prima pelo descar...

quinta-feira, abril 20, 2017

Choque de Dois Mundos


Ontem tive um tempinho e fui buscar um estojo para o tablet do meu filho que, milagrosamente, só tem um pequeno risco na tela. Enfim, eu encontrei o modelo certo e já aproveitei para ver se tinha uma capa para meu celular, um Xiaomi. Um dos atendentes, típico adolescente integrado à tecnologia me dizia encantado que este celular (que eu comprei baratinho) iria revolucionar o mercado, que acabara de lançar um modelo com 90% das funções na tela (achei que já era comum) etc. e etc. Eu confesso que me irrito com celulares, apesar de utilizá-los e muito. É que gosto tanto de máquinas de escrever que não me habituo a substituir um notebook, que bem ou mal lembra uma por uma coisinha incômoda que tem que se digitar quase que exclusivamente com polegares. Não faz sentido para mim, parece mais uma involução.
Como não me integrava e já que estava ali comentei sobre um de meus sonhos de consumo, que era ter um celular da Caterpillar. E o sujeito, com cara de quem perdeu o ônibus me disse que nunca ouviu falar. O outro funcionário da lojinha, mais antenado reagiu positivamente “é para trabalho pesado, né?” Eu disse sim, se poderia usá-lo próximo a fornos industriais ou no gelo e o primeiro, o “techboy” ficou mais perdido ainda. Daí eu disse, “Caterpillar sabe? Aquela marca de trator”. Piorou... E para facilitar eu ainda disse, “eu tenho umas botas dela”. Mas não dava, quanto mais eu tentava situá-lo, mais perdido ficava o garoto. Daí desisti e consenti que o problema desses celulares é que são muito básicos, mas por isso que duram. É... Parece que não se pode ter os dois mundos. Mas saí dali com uma sensação de que não consegui me comunicar ao falar de celulares como nos comunicamos com celulares. Estranho...
Hoje fui fazer exames de rotina que estava em falta, sangue, tomo e a ressonância de cabeça e pescoço. Ao entrar na sala de espera, uma senhora me olhou e conversamos. Percebi claramente que ela estava tensa, seu neto de apenas 5 anos tinha um tumor. Embora, já tivesse tirado o primeiro, este não fora tratado e agora tinha uma recidiva. Contei resumida e rapidamente minha história, que costuma inspirar alguma esperança, mas ela me impactou falando da criança. Disse que ele iria fazer um transplante de medula, mas por alguma razão (exames, talvez ou vaga, não sei) não conseguiu ir para São Paulo, mas indicaram Porto Alegre. Quando lhe disse que havia um bom centro de transplantes lá, ela se alegrou e atribuiu à intervenção divina, que “não era a hora de fazer em São Paulo, que então foi por isso”. Quanto mais ela falava, mais aturdido eu ficava, mas nada se comparou quando vi o garoto, um garotão de cinco anos na maca, só um pouquinho mais velho que meu filho, coberto e carequinha. Aquilo apertou meu estômago e fiquei muito mal mesmo. Querendo ser sedado logo.
O que eu diria a ela. Nada. Por vezes, o nada é a melhor resposta. Apenas me restava o silêncio ao ouvir suas palavras fazendo meneios com a cabeça, como que concordando e para que se sentisse segura. Quero crer que tenha funcionado, quero crer que o câncer na criança contrariando todas as tendências seja atrasado. Quero crer, mas não atribuo isto a nenhum outro fator ou entidade que algo além de minha ignorância. A única coisa que sei é que se vamos deixar esta festa e partir, temos que estar calçados com nossas botas. E espero que minhas poucas palavras àquela senhora tenham lhe dado a mesma sensação de segurança que minhas Caterpillar me trazem ao calçá-las.
Se estes mundinhos que se chocam no cotidiano, entre a geração high-tech e dos analfabetos digitais em que me incluo, dos crentes e dos céticos como eu falassem menos, menos conflitos surgiriam com certeza, mas igualmente menos chances de se aprender alguma coisa. Naquele momento que vi o garoto passar desacordado na maca pelo corredor, eu vi na porta pelo que se vale a pena lutar e viver.
A avó se levantou e me desejou muita sorte, mas fiquei mesmo foi com o desejo de ter um milésimo de sua força. Eu desejo mesmo que ela consiga surfar na conjunção de acasos e forças que se debatem nossos mundinhos e compõem o universo.
Boa noite,
a.h






Mesmo com seus dentes, Mestiço não conseguiu estripar o couro de minhas Caterpillar.

terça-feira, abril 18, 2017

segunda-feira, abril 17, 2017

Retrato do Brasil Atual

Uma sucinta e desanimadora análise. Na verdade, o que ficamos sem ver de tão amortecidos pelo crédito fácil de uma década.

quinta-feira, abril 13, 2017

segunda-feira, março 27, 2017

Imposto não é roubo


Imposto é roubo! Bradam os liberais-libertários de todo o país, já que hoje em dia, o liberal clássico perdeu definitivamente espaço para os anarco-capitalistas, ancaps, como são carinhosamente chamados nas redes sociais. Bem, minha tese é simples, imposto não é roubo. Exceto se considerarmos o estado como um roubo em si e se for, toda política é um engodo. Daí que não faz o menor sentido dizer isto e continuar participando do processo político. Mas, se ainda assim o diz porque este é um ideal a ser atingido, o de uma sociedade sem estado temos que admitir que uma frase assim proferida não passa de mera ideologia e que dita em determinadas situações, como uma manifestação política mais confunde que aponta um caminho. Mas vamos lá, por que imposto não é roubo?
Impostos surgem antes do estado com imposições de um poder a outro, como de um gangster sobre seu cavalo nas estepes ameaçando tribos agricultoras/coletoras de pagar um tributo por “proteção” ou simplesmente porque lhe deu vontade. Injusto, eu sei, sem dúvida, mas não ilegal... Lembre-se que Lei é um termo que surge com uma organização social que, se dotada de instituições com poder coercitivo é o que chamamos, justamente, de estado. A própria grafia corrente de se escrever Estado com inicial maiúscula e sociedade com inicial minúscula expressa essa injusta hierarquia que eu, deliberadamente não faço porque tenho consciência que o estado se cria numa lógica de força e não quer legitimá-lo. Mas não é porque não o legitimo que não o entendo...
Quando isto acontece, ocorre porque se torna mais prático e seguro permitir que uma grande gangue (chamemos assim nossos políticos) possa nos cobrar para ficarmos livres de uma miríade de gangsteres menores que nos ameaçam sem obedecer um mínimo de regras. Se não quisermos nenhuma delas, nem dos grandes e nem dos pequenos bandidos nós voltamos a um estado anterior à criação do estado, o que um antigo pensador chamava de Estado de Natureza. Embora ele não estivesse pensando em ecossistemas ou cadeias militares, ele antecedeu a ideia, pois no Estado de Natureza vivemos uma constante luta entre espécies e indivíduos de uma mesma espécie para sobreviver e aí não existe um valor moral ou ética, exceto a necessária para a sobrevivência. E aí é um vale-tudo. Se você está de acordo que não precisamos de estado só restam duas alternativas: provar a viabilidade de uma organização social pautada na ausência de qualquer poder coercitivo institucionalizado ou admitir a seleção natural das espécies (e a luta intraespécie) como um valor em si e não se importar com os mais fracos. Pareceu socialismo isso aí? Caro... Comece com Adam Smith e veja que para este autor, a discussão moral embasa sua teoria econômica e toda esta serve para legitimar a busca de uma ética a ser adotada que crie uma sociedade justa.
Isto não significa que devamos nos submeter a qualquer forma de organização estatal, isto não significa que devamos conceder qualquer aumento e percentual de cobrança em impostos, isto não significa que não possamos redefinir a quantidade e a qualidade de tributos, bem como a máquina criada para viabilizá-los. Significa, tão somente, que achar que gritar “imposto é roubo!” não vai contribuir em nada em termos práticos, exceto se assumirmos como conceito de ideologia, uma falsa consciência, que só serve para nos iludirmos.
É para isto que adotamos o liberalismo como norte ideológico e moral, para nos iludirmos?


quinta-feira, março 23, 2017

Não somos “liberais-nutella”

Ali acima, no quadrante direito é exatamente onde nos situamos. 


Amartya Sen conta, logo no início de seu Desenvolvimento como Liberdade algo que o marcou quando criança. A sua cidade era povoada por hindus e muçulmanos, mas que se concentravam em bairros distintos. Pura segregação étnica, mas com certa estabilidade até que as turbulências pela secessão com base religiosa que formavam o antigo Paquistão Oriental (atual Bangladesh) tomassem conta do país provocando um terremoto político-social.
Os indianos de diferentes religiões se evitavam, mas o emprego nem sempre estava onde os fiéis de um mesmo culto se encontravam. Quando pequeno, Amartya viu um homem sangrando e berrando por socorro. Ele e seu pai, hindus carregaram o homem para dentro de casa, um muçulmano para depois levá-lo para o hospital. Tinha sido esfaqueado justamente por ser um muçulmano andando em uma região urbana de maioria hindu. Aquilo o impressionou e iria formar sua visão sobre subdesenvolvimento de um modo distinto da maioria dos economistas de sua época. Vale dizer, keynesianos...
A influência desta percepção ao longo de sua vida recaiu sobre a cultura e desta para a ação humana. É a ação humana que leva indivíduos a serem o que são, os determinantes da sociedade e da economia. Ou seja, se parte de agentes microeconômicos para a macroeconomia e não o contrário, como fazem macroeconomistas. Não é a toa que Amartya Sen é uma das maiores referências no atual pensamento liberal (que a maioria dos liberais brasileiros ainda não descobriu). Mas não é disso que queremos falar aqui e agora...
Quando um filho de jamaicanos é acolhido em um país como a Inglaterra e vive em uma das mais belas e dinâmicas cidades globais, Londres só de replicar seu ódio ao mundo ocidental percebemos que há algo profundamente errado e irracional nesta civilização que amamos: ela aceita e tolera intolerantes. Este é o ponto. Não dá para termos uma civilização segura calcada nos princípios do Iluminismo e na liberdade social e econômica quando ela permite que ovos de serpentes sejam depositados entre seu plantel de aves canoras que não olham para baixo, para seus ninhos.
Quanto tempo deixaremos correr para percebermos que pode ser muito tarde para reagirmos? Não se trata de reagir com o racismo ou alguma forma de etnicismo ou boicotando a liberdade de expressão de quem quer que seja (mesmo que ele a use para destilar veneno de ódio a uma cultura), mas sim de definir, discriminar (legalmente) e detectar quem quer que seja que esteja semeando a violência. Cabe lembrar que o facínora que atropelou 40 e matou 4 antes ser morto dizia o que dizia desde 2006 incentivando o ataque e a submissão religiosa de cidadãos europeus. Já era um sujeito conhecido e pasmem, tratado como “figura secundária” pelos serviço de inteligência britânico! Nossa! Se este era um “secundário”, não quero nem ver o que é uma “figura primária”!!!
Liberalismo realmente existente nunca prescindiu de um estado mínimo e o estado mínimo não significa estado fraco. Significa estado eficaz com leis e procedimentos eficientes. Se a pena capital é por demais polêmica, no mínimo, a prisão perpétua deve ser adotada e observação de perto de todos os passos daqueles que falam aos quatro ventos o que irão fazer. Se alguém parece com um pato, anda como um pato e grasna como um pato, então deve ser um pato. Analogamente, se um fanático religioso declara guerra à civilização que o acolheu, se propõe matar inocentes e diz que seus fiéis devem submeter os infiéis a força, então não é motivo suficiente para tratá-lo como o que diz ser?!
Nós pregamos a paz, mas esta paz deve ser garantida com a eterna vigilância. Não confundam nossa serenidade e hospitalidade com covardia. O braço forte da lei deve estar ao lado de uma sociedade e mercado livres. Se hoje em dia há um discurso covarde de liberais-nutella que creem que só o Princípio de Não-Agressão (PNA) seja suficiente para erigir um mercado autônomo sem estado, sem leis e sem forças de repressão acreditem, isto não passa de um projeto fadado ao fracasso e ridicularizado por bárbaros que tomarão armas, veículos, o que for a força deixando corpos pelo caminho, como aconteceu ontem na ponte e palácio de Westminster.
Um dia os verdadeiros liberais que construíram a civilização ocidental serão lembrados como liberais-raiz que não se submetem à covardia que já apodreceu as raízes de nossa cultura com sua hegemonia. Aí o jogo vira.


sexta-feira, março 17, 2017

terça-feira, março 14, 2017

O Estado Mínimo e a Defesa Civil

Heróis CM: Bombeiros salvam crianças na Serra do Caramulo. Imagem: cmjornal.pt

Estado mínimo não é estado ausente, não é nenhuma postura irresponsável com a sociedade, mesmo porque o estado mínimo reflete as necessidades da sociedade e sua vontade de investir em uma estrutura disponível para ampará-la. O tipo de liberal que defende o estado mínimo se chama minarquista. O minarquista entende (há séculos) que o estado tem obrigação de tratar da segurança (pública e externa), a saúde e a educação, não impedindo, é claro que setores privados possam atuar na segurança, saúde e educação, desde que respeitando as regras gerais da sociedade, que são dadas por sua constituição e leis ordinárias.
A defesa civil é um dos subsetores ligados à segurança pública e, portanto, apoiado pelos liberais. Desde os tempos do economista escocês Adam Smith, que provou porque o capitalismo faz com que a economia cresça através das especializações profissionais que se sabe que para as atividades serem exercidas com eficácia e competência, as especialidades são necessárias. Porque sem elas não temos aumento de produtividade e sem isto, a riqueza geral reduz e simplesmente não há o que repartir.
Agora, isto é totalmente diferente de setores públicos inchados que servem, no fundo para criar cargos e serem utilizados como moedas de barganha política. Exemplos não faltam em nosso país. Pense na América do Sul e na produção de petróleo... A Venezuela é um grande produtor do óleo, o Equador também tem suas reservas e a Argentina tem uma produção significativa, mas o Brasil, com quase metade do subcontinente produz o petróleo mantendo o preço de derivados como a gasolina como um dos mais caros do planeta.[1] Por quê? Qual a vantagem de ter uma empresa estatal que ainda detém o monopólio de fato se não há redução do custo de produção e, portanto, um preço acessível do combustível na bomba?
Este é um claro exemplo de desperdício do dinheiro público, enquanto que a defesa civil é o oposto.[2] Em poucos episódios anuais que intempéries assolam nosso território, a defesa civil é acionada e cumpre seu papel, enquanto que a nossa “gigante do petróleo” atua todos os dias acumulando recursos para servir de estoque de propinas para políticos votarem de acordo com o governo de ocasião.[3]
Entendeu qual é a diferença entre o estado mínimo e o que defende um estatista que fecha os olhos para o estado agigantado e a corrupção?






[2] Sobretudo em estados como Santa Catarina, diga-se de passagem: Defesa Civil de SC é a mais atuante do Brasil, diz Ministério da Integração #G1 http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/05/defesa-civil-de-sc-e-mais-atuante-do-brasil-diz-ministerio-da-integracao.html?utm_source=twitter&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar Acesso em 14 mar. 17.
[3] 5 coisas que poderiam ser feitas com os 21 bilhões desviados da Petrobras http://veja.abril.com.br/blog/impavido-colosso/5-coisas-que-poderiam-ser-feitas-com-os-21-bilhoes-desviados-da-petrobras/ Acesso em 14 mar. 17.

sexta-feira, março 10, 2017

O Tigre Guarany

 

O paraguaio[i] sempre foi visto como país de IV Mundo, enquanto nos referíamos ao Brasil como III Mundo. Agora parece que o jogo virou. E não é que os paraguaios descobriram a roda não. Tudo que fizeram foi seguir o óbvio: reduzir o tamanho de seu estado com menos burocracia, menos impostos e maior volume de comércio externo.
Vejamos alguns dados:
·         Desde 2010 que o crescimento do PIB do país é de 5,8% a.a., enquanto que o brasileiro é de 1,2%;
·         Enquanto a carga tributária brasileira beira os 35% do PIB (só perdendo para Cuba, no cenário latino-americano), no Paraguai esse índice não atinge os 15%;
·         Enquanto que no Paraguai se levam 35 horas para abrir uma empresa, no Brasil, cerca de 107 horas;
·         No Paraguai se leva 378 horas anuais para registrar, contabilizar e pagar impostos, mas para a mesma tarefa se leva 2038 horas anuais no Brasil;
·         O comércio externo paraguaio representava 80% do PIB em 2015, enquanto que só pouco mais de 20% no Brasil;
·         Enquanto nossa dívida pública ultrapassava os 70% do PIB em 2015, no Paraguai estava em cerca de 25%;
·         Em sete anos, o Paraguai foi o 2º país que mais cresceu na América Latina (ficando atrás do Panamá) numa taxa cinco vezes superior a brasileira;
·         Em 2013, a marca de crescimento econômico do país chegou a patamares alcançados pela China em seu auge econômico: 14%.

Não é exagero dizer que teremos um Tigre Guarany encravado em pleno coração sul-americano, sem nenhuma saída marítima, com incomparavelmente menos recursos que o Brasil, mas com uma demanda reprimida de brasileiros (consumidores e produtores) ávidos por produtos com baixo custo. Realmente… A Globalização é um fator fantástico de desenvolvimento e para atingir o mercado mundial, o Paraguai não se furtou a fazer sua lição de casa. E que lição! O resultado disso é óbvio, enquanto que algumas empresas levam de três a seis meses para importar produtos chineses, a produção proveniente do Paraguai leva 24 horas.  Tome este simples exemplo e pense neste efeito se multiplicando por toda a economia… Pensou? Agora uma última sugestão: imagine o que poderíamos fazer do Brasil se seguíssemos o exemplo de nosso Pequeno Grande Vizinho.
O que estamos esperando? Sejamos livres da burocracia, do inchaço estatal e das taxas alfandegárias. Sejamos Livres!
O resultado não poderia ser diferente disto:






[i] Fonte dos dados: De “primo pobre” a “promissor”: por que o Paraguai avança enquanto o Brasil patina? http://mercadopopular.org/2017/01/primo-pobre-o-paraguai-e-a-nova-estrela-da-america-latina/ via @omercadopopular

quarta-feira, março 08, 2017

Dia Internacional da Mulher


Como ninguém nasce homem ou mulher, pois o gênero é uma construção social não vou homenagear as mulheres para não ofender quem ainda não tenha saído do armário.


quinta-feira, março 02, 2017

Donald Trump e os Liberais Brasileiros


Em 1 de março de 2017 23:58, C. B. escreveu: Caro Anselmo, vi ontem a maior parte da apresentação do Trump. Fora as naturais bravatas, parece que pretende mesmo dar uma guinada violenta na política americana. Eu já tinha dito que um dia afloraria uma batalha entre os mais beneficiados e os prejudicados ( em parte ) pela globalização, só não imaginei que começaria nos EUA.Como você e os liberais avaliam essa mudança de rumo? Abraços, C.B.


Ah ah, boa pergunta. Olha... Em termos bem gerais, os liberais brasileiros apoiam Trump, enquanto que os americanos - libertarians, como são chamados por lá - não, mas também não se identificam com os Clinton ou os Democratas. Eu fiquei impressionado como muitos liberais brasileiros em sua sanha por criticar os Democratas, que são a esquerda americana e atingir, indiretamente, a esquerda brasileira fechou os olhos ao protecionismo de Trump, que virá ser a marca distintiva da Trumponomics. E eu participo de comunidades americanas no G+, dentre as quais uma pró-Democratas, a Progressive Politics que bate nos Republicanos e outra, a Fox News Politics que bate nos Democratas. Aí estão os extremistas do espectro político, mas uma 3ª que participo, a Libertarians, que seria o equivalente aos nossos liberais aqui critica ambos. Os liberais/libertarians americanos mantém o foco enquanto que aqui não. A melhor defesa que vi neste sentido foi seu endosso de que Trump cortou 75% das regulamentações no país, mas se perguntares à grande maioria quais seriam estas ou como se agrupam, eu aposto contigo que não saberão dizer. Não é vergonhoso? Como eu posso ser a favor de algo que não sei o que provoca, o que atinge? É patético.
Só por ser uma regulamentação não quer dizer que é ruim, mas o liberal brasileiro tem esse mal, ele acha que a palavra tem uma essência e, no caso, maligna. É uma postura medieval que não aceita certas palavras, como se elas invocassem o demônio... Daí, nesta salada que é nossa Direita tem uns "conservas", como são chamados às vezes, pejorativamente, os conservadores e muitos deles, com fortes pitadas de olavismo. Chamarei-os de neo-olavetes porque não se prendem às querelas fundamentalistas de Olavo de Carvalho, mas mantém seus cacoetes, como de achar que há uma tendência mundial que é fruto de uma forte conspiração (alguns estão como adicionados em meu Facebook, mas sob controle...).
UM ADENDO: Da mesma forma que um neomarxista pode romper com o ideal do comunismo ou a visão histórica de que toda história é uma luta de classes, ele não abandona a essência do marxismo ao achar que um grupo enriquece graças ao empobrecimento de outro, ou seja, a ideia de exploração. Analogamente, o neo-olavete não abraça a visão religiosa e fundamentalista de seu mestre, mas também não abandona o mito de uma cúpula mundial que tudo planejou e que nada por aqui é por acaso. Claro que isto engana bem, pois os neo-olavetes (que fizeram curso com o picareta-mor e leem bastante) adornam uma teoria pobre com dados adicionais, históricos, filosóficos, mas raramente científicos, pois não resistem ao menor teste racional. Estes neo-olavetes, como eu dizia são trumpistas porque o presidente americano surge como um antiesquerdista conveniente, mas em termos práticos não são contra a esquerda clássica, estatista e protecionista, pois eles também são! Eles são sim é contra a esquerda New Left que invoca a revolução nos costumes, a relativização moral, o insuportável "politicamente correto", enfim, uma esquerda cultural. E aí dá-lhe contorcionismo teórico para justificar as contradições e desmandos de Donald Trump desde que tudo que ele faça ataque a esquerda cultural, "marxismo cultural" como chamam sem perceberem as contradições que a expressão encerra.

Só um adendo, eu não sou contra o reforço da segurança interna nos EUA. Aliás, neste ponto, só neste, eu concordo com Donald Trump e, sinceramente, dá até vontade de defendê-lo perante o tanto de inverdades e manipulação midiática que se faz contra ele. Há razões para tanto e não são conspirações ocultas, mas posições claras na mudança de cetro do poder desta potência que deixo para comentar em outro momento...

Então juntemos estes dois grupos, libertários ou liberais brasileiros e nossos conservadores temos um grupo que apoia Donald Trump sem questionar o protecionismo deste e, inclusive apoiando-o no que seria uma das principais bandeiras da Esquerda tradicional, do PDT ao PT passando por Brizola, Lula e Ciro Gomes. 
O que falta mais que ideologia para nossos militantes virtuais não é ideologia, mas foco. 

a.h


segunda-feira, fevereiro 27, 2017

Ben Shapiro, ideologia de gênero e uma esquerdista bugada.

A coisa certa a fazer

"EXAME – Quais seriam essas decisões difíceis?

Ben Ross Schneider – Não quero ser leviano aqui. Há várias reformas necessárias para aumentar a eficiência da educação num país como o Brasil. Mas uma delas certamente é criar um sistema de remuneração dos professores que leve em conta o desempenho e que demita aqueles sem as condições mínimas de dar aula. O problema é que os sindicatos sempre se opõem a essa política. Por definição, eles são contra a demissão de seus associados. E, se os professores ganharem salários diferentes, ficará mais difícil para o sindicato chamar uma greve para um aumento universal de 10%. Os políticos não costumam ter a disposição de enfrentar os sindicatos quando não são pressionados."



E sabem com quem tem que se brigar, certo? Com os sindicatos. Para enfraquecê-los, o primeiro passo é acabar com o imposto sindical obrigatório.

sábado, fevereiro 25, 2017

Quando fatos não importam

Ao contrário do que se imagina, é uma tendência rejeitar a ciência. E diferentemente do que se pode dizer, não são ignorantes e iletrados que disseminam estas crenças. Se repararem bem são muitos de nossos colegas, alfabetizados e instruídos, inclusive com formação superior. A questão é que a vontade de julgar se sobrepõe a de conhecer, é comum que se opte por determinados fatos e/ou pesquisas, cujas conclusões já reverberem nossas crenças e predileções. Se 'advogado' soar anti-profissional diga torcedor, que aqui no caso dá no mesmo.
Alguns anos atrás comentei a matéria "Silêncio de Ensurdecer" de uma revista escrota, Carta Capital, cuja súmula dizia basicamente que o Aquecimento Global (Antropogênico) era um fato porque um lobbysta (da indústria armamentista) no Pentágono tentava vender um apocalipse aos generais e conselheiros de guerra (digo, Estado Maior) sugerindo... Sugerindo o catzo! Afirmando que ocorreriam vários conflitos em função de distúrbios ambientais. Óbvio que ocorreriam se e somente se... Mas aqui estamos no reino dos condicionantes e não dos fatores determinantes e tomar uma agente pra lá de interessado no caso como um pesquisador objetivo é muita ingenuidade ou mau-caratismo.
Óbvio que tive a propensão de rejeitar e a pretensão de refutar a teoria sobre o aquecimento porque me envolvi emocionalmente com o assunto, afinal se tratava de provar como o método de investigação da revista era totalmente burro. Mas no meio deste processo fui eu quem perdeu o foco e tratei o assunto maior como subsidiário de um assunto menor, uma picuinha que era a opinião política da revista. Ou seja, se a revista em questão estava tratando um assunto importante para justificar seus interesses e corroborar sua agenda política (que era acusar o caráter intrinsecamente vil e destrutivo do capitalismo através dos EUA), eu apenas refleti esta opinião como um espelho procurando desautorizar todos os argumentos da matéria, o que não foi difícil, diga-se de passagem, mas perdi o foco no problema real, a mudança climática e suas inúmeras e possíveis consequências. Anos mais tarde me toquei que há, no mínimo, dois níveis de análise, o fato que deve ser observado e analisado segundo um corpo de métodos de conhecimento e outra coisa, que é a que sempre me interessou mais, a sociologia que envolve aquela discussão, a sociologia do conhecimento. Meu erro no caso da mudança climática foi confundi-la com a sociologia que envolve os agentes que produzem e discutem o fenômeno. Como percebi meu erro?
Ahá! VENDO O ERRO NOS OUTROS! Quanto mais me aproximava do liberalismo, enquanto simpatizante da área econômica e apaixonado por sua filosofia, eu via que outros aficionados como eu não enfrentavam os problemas em si, sejam eles verdadeiros ou criados como fruto de imaginação, mas apenas minimizavam seu impacto, quando não simplesmente rejeitavam sua existência. Que há problemas que não tem a gravidade alegada ou muitas vezes sequer existiram como problemas reais é verdade, MAS ISTO NÃO SE PROVOU PREVIAMENTE! Não é antes de se testar todas as possibilidades e normalmente se rejeita quando se vê, lá na frente que os resultados para sua mitigação ou anulação foram inócuos. Eu me perguntava "por que os liberais não enfrentam o problema com soluções liberais ao invés de simplesmente rejeitá-lo?" E claro, ambientalistas ou cientistas ao ver este movimento ideológico crescente passaram, como humanos que são a também confundir as coisas vendo devotos do são liberalismo como outra horda qualquer de fanáticos. Podem ser, mas a filosofia não é...
A história é longa e não para aqui, volto depois, mas antes acesse aqui um artigo relacionado:

Cientistas descobriram o que faz as pessoas rejeitarem a ciência, e não é ignorância http://xibolete.uk/rejeitar-a-ciencia/ via @xibolet




Um encontro com a Natureza



Hoje tive uma interação próxima com a Natureza. Eu consegui senti-la muito perto de mim aguçando meus sentidos. Eu gostaria que essa fosse uma história bonita, daquelas de marejar os olhos ao percebermos nossa essência perdida na modernidade do caos urbano. Mas não foi nada disso...

Uma porra dum marimbondo entrou na minha orelha esquerda (se fosse mosca saía na mesma hora) e lutei bravamente berrando feito um doido. O lóbulo esquerdo ficou digno de um Buda e eu não conseguia levantar a cabeça mais de 270º. Quando estava indo de um canto a outro na casa procurando analgésico e antiinflamatório, pinça, o escambau, tudo para aliviar minha dor que ainda existe, diga-se de passagem, o inseto saiu e não consegui pegá-lo.
Minha orelha ficou latejando por horas e os remédios aplacaram minha dor com sono. "Isto é Esparta!", bem que poderia berrar o marimbondo, mas alguns ainda enxergam tudo como um mar de rosas. Pode até ser, mas com abelhas, vespas e marimbondos entre as flores...

Anselmo Heidrich

sábado, fevereiro 11, 2017

Brasil: total de homicídios comparados


O total dos homicídios de todos os países em AZUL se aproxima do total de homicídios no Brasil, em VERMELHO.
Ah! Sim... Bom dia.

Fonte: MapPorn

quarta-feira, fevereiro 08, 2017


Em nome do Pai, do Filho e do ES armem a população.


sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Kamaradas!

Vou falar sobre uma parte da Esquerda brasileira:
No início dos 80, quando eu me voltei para a política, no plano meramente teórico eu via gente dizendo coisas como:
1. A Direita domina porque não tem preconceito, eles leem Marx (um dos melhores conhecedores de Marx é Delfim Netto[1]);
2. Havia muita briga interna, muita mesmo. Mais do que entre conservadores e libertários, do que entre ancaps e minarquistas, do que "bolsominions" e liberais que se vê hoje em dia... Era entre trotskystas e stalinistas (Convergência Socialista vs. PCdoB), leninistas pós-Kruchev (PCB) vs. stalinistas (PCdoB), comunistas (Marx) vs. anarquistas (Proudhon, Bakunin etc.) e todos esses ficaram de cara quando gente como Gabeira voltou falando de negros, mulheres e meio ambiente - "ah! mas você quer lutar pelas minorias?!" - refletindo as transformações da esquerda europeia (e americana), a New Left, que é o que domina hoje em dia aqui;
3. Pois bem kamaradas! A esquerda chegou ao poder e ela não teria conseguido sem os sindicatos e o que fez? Aplicou a teoria? NANANINANÃO... Ela SE ADAPTOU!
Agora sabem o que eu vejo? A mesma coisa do outro lado do espectro político, na chamada "direita" (mesmo que liberais não gostem do rótulo é assim que eles nos enxergam). E sabe o que vai acontecer quando tomarmos gradativamente o poder? Teremos que nos ADAPTAR.
AGORA, nós queremos brincar de política, de revolucionário ou queremos crescer e ser "gente grande"?
Se formos crianças vamos repetir o filme da esquerda só que defendendo a propriedade privada, talvez a única diferença; se formos adultos deveremos estudar Teorias do Estado (ao invés de fazer biquinho e dizer "estado bobo, feio, mal, não gosto do estado, buáááá") para transformá-lo paulatinamente. Isto leva décadas e deve começar pelas prefeituras, pois estas estão ao nosso alcance.
Ao invés de tentar mudar a sociedade pense em políticas voltadas ao seu bairro, ao invés de pensar no meio ambiente amazônico proponha um plano de saneamento para a cidade, ao invés de só falar no tesouro nacional te informe sobre as contas públicas do município. Daí, juntando os cacos aqui e ali teremos informação e experiência para pensar Brasília e outras instâncias.
Se não for isto, tu podes sair cantando Titãs "a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte..." para que em 2018 venha um novo Salvador da Pátria. Daí kamaradas nós teremos muito choro, muita emoção, a bandeira nacional tremulando contra o azul profundo do céu, abraços, lágrimas, emoção... Mas toda a velha guarda estará ali, com seu melhor olhar triste treinado de político profissional pronta, prontinha para o quê? Para se ADAPTAR. E nisto reconheçamos, eles são muito bons. Fazem há décadas e continuarão fazendo se não mudarmos isto de baixo pra cima, de fora pra dentro, como qualquer sociedade que evoluiu fez.






[1] À época visto como um legítimo pensador de ‘direita’, mas não liberal, pois liberalismo mesmo era coisa entendida como ‘fracassada’. Ser de ‘direita’ era, simplesmente, ser anti-socialista e isto compreendia tudo, desde o pró-americano ao defensor de ditaduras militares etc.

terça-feira, janeiro 31, 2017

Lemingues Políticos


Se venda casada for crime, a "venda casada em política" é uma burrice só. O que mais vejo em redes sociais, especialmente no facebook é gente se posicionando visceralmente contra Donald J. Trump ou favoravelmente a este, como se todas suas pautas estivessem umbilicalmente ligadas, como se suas posições fossem um todo harmônico, uma política orgânica. Ora! Isto não existe. O que existe e é plenamente factível e, parcialmente, defensável são tópicos que, para leitores cautelosos podem ser desmembrados, modificados, aprimorados etc. 

Alguns diriam que isto deturpa a política, mas cá entre nós, isto deriva de uma visão purista da política, que bem sabemos ser falsa. Política contém planos, estratégias, acomodações, ponderações, envio falso de sinais, dissimulação etc. Já a fé, a militância apaixonada pouco tem disto, sequer compreende isto. O que não quer dizer que não tenhamos que nos empenhar naquilo que acreditamos como melhor alternativa só porque ela não tem uma essência perene e superior. 

Eu, particularmente, vejo a proposta de avaliação da imigração e maior controle como sensata, mesmo que, infelizmente, se cometa injustiças ao barrar gente honesta a entrar nos EUA. Efeitos colaterais podem ser indesejáveis, mas toleráveis se correspondem a causas maiores. E a segurança das pessoas é uma delas, a maior. Por outro lado tenho uma visão antagônica ao que o protecionismo produz, mesmo que tenha, porventura, efeitos positivos no curtíssimo prazo. Isto não paga o que virá depois.

Quanto à propaganda geopolítica de Trump (já que ainda não entrou claramente em operação) é alvissareira, embora não se trate de nenhuma panaceia. Ter que abraçar às oligarquias que Putin representa na Federação Russa não é nenhum avanço para a causa da Liberdade, no entanto pode ser um remédio amargo contra o caos e a violência reinantes no Oriente Médio que foram, parcialmente, produzidos pelas próprias atuação e pressão externas.

Por outro lado, um acirramento da disputa comercial com a Alemanha e a China pode levar a uma crise maior ainda que favoreça, justamente, economias estatais como a da Rússia e dê uma guinada institucional no próprio EUA. Seus efeitos podem ser imprevisíveis. 

Há pontos interessantes e outros que causam temor, mas não somos experts em vários assuntos para opinar de modo terminante sobre quaisquer um desses assuntos. Quanto mais colocá-los em um bloco coeso que defina o caráter de um governo. Não é porque o sujeito é antipático ou grotesco até que isto irá guiar minha opinião por uma oposição essencial. Se a modinha é tola, uma anti-modinha só por sê-la não é senão um reflexo preguiçoso de quem se incomoda com a especulação e curiosidade. 

Na boa, a impressão que dá é de um bando de desocupados discutindo uma partida de futebol após seu término, como se todos soubessem tudo de antemão. Um conselho, deixem de compartilhar tanto e "curtir" para ler um pouco mais. 

Anselmo Heidrich