Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

Compre o livro NÃO CULPE O CAPITALISMO nos links abaixo:




segunda-feira, junho 19, 2017

Maniqueísmo no Dia da Parada Gay


Mais uma exploração política da celebração da parada gay. Este é o tipo de coisa que tem que ser combatido, a politização de eventos como esse e é exatamente por isso que tais eventos também enfrentam rejeição, não pelo que apoiam, mas pela retórica maniqueísta que é adotada por setores da mídia e vários disseminadores de informação, como cursos, escolas, palestrantes etc. O exemplo ao lado é típico, que incorre no erro de comparar dados absolutos com o que deveria ser relativo, proporcional. Não tem sentido dizer que o Brasil tem mais homicídios de homossexuais, quando o mesmo tem mais homicídios de heterossexuais também, assim como de qualquer orientação sexual, religião, raça etc. É como se eu dissesse que no Brasil tem mais espécies de árvores, o que é claro, dado o tamanho da Amazônia em relação à rainforest da Tasmânia, p.ex. O que eu tenho que comparar, utilizando exemplos e MÉTODO adequados, é se em um quilômetro quadrado há mais espécies na Floresta Amazônica do que na do Congo ou na Taiga Siberiana. Assim é que se mede a biodiversidade de um bioma e não comparando algo gigante com um microcosmo.
O que o Cursinho da Poli fez na postagem abaixo não passou de peça de propaganda para criar um fantasma, a HOMOFOBIA a ser combatido, intuitivamente como se todo e qualquer heterossexual tivesse uma cota de culpa nos homicídios alegados. Ora, quem pratica homicídio é o HOMICIDA e não um heterossexual qualquer. Por isso que quando alguém diz "o problema é a cultura" estremeço. Aí nós temos a típica desinformação calhorda de quem quer lucrar politicamente com o fato.

Divulgue esta mensagem para que o MANIQUEÍSMO SEJA DESMASCARADO.

Um bom dia para todos, homo e héteros. E que os manipuladores vão à M*#0!! que é o seu lugar.

domingo, junho 18, 2017

O mundo melhora graças ao Capitalismo e tem que ser cego para negar


O ocaso das ideologias explica algo assim? Para mim ele reflete sua irrelevância em termos práticos. Uma vez configurado o fracasso total de qualquer ideologia de esquerda ter tido sucesso no século XX, antigos apologistas como Daniel Bell vaticinaram “o fim das ideologias”, mas eu me pergunto, só ele que não viu isto antes? Basta ver a baixa qualidade de um veículo produzido na era soviética em comparação com qualquer outro da antiga Alemanha Ocidental ou na força de trabalho chinesa puxando arados no lugar de bois durante o período comunista para sabermos que aquilo foi uma farsa do início ao fim. E dentro do capitalismo, quem insiste em não mudar, física e condicionalmente tende a padecer na miséria.

Mas por que devemos ficar alertas com a propaganda ideológica socialista?

Leia mais em: VistaDireita.com.br

Algumas Palavrinhas sobre Estratégia Política



Antes de mais nada respeite o inimigo estudando-o e detectando suas falhas. Se você for arrogante e desdenhar, a realidade te porá a nocaute com um belo chute na cara. Comecemos por aqui: Why do Democrats and Liberals keep using the "parties switched sides" excuse when it's been debunked? by Omar Ismail Veja como foi a posição do colégio eleitoral na eleição de 2008 nos EUA que elegeu…

Leia mais em:
https://anselmoheidrich.wordpress.com/2017/06/18/algumas-palavrinhas-sobre-estrategia-politica/
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quinta-feira, junho 15, 2017

Miriam Leitão e o Ódio de Classe


A jornalista Miriam Leitão foi assediada por dirigentes petistas durante um voo inteiro de Brasília ao Rio de Janeiro. A questão é, o que faz com que uma trupe de pessoas, supostamente educadas tome este tipo de comportamento como legítimo? Achar depois que sua militância de baixo escalão não fará ainda pior, com os vários casos relatados e comprovados de violência física e moral é uma ingenuidade digna daqueles que sonham com um "mundo melhor" enquanto que semeiam a ditadura baseada na retórica do ódio e do medo. Enquanto que todos se preocupam com Miriam, o verdadeiro alvo dos fascistas é (e sempre foi), a Liberdade de Expressão representada pela imprensa.


Sadiq Khan is a Complete Idiot

quarta-feira, junho 14, 2017

China Contemporânea


A década passada assistiu à ascensão de algo que Mao Tsé-tung, o histórico líder comunista chinês, lutou para erradicar de uma vez por todas: uma classe média chinesa, hoje estimada entre 100 milhões e 150 milhões de pessoas. Embora variem as definições – uma renda familiar de pelo menos 10 000 dólares ao ano é um dos critérios –, as famílias de classe média tendem a possuir um apartamento e um carro, saem para comer fora e tiram férias, além de terem familiaridade com marcas e idéias estrangeiras. Essas pessoas devem seu bem-estar às políticas públicas na economia liberal da China moderna, mas, à boca pequena, podem ser bastante críticas com a sociedade em que vivem.



David Gilmour e Jesse Gilmour falam sobre "O clube do filme"

Muito interessante. A escola realmente não dá conta de todos os casos, mas convenhamos, não é todo pai que tem essa capacidade imaginativa... Ele criou um método próprio de ensino que suponho, esteja muito além do descrito nesses poucos minutos. Mas uma coisa me parece certa, a preocupação e atenção dispensadas por ele a seu filho fizeram valer todo esforço. 



segunda-feira, junho 12, 2017

Educação VS Doutrinação: o maniqueísmo de Paulo Freire



Pergunto com
sinceridade: alguém já se deu o trabalho de ler Paulo Freire? Ou, ao menos,
assistir a um de seus vídeos no YouTube? Seria bom que fizesse para se ter
noção de que é muito pior do que se fala.
Em um desses
vídeos, Paulo Freire diz:

“Quando muito moço, muito jovem, eu fui aos
mangues do Recife. Aos córregos do recife, aos morros do Recife. Às zonas
rurais de Pernambuco. Trabalhar com os camponeses, com as camponesas, com os
favelados. Eu confesso sem nenhuma ‘chorumingas’ movido, movido por uma certa ‘lealdade’
ao Cristo de quem eu era mais ou menos ‘camarada’. Mas o que acontece é que
quando eu chego lá, a realidade dura do favelado, a realidade dura do camponês...
A negação do seu ser como gente, a tendência àquela adaptação que a gente falou
antes, aquele estado quase inerte diante da negação da liberdade, aquilo tudo
me remeteu a Marx. Eu sempre digo, não foram os camponeses que me dissera a mim
‘Paulo, tu já leste Marx?’ Não, eles não liam nem jornal. Foi a realidade deles
que me remeteu a Marx e eu fui, eu fui a Marx.”

Acho que até
aqui já daria para fazer um artigo inteiro comentando isso, mas quero
transcrever mais um pouquinho para vocês entenderem até onde isto vai:

“E aí é que os jornalistas europeus em 70
não entenderam a minha afirmação. É que quanto mais e quanto mais eu li Marx,
tanto mais eu encontrei uma certa fundamentação objetiva para continuar
camarada de Cristo. Então as leituras que eu fiz de Marx, de alongamentos de
Marx não me sugeriram jamais que eu deixasse de encontrar Cristo nas esquinas
das próprias favelas. Eu fiquei com Marx na ‘mundanidade’ a procura de Cristo
na transcendentalidade.”

Isto foi cerca
de 3 minutos em um
vídeo, mas já está de
bom tamanho para entender e criticar parte de sua pedagogia. Pois é, uma coisa
que o brasileiro médio não entende, seja rico ou pobre, de direita ou de
esquerda é que isso em um país institucionalmente adiantado seria um escândalo.
Aqui, a grossa maioria de estudantes e professores de outras áreas cultua o
lixo pedagógico de Paulo Freire. Como pode? Além de sua incoerência interna, os
resultados de desempenho no seu básico, básico que corresponde à leitura,
interpretação de texto e exercícios matemáticos nos deixam nas piores
colocações já seriam suficientes para mostrar que trilhamos o caminho errado
por décadas. E o que se faz? Só se convoca gente incompetente para discutir educação
e que, volta e meia se saem com tiradas poéticas de Paulo Freire, que não passa
de um método de ensino ridículo que se resume na mais pura lavagem cerebral.
Analisemos agora
algumas passagens reveladoras do que pensava o “mestre”. Para mim está clara a
intenção, já no primeiro parágrafo de tratar Jesus Cristo como “camarada”, que
era a forma de tratamento dentro do código de conduta dos comunistas. Não é a
toa, não é gratuito, independente da religião que você tenha ou não tenha religião,
não importa, que isto não está no discurso por acaso: é para criar uma familiaridade entre a doutrina cristã, a visão religiosa
e o mundo secular, mas promissor do Comunismo.
E ao invés de dizê-lo,
explicitamente, Paulo Freire procura seduzir o ouvinte, internamente,
sutilmente com suas palavras, com seu sentido e sentimento mesclados, para que
nenhuma contestação racional se torne evidente.
Outros dois
pontos que evidenciam o maniqueísmo do discurso freireano:
·       
Supor que a realidade do favelado ou do camponês seja
compreendida e solucionada através da leitura de Karl Marx, sem explicar o
porquê disso, mas já dando como certo e conclusivo de antemão;
·       
Dizer que a realidade dura da vida do camponês ou do
favelado é a negação de “seu ser”, como se seu
ser
fosse roubado (alienado) por relações de produção (de propriedade).
Tais malandragens
linguísticas são facilmente detectadas por quem já está habituado ao discurso
marxista, seja ele ostensivo ou subliminar. A singularidade neste vídeo de
Paulo Freire é que ele transita entre a assunção total do marxismo a sua mescla
com um discurso messiânico, religioso, de “libertação” que não deixa,
obviamente, de procurar um culpado por sua situação, a saber: o Capital.
Ele também diz
em seguida que procurou uma “fundamentação objetiva” para Cristo em Marx e que
este servia para a “mundanidade”, enquanto que o outro para a “transcendentalidade”.
Em suma, Paulo Freire estabelece um link entre o temporal e o atemporal, entre
o mundo material e o espiritual ao dizer que é possível se guiar pelos dois,
que os dois referenciais teóricos (Marx e Cristo) se complementam. Este é o
jogo dele que convenhamos, engana quem não conhece as diferenças abissais entre
as duas propostas de vida. Em termos bastante simples, mesmo que teólogos mais
a esquerda afirmem um pendor socialista em Cristo devido a repartição do pão e
outras metáforas, não há nada que chegue perto de uma proposta violenta como a
luta de classes, primeiro porque divide indivíduos, segundo porque leva
inevitavelmente a morte violenta através de uma guerra civil. Tentar fundir
estas duas visões de mundo implica em uma acrobacia intelectual que só fanáticos
(como certos professores) e espertos (como Paulo Freire) para levar adiante. Enfim,
aqui nós temos uma perfeita fusão, perfeita, na medida que serve aos propósitos
de uma Esquerda que quer perverter ensinamentos cristãos para manipular massas
contra um inimigo imaginário, o Capital, o capitalista, o capitalismo.
Neste pequeno
exemplo, eu tentei mostrar como se confundem três coisas: a doutrina, a cristã como exemplo; a doutrinação, não explícita, no caso do
marxismo e; a educação, pois queiram
ou não queiram este mix ideológico é
admirado e lido nos cursos de pedagogia do país inteiro, sendo seu principal
referencial teórico.
Até aqui
analisamos o conteúdo, mas há outras
formas de, sub-repticiamente, passarmos um conteúdo na forma de um Cavalo de
Troia.



Confira a embromação abaixo:


Por que libertários detestam John Rawls?



“Nenhuma sociedade poderá ser, é claro, um esquema de cooperação no qual os homens se posicionariam de forma voluntária; em qualquer sociedade, cada pessoa se encontrará colocada, ao nascer, em uma posição determinada, e a natureza de tal posição afetará substancialmente os seus projetos de vida. Já uma sociedade que satisfação os princípios da ‘justiça como equidade’ tenderá a aproximar-se ao máximo, de um esquema voluntário, para que se possa chegar aos princípios equitativos, aos quais pessoas livres e iguais consentiriam em submeter-se. Neste sentido, seus membros seriam autônomos e as obrigações seriam, reconhecidamente, auto-impostas” (Rawls, 1981, p.34).

“(...) parece que o princípio de utilidade é incompatível com o conceito de cooperação social entre indivíduos iguais com o objetivo de se obter vantagens mútuas. Parece inconsistente que a ideia de reciprocidade venha implícita na noção de sociedade em boa ordem. E isto, em qualquer que seja o grau; esta será a argumentação que sustentarei em minha discussão” (35).

Seria correto falar que “os sacrifícios de uns seriam compensados por um maior benefício para o agregado” só podem ser mantidos com desigualdade de autoridade? Rawls é taxativo, “[n]ao haverá, no entanto, injustiça que um maior benefício fosse ganho por alguns, desde que a situação das pessoas menos favorecidas seja, de alguma forma, melhorada” (35). E não há como não opor a visão moral de Rawls contra as “vantagens naturais fortuitas” ou as “contingências das circunstâncias sociais adversas” (36).

Ocorre que se não temos um ponto de vista histórico, uma teoria formadora da justiça pode ser abstrata o suficiente para nunca ter ocorrido e é esse o ponto crítico de Rawls quando assume que “(...) as tarefas, a que nos referimos, são totalmente hipotéticas: um contrato englobando certos princípios teria sido aceito numa situação inicial bem definida” (36). Simplesmente não há como garantir que a firma consensual de um contrato social imaginário possa ter ocorrido partindo do pressuposto voluntarista. As pessoas não firmaram nada, tudo é induzido para elas como se assim fosse porque deveria ter sido.

Referências


RAWLS, John. Uma Teoria da Justiça. Brasília, Editora Universidade de Brasília, 1981.

sexta-feira, junho 09, 2017

Rubem Alves - A Escola Ideal - o papel do professor

Me arrepio quando alguém é apresentado como "educador". Este Senhor já deu aula para classes com mais de 40 alunos? O que é comum no país inteiro. É claro que o método dele atrai, mas tente fazer isso numa sala abarrotada com 1/4 da mesma impedindo os demais de assistirem a aula. A questão é que uma boa aula não se restringe ao método de ensino somente, mas a um processo educacional que deveria conter a palavra disciplina como parte naturalmente integrante. 



A leitura... Vejam que neste ponto do vídeo, Rubem Alves já não fala mais do professor, mas da mãe (ou pai) induzindo à leitura antes de dormir. Diz que o professor não deve mandar ler porque a relação com a leitura deve ser pautada no amor. Acho engraçado como este tipo de dica, quase poética é levada a sério... Alguém em sã consciência acha que um país se constrói com base em mensagens poéticas e de auto-ajuda, que relação de cobrança, de busca por mérito não se fazem necessárias? Óbvio que nem todos terão o mesmo apreço pela leitura, assim como nem todos irão querer construir uma prateleira quando estressados preferindo caminhar na praia ou jogar videogame. Na base dessas mensagens está uma percepção individual tomada quase como amostra estatística para generalizar o comportamento padrão de alunos no sistema de ensino nacional. Sinceramente, esse cara não sabe do que fala.



"A missão do professor não é dar respostas que já estão nos livros, já está na internet" e sim "provocar o espanto, a curiosidade". Ora! E quem acha que já não é assim? De onde diabos ele tirou que professor fica só dizendo o gabarito às questões propostas? Isto já era, se é que um dia foi exatamente assim. Este ensino maiêutico é um método já tão consagrado que está em livros, inclusive. O problema é anterior, a taxa de leitura de nossos professores é muito baixa, exatamente porque as universidades os forma mal, muito mal e isto tem exatamente a ver com tudo que já dissemos aqui sobre a doutrinação do ensino que abortou o rigor da disciplina no estudo e o valor dado às provas. Dano este causado pelo mesmo tipo de mentalidade que este senhor ostenta, a de um "ensino livre". Ora, o que é exatamente "livre" quando se é mera presa de seus instintos e não se faz nada para superar sua condição abissal de ignorância achando que "todos já portamos um saber" tomando o mesmo como suficiente?



Entre tantos erros no presente vídeo, o maior deles está na premissa de que o conhecimento flui como se fosse mágica, sem nenhum tipo de esforço. Nem todos nós somos Mozart que já nascemos sabendo, mas podemos chegar lá com técnica. Técnicas apreendidas através de ensaio e erro feitos por gerações que nos antecederam. Ignorar isto é simplesmente desrespeitar todo um legado de trabalho e esforço que possibilitou gente estressada fabricar uma prateleira que no passado se fazia para sobreviver através de oficinas de trabalho que também eram escolas, a educação profissional. Pensando bem, que faça qualquer prateleira, desde que não fale besteira. 



Anselmo Heidrich

Confira o asneirol:Rubem Alves - A Escola Ideal - o papel do professor https://youtu.be/qjyNv42g2XU via @YouTube



quarta-feira, junho 07, 2017

Educar para quê? Reflexões sobre a educação no Brasil

Concordei ao final, quando Mateus diz que ninguém educa propriamente ninguém. Se aquela pessoa quiser rejeitar tudo aquilo (que foi ensinado), ela vai rejeitar.


Mas, quando o autor diz que a  verdadeira liberdade é a liberdade interior afirmando que a civil não é, pois pode desaparecer com um '38 ou um terremoto, ele faz uma separação cognitiva entre ser civil e consciência, como se nossa civilidade não dependesse da consciência.

Ele desconfia, com razão, do império das leis, da autoridade científica e médica, opinião do beautiful people, intelectuais e mídia, mas não é apropriado equiparar todas essas coisas. Na ciência, p.ex., algo consensual não prescinde de ampla discussão, muito maior que nos tribunais, com tempo certo de conclusão. Isto não é o mesmo que seguir tendências como faz a mídia e celebridades. 

E sinceramente, por pior que sejam as relações professor e aluno elas não são causas de doenças (transtornos) psicológicas. Aí foi forçado demais. Que mantém ou pioram vícios, sim, mas isso não é algo que requeira tratamento médico ou psicológico, no mais das vezes e sim uma boa e rigorosa educação. 

E discordo também que a educação como para formar "peças de engrenagem" no nosso sistema seja pior do que uma formação humana inteira. Esta visão humanística é que é doutrinadora e levou a piora da nossa qualidade de ensino. Os militares, p.ex., enfatizavam o ensino técnico no Brasil e nem por isso deixamos de ter uma boa base geral. O ensino técnico-profissionalizante não prescinde de uma boa base geral, sem a qual não teria um bom resultado. Já o ensino de visões filosóficas que deve ser uma busca individual ou particular, de ensino particular geralmente descamba para seu uso político. 

Anselmo Heidrich

terça-feira, junho 06, 2017

6 Minutes on the True Purpose of University Education

Jordan Peterson destroi ideólogo que apela para a negação de gênero

Those 7 Times Jordan Peterson Went Beast Mode

Matador.



Façam um esforço e tentem assistir este vídeo. Utilizem as legendas em inglês, se for o caso (como eu fiz). Jordan Dr Jordan B Peterson, Professor of Psychology​ critica o vitimismo atual presente, sobretudo, entre os millennials (ou Geração Y, são os primeiros que atingiram a idade adulta no ano 2000) e a pretensão desta geração de mudar toda a linguagem para os gêneros, que dizem ser "socialmente construídos". O ponto que Petersen chama atenção é que se há uma igualdade de gênero legítima, ELA NÃO PRECISA SER ASSEGURADA POR LEI NENHUMA e que se esta igualdade é natural, do ponto de vista de sua evolução social, exemplos contrários às tendências entre homens e mulheres deveriam confirmar isto e não o contrário. Exemplos como 80% dos estudantes do curso de psicologia no Canadá serem mulheres e 20 mulheres para 1 homem formados em enfermagem na Escandinávia, sem falar no acachapante predomínio masculino nas engenharias são provas de que existem tendências naturais que, em que pese todo o discurso politicamente correto (PC) de que "gêneros são construções sociais" insistem em provar o contrário. A questão é que tais discursos que se pretendem garantir a igualdade aos grupos só segmentam mais e mais a sociedade em negros e brancos, mulheres negras e brancas, latinos, asiáticos e esquecem, absolutamente, dos indivíduos. Se em um país como o Canadá, livre até então se inicia uma verdadeira cruzada linguística em torno do que que se chamada IDENTIDADE aos grupos, na verdade se produz mais desigualdade devido ao tratamento diferenciado que deve ser dispensado aos mesmos, na medida em que a maioria de alguns grupos não têm o mesmo desempenho e sucesso econômico. Isto acaba por relegar a esfera individual, onde todos deveriam ter os mesmos direitos a um plano inferior em uma estratégia autoritária de que SE DEVE reconhecer a todos os grupos direitos distintos para que sua condição social se equalize. E o primeiro passo para tanto é absorver o discurso moral, como se fosse imoral não termos o mesmo respeito por quem não concordamos e até abominamos, seja a pessoa ou seus argumentos. Ora, respeito não é obtido através de direitos, mas sim pela espontaneidade alheia. Eu posso exigir que tenham respeito para meus direitos essenciais, como a liberdade de expressão, mas nunca para a qualidade de meus argumentos, ninguém é obrigado a admirá-los ou defendê-los. Então, o direito de alguém ser o que é,homossexual, p.ex. não deve ser confundido com o direito a exigir que essa condição seja aprovada socialmente.



As pessoas é que decidem o que aprovam ou não. Na medida que se cria leis para garantir, não o direito de ser, mas o direito de exigir aceitação alheia, se passa da esfera do direito individual para o não direito individual, no qual o coletivo, vários grupos identitários se tornam antecâmeras de uma estrutura estatal e não há melhor nome para definir isto do que TOTALITARISMO.






Anselmo Heidrich

quinta-feira, junho 01, 2017

Delegado Francischini e projeto que reduz indultos para presos







Agora... posso ser ingênuo, mas porque a estrutura arquitetônica dos presídios tem que ser dividida em galerias? Não dá para projetá-los em celas para, no máximo, dois presos e assim exercer maior controle? Sei sei que seria mais caro, mas não se economizaria em custos no combate à criminalidade, justamente, pelo sistema prisional ser mais eficaz? E de mais a mais, com maior combate à corrupção, a reforma estrutural (física) desses presídios poderia alavancar. Afinal, isto deve ser troco perto do que se desvia.

Public "Education" has become indoctrination and distraction

Pesquisando sobre "doutrinação" e "educação" encontrei este vídeo e quase abortei a visualização porque... Bem, porque começou com aquela cantilena de que "somos formatados para a sociedade sem questionar, objetivando somente o lucro e bla-bla-bla", mas, MAS, M-A-S, como gosto de insistir até o fim para formar uma opinião tive uma grata, não, GRATÍSSIMA surpresa ao ver a abordagem do sujeito. Por diversas razões, eu vi que mesmo questionando, na base do cliché certos paradigmas que temos (sociedade industrial, educação em massa, lucro etc.) há informações muito, mas muito pertinentes mesmo. Como, p.ex., a de que o atual modelo educacional vigente na maior parte dos países partiu de uma necessidade da revolução industrial e do Iluminismo, quando uma minoria recebia a educação, particular e dada pelos jesuítas. Enfim, há detalhes por discutir, como a recente onda de Transtorno por Déficit de Atenção (TDA) não ser um transtorno, verdadeiramente falando, mas segundo o argumento esboçado, uma condição consequente de uma grande gama de informações que se perde na modorrenta e anacrônica sala de aula. Um dado interessantíssimo levantado pelo apresentador é que no jardim de infância, 98% (se bem me lembro) das crianças são diagnosticadas com Q.I. de "gênio" e após, apenas(!) 5 anos, a taxa cai para, no máximo, 15%. Evidente que esses números têm que ser conferidos. Estanho que Q.I. caia assim por fatores meramente ambientais (série de estudo), mas de qualquer forma fica a suspeita de que haja uma 'moda' ou corrente que diagnostique casos de dispersão de foco ou atenção com base em um viés cultural. Volto a dizer, se é que os dados apresentados são corretos e/ou fidedignos. Mais, a demonstração do crescimento do 'transtorno' (déficit de atenção) em direção à costa leste (onde haveria mais centros de estudo nessas patologias) é interessantíssimo (assim como vale a piada sobre Oklahoma). Agora o que mais me interessou foi saber que lá, a oposição ao modelo educacional "contra o sistema", o que seria aqui equivalente ao discurso de esquerda é contra a padronização e uniformização do ensino, sem artes, sem criatividade -

 - Inteligência Divergente -, enquanto que aqui, nossa oposição ao sistema reza a cartilha centralista, planificadora, totalitária do sistema curricular unificado (para um país tão diverso, tão variado etc.). Vejam que mesmo caindo o PT (ainda que temporariamente) o novo governo (em parte, novo...) ainda mantém a perspectiva da construção de uma anacrônica Base Nacional Curricular Comum, a BNCC. Até no discurso de "oposição ao sistema educacional", nossa Esquerda é paleolítica.



Cf. Public "Education" has become indoctrination and distraction https://youtu.be/6jZHNjc4Xk0 via @YouTube



Jordan Peterson: How to Combat Indoctrination of Students in the Educati...

Negócio é escrever sobre temas sociais com preocupação ética, como a diferença salarial entre homens e mulheres alegando tudo como "culpa do patriarcado", ou maus tratos às crianças como "culpa do patriarcado". O que Jordan PETERSON acusa é a formação ideológica de professores doutrinados que serão doutrinadores por excelência levando este tipo de raciocínio obtuso e explicação conveniente a todas as esferas midiáticas até que se crie leis - LEIS - para coibir as supostas diferenças com artifícios que se não são paliativos escondem os fatores das reais diferenças. Se cria uma realidade distópica a partir de uma imaginação utópica, coisa orwelliana mesmo. 



Confira o vídeo:



Pat Condell Estraçalha Jovens Vassalos da União Européia (Legendado PT-BR)

Programa nacional do PTB - 25/5/2017


O que eu sempre quis ouvir de um partido no Brasil está aqui:





Mas nunca pensei que viesse de um partido de ESQUERDA!!!
AH AH AH, se continuar assim, tem muito partido "de direita" por aí que ficará a ver navios...
Como disse o grande reformador da China, que a alçou a um patamar de liberdade econômica, mas ainda não social... DENG XIAO PING:
Não importa a cor do gato o que importa é que ele cace os ratos..

quinta-feira, maio 25, 2017

Entenda a Guerra da Síria

Em meio a uma guerra como a da Síria surgem vários oportunistas, dos quais o ISIS é apenas mais um, que se alimenta do ressentimento da opressão aos sunitas, da visão do ocidente invasor, a identidade árabe e a mitologia de antigos árabes. O objetivo do ISIS impacta muitos. Pretendem construir um Estado Islâmico em todo o Norte da África e Oriente Médio, mas seus oponentes não se restringem a Assad ou o Ocidente. Lembre-se dos curdos, que têm organizações políticas, como o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (Parti Karkerani Kurdistan, PKK) perseguidas em muitos países, mas com ao tirar proveito da crise passaram a controlar o norte da Síria e eles têm recebido financiamento para lutar contra os insurgentes. Perseguidos por aliados ocidentais como a Turquia, os curdos também são inimigos de “inimigos maiores” dos ocidentais. Na confusa geopolítica do Oriente Médio, a máxima de que “o inimigo de meu inimigo é meu amigo” não funciona, pois o inimigo de meu inimigo pode ser meu inimigo também.
Leia mais em: http://www.vistadireita.com.br/blog/siria-entenda-as-razoes-da-guerra-neste-pais/

Quais as dificuldades de criar filhos no Brasil?

Exemplo do Rio de Janeiro, mas que muda em graus nas outras capitais e grandes cidades:

Read André Cepêda's answer to What is the hardest thing(s) about raising children in Brazil? on Quora

Cruzadas vs Jihad - Bill Warner

terça-feira, maio 09, 2017

Macron liberal e agregador?

Esta é a imagem que venderam dele, mas Le Pen não iria ser uma boa escolha: mesmo querendo conter a "invasão islâmica" na França, com políticas econômicas desastrosas não conseguiria combustível para manter sua agenda social por muito tempo. Vargas Llosa dispensa apresentações, mas sua visão do vencedor é por demais otimista. Boa demais para acreditar...

"A França é um país riquíssimo ao qual as más políticas estatizantes, pelas quais foram responsáveis tanto a esquerda como a direita, mantiveram empobrecido, atrasando-o cada vez mais, tanto que a Ásia e a América do Norte, mais conscientes das oportunidades que a globalização ia criando para os países que abriam suas fronteiras e se inseriam nos mercados mundiais, foram deixando-a cada vez mais para trás. Com Macron se abre pela primeira vez em muito tempo a possibilidade de que a França recupere o tempo perdido e inicie as reformas audazes – e custosas, claro – que afinem esse Estado adiposo que, como uma hidra, freia e regula até a exaustão sua vida produtiva, e mostre a seus jovens mais brilhantes que não é a burocracia administrativa o mundo mais propício para exercitar seu talento e criatividade, e sim a vastidão à qual todos os dias a fantástica revolução científica e tecnológica que estamos vivendo acrescenta novas oportunidades."
Tribuna | Macron; por Mario Vargas Llosa http://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/04/opinion/1493896853_149460.html?id_externo_rsoc=TW_CC via @elpais_brasil

segunda-feira, maio 08, 2017

Motivos para invejar los hermanos

Um país onde estudantes do ensino fundamental leem mais do que no ensino superior (obrigados, mas pelo menos leem); onde só 8% da população é completamente alfabetizada; que em 30 anos vem decaindo o índice de leitura e; mais de 70% só leem as redes sociais e; 50% só leram a Bíblia tem que condições para avançar socialmente?

Question on @Quora: What truth is there to the often-heard claim that there are more bookstores in Buenos Aires tha… https://www.quora.com/What-truth-is-there-to-the-often-heard-claim-that-there-are-more-bookstores-in-Buenos-Aires-than-in-Brazil?srid=nVoc

sábado, maio 06, 2017

Os detalhes despercebidos da sociedade




Muitas coisas que me deixavam infeliz na política partidária, mesmo entre os ditos liberais é a mania de só enxergarem grandes temáticas. Fernando Gabeira quando retornou do exílio e se disse inclinado a lutar por causas ambientais, raciais ou sexuais foi acusado de "se preocupar com as minorias" por seus colegas de partido. Pois bem, qual retórica está viva hoje em dia? A da luta de classes ou a de gênero, meio ambiente ou cotas? Quem "estava certo" em estabelecer um programa ideológico? Não estou afirmando que Gabeira estava certo quanto ao objeto em si de sua preocupação, mas que esta preocupação o levou a uma estratégia vitoriosa. Aliás, tão bem sucedida que hoje nem sabemos a paternidade. Paternidade essa que nem é dele. Para dizer a verdade foi gestada pela New Left, só não sei se europeia ou americana. Tendo a achar que foi europeia devido aos frankfurtianos (Adorno, Horkheimer, Marcuse etc), mas como sempre 'amplificada' nos EUA, país que exporta tudo de bom e de ruim também.
Michel Foucault, de quem não gosto nas premissas e conclusões, mas aprovo (parcialmente) no método de estudo foi muito feliz no título de sua coletânea, Microfísica do Poder porque dá importância a aspectos legados a segundo plano (ou terceiro ou quarto...) pelas esquerdas. Dentre os quais, a arquitetura e conformação dos espaços urbanos – o urbanismo – como formadores (ou pretensamente formadores) de padrões comportamentais, em suma, domínio. Tentei em vão chamar atenção de meus colegas sobre, p.ex., a importância das calçadas, dos espaços públicos como fomentadores, instrumentos que facilitam a sociabilidade de cidadãos na constituição de uma sociedade que valorizaria o respeito, a tradição e se oporia a corrupção já nos pequenos e constantes serviços urbanos. Sabe quando te olham como se tu estivesse aramaico? Pois é... Mas é justamente aí que a coisa se cria e reflete em marcroestruturas da sociedade, uma coisinha que os militantes desconhecem, o cotidiano. Quando discutia isto, inclusive com ancaps (anarco-capitalistas, supostamente mais sensíveis às práticas anárquicas), cheguei a ouvir que prefeituras não eram interessantes de se assumir, pois não tinham autonomia frente ao poder federal. Ora! Se não se muda padrões de comportamento (prestação de serviços e gastos) aí, em outro nível não é que vai se convencê-los do contrário. Óbvio que nem discuto com socialistas, mais centralistas que quaisquer outros, mas os liberais deveriam ser mais atentos a isto por princípio. No entanto, ainda são muito pouco sensíveis a aspectos cotidianos que não passam por questionamentos clássicos.
Bem... Com o tempo espero que isto mude. Mas que fique claro, nada muda naturalmente, mas por insistência erosiva da ideias contra as rochas da ignorância. 

sexta-feira, maio 05, 2017

Meu Último Vídeo

Importante: e mais do que um "avanço da esquerda" (que não ocorre), a questão é sobre o monopólio da informação e a ameaça que isto representa. Claro que o Youtube é uma empresa privada, mas então que se dê o nome certo às coisas e este nome do jogo que ocorre não é outro, senão CENSURA.

quarta-feira, maio 03, 2017

Dia do Trabalho PARTE 1 - Forçapaloosa - Contra a Reforma Trabalhista -...

Veja os argumentos de Fachin e Gilmar Mendes sobre habeas corpus de Dirc...

O argumento de que J. Dirceu foi solto porque foi julgado apenas em primeira instância é sedutor, mas lembremos, como bem mostrou o procurador Dallagnol que o STF não dispensou o mesmo tratamento a outros réus por causas semelhantes.

segunda-feira, maio 01, 2017

Tomatadas: Reforma trabalhista: sindicatos e políticos podiam...



Tomatadas: Reforma trabalhista: sindicatos e políticos podiam...: Recebo muita mensagem com conteúdo mentiroso pelo WhatsApp, mas uma que recebi estes dias convocando para a greve de hoje prima pelo descar...

quinta-feira, abril 20, 2017

Choque de Dois Mundos


Ontem tive um tempinho e fui buscar um estojo para o tablet do meu filho que, milagrosamente, só tem um pequeno risco na tela. Enfim, eu encontrei o modelo certo e já aproveitei para ver se tinha uma capa para meu celular, um Xiaomi. Um dos atendentes, típico adolescente integrado à tecnologia me dizia encantado que este celular (que eu comprei baratinho) iria revolucionar o mercado, que acabara de lançar um modelo com 90% das funções na tela (achei que já era comum) etc. e etc. Eu confesso que me irrito com celulares, apesar de utilizá-los e muito. É que gosto tanto de máquinas de escrever que não me habituo a substituir um notebook, que bem ou mal lembra uma por uma coisinha incômoda que tem que se digitar quase que exclusivamente com polegares. Não faz sentido para mim, parece mais uma involução.
Como não me integrava e já que estava ali comentei sobre um de meus sonhos de consumo, que era ter um celular da Caterpillar. E o sujeito, com cara de quem perdeu o ônibus me disse que nunca ouviu falar. O outro funcionário da lojinha, mais antenado reagiu positivamente “é para trabalho pesado, né?” Eu disse sim, se poderia usá-lo próximo a fornos industriais ou no gelo e o primeiro, o “techboy” ficou mais perdido ainda. Daí eu disse, “Caterpillar sabe? Aquela marca de trator”. Piorou... E para facilitar eu ainda disse, “eu tenho umas botas dela”. Mas não dava, quanto mais eu tentava situá-lo, mais perdido ficava o garoto. Daí desisti e consenti que o problema desses celulares é que são muito básicos, mas por isso que duram. É... Parece que não se pode ter os dois mundos. Mas saí dali com uma sensação de que não consegui me comunicar ao falar de celulares como nos comunicamos com celulares. Estranho...
Hoje fui fazer exames de rotina que estava em falta, sangue, tomo e a ressonância de cabeça e pescoço. Ao entrar na sala de espera, uma senhora me olhou e conversamos. Percebi claramente que ela estava tensa, seu neto de apenas 5 anos tinha um tumor. Embora, já tivesse tirado o primeiro, este não fora tratado e agora tinha uma recidiva. Contei resumida e rapidamente minha história, que costuma inspirar alguma esperança, mas ela me impactou falando da criança. Disse que ele iria fazer um transplante de medula, mas por alguma razão (exames, talvez ou vaga, não sei) não conseguiu ir para São Paulo, mas indicaram Porto Alegre. Quando lhe disse que havia um bom centro de transplantes lá, ela se alegrou e atribuiu à intervenção divina, que “não era a hora de fazer em São Paulo, que então foi por isso”. Quanto mais ela falava, mais aturdido eu ficava, mas nada se comparou quando vi o garoto, um garotão de cinco anos na maca, só um pouquinho mais velho que meu filho, coberto e carequinha. Aquilo apertou meu estômago e fiquei muito mal mesmo. Querendo ser sedado logo.
O que eu diria a ela. Nada. Por vezes, o nada é a melhor resposta. Apenas me restava o silêncio ao ouvir suas palavras fazendo meneios com a cabeça, como que concordando e para que se sentisse segura. Quero crer que tenha funcionado, quero crer que o câncer na criança contrariando todas as tendências seja atrasado. Quero crer, mas não atribuo isto a nenhum outro fator ou entidade que algo além de minha ignorância. A única coisa que sei é que se vamos deixar esta festa e partir, temos que estar calçados com nossas botas. E espero que minhas poucas palavras àquela senhora tenham lhe dado a mesma sensação de segurança que minhas Caterpillar me trazem ao calçá-las.
Se estes mundinhos que se chocam no cotidiano, entre a geração high-tech e dos analfabetos digitais em que me incluo, dos crentes e dos céticos como eu falassem menos, menos conflitos surgiriam com certeza, mas igualmente menos chances de se aprender alguma coisa. Naquele momento que vi o garoto passar desacordado na maca pelo corredor, eu vi na porta pelo que se vale a pena lutar e viver.
A avó se levantou e me desejou muita sorte, mas fiquei mesmo foi com o desejo de ter um milésimo de sua força. Eu desejo mesmo que ela consiga surfar na conjunção de acasos e forças que se debatem nossos mundinhos e compõem o universo.
Boa noite,
a.h






Mesmo com seus dentes, Mestiço não conseguiu estripar o couro de minhas Caterpillar.

terça-feira, abril 18, 2017

segunda-feira, abril 17, 2017

Retrato do Brasil Atual

Uma sucinta e desanimadora análise. Na verdade, o que ficamos sem ver de tão amortecidos pelo crédito fácil de uma década.

quinta-feira, abril 13, 2017

segunda-feira, março 27, 2017

Imposto não é roubo


Imposto é roubo! Bradam os liberais-libertários de todo o país, já que hoje em dia, o liberal clássico perdeu definitivamente espaço para os anarco-capitalistas, ancaps, como são carinhosamente chamados nas redes sociais. Bem, minha tese é simples, imposto não é roubo. Exceto se considerarmos o estado como um roubo em si e se for, toda política é um engodo. Daí que não faz o menor sentido dizer isto e continuar participando do processo político. Mas, se ainda assim o diz porque este é um ideal a ser atingido, o de uma sociedade sem estado temos que admitir que uma frase assim proferida não passa de mera ideologia e que dita em determinadas situações, como uma manifestação política mais confunde que aponta um caminho. Mas vamos lá, por que imposto não é roubo?
Impostos surgem antes do estado com imposições de um poder a outro, como de um gangster sobre seu cavalo nas estepes ameaçando tribos agricultoras/coletoras de pagar um tributo por “proteção” ou simplesmente porque lhe deu vontade. Injusto, eu sei, sem dúvida, mas não ilegal... Lembre-se que Lei é um termo que surge com uma organização social que, se dotada de instituições com poder coercitivo é o que chamamos, justamente, de estado. A própria grafia corrente de se escrever Estado com inicial maiúscula e sociedade com inicial minúscula expressa essa injusta hierarquia que eu, deliberadamente não faço porque tenho consciência que o estado se cria numa lógica de força e não quer legitimá-lo. Mas não é porque não o legitimo que não o entendo...
Quando isto acontece, ocorre porque se torna mais prático e seguro permitir que uma grande gangue (chamemos assim nossos políticos) possa nos cobrar para ficarmos livres de uma miríade de gangsteres menores que nos ameaçam sem obedecer um mínimo de regras. Se não quisermos nenhuma delas, nem dos grandes e nem dos pequenos bandidos nós voltamos a um estado anterior à criação do estado, o que um antigo pensador chamava de Estado de Natureza. Embora ele não estivesse pensando em ecossistemas ou cadeias militares, ele antecedeu a ideia, pois no Estado de Natureza vivemos uma constante luta entre espécies e indivíduos de uma mesma espécie para sobreviver e aí não existe um valor moral ou ética, exceto a necessária para a sobrevivência. E aí é um vale-tudo. Se você está de acordo que não precisamos de estado só restam duas alternativas: provar a viabilidade de uma organização social pautada na ausência de qualquer poder coercitivo institucionalizado ou admitir a seleção natural das espécies (e a luta intraespécie) como um valor em si e não se importar com os mais fracos. Pareceu socialismo isso aí? Caro... Comece com Adam Smith e veja que para este autor, a discussão moral embasa sua teoria econômica e toda esta serve para legitimar a busca de uma ética a ser adotada que crie uma sociedade justa.
Isto não significa que devamos nos submeter a qualquer forma de organização estatal, isto não significa que devamos conceder qualquer aumento e percentual de cobrança em impostos, isto não significa que não possamos redefinir a quantidade e a qualidade de tributos, bem como a máquina criada para viabilizá-los. Significa, tão somente, que achar que gritar “imposto é roubo!” não vai contribuir em nada em termos práticos, exceto se assumirmos como conceito de ideologia, uma falsa consciência, que só serve para nos iludirmos.
É para isto que adotamos o liberalismo como norte ideológico e moral, para nos iludirmos?


quinta-feira, março 23, 2017

Não somos “liberais-nutella”

Ali acima, no quadrante direito é exatamente onde nos situamos. 


Amartya Sen conta, logo no início de seu Desenvolvimento como Liberdade algo que o marcou quando criança. A sua cidade era povoada por hindus e muçulmanos, mas que se concentravam em bairros distintos. Pura segregação étnica, mas com certa estabilidade até que as turbulências pela secessão com base religiosa que formavam o antigo Paquistão Oriental (atual Bangladesh) tomassem conta do país provocando um terremoto político-social.
Os indianos de diferentes religiões se evitavam, mas o emprego nem sempre estava onde os fiéis de um mesmo culto se encontravam. Quando pequeno, Amartya viu um homem sangrando e berrando por socorro. Ele e seu pai, hindus carregaram o homem para dentro de casa, um muçulmano para depois levá-lo para o hospital. Tinha sido esfaqueado justamente por ser um muçulmano andando em uma região urbana de maioria hindu. Aquilo o impressionou e iria formar sua visão sobre subdesenvolvimento de um modo distinto da maioria dos economistas de sua época. Vale dizer, keynesianos...
A influência desta percepção ao longo de sua vida recaiu sobre a cultura e desta para a ação humana. É a ação humana que leva indivíduos a serem o que são, os determinantes da sociedade e da economia. Ou seja, se parte de agentes microeconômicos para a macroeconomia e não o contrário, como fazem macroeconomistas. Não é a toa que Amartya Sen é uma das maiores referências no atual pensamento liberal (que a maioria dos liberais brasileiros ainda não descobriu). Mas não é disso que queremos falar aqui e agora...
Quando um filho de jamaicanos é acolhido em um país como a Inglaterra e vive em uma das mais belas e dinâmicas cidades globais, Londres só de replicar seu ódio ao mundo ocidental percebemos que há algo profundamente errado e irracional nesta civilização que amamos: ela aceita e tolera intolerantes. Este é o ponto. Não dá para termos uma civilização segura calcada nos princípios do Iluminismo e na liberdade social e econômica quando ela permite que ovos de serpentes sejam depositados entre seu plantel de aves canoras que não olham para baixo, para seus ninhos.
Quanto tempo deixaremos correr para percebermos que pode ser muito tarde para reagirmos? Não se trata de reagir com o racismo ou alguma forma de etnicismo ou boicotando a liberdade de expressão de quem quer que seja (mesmo que ele a use para destilar veneno de ódio a uma cultura), mas sim de definir, discriminar (legalmente) e detectar quem quer que seja que esteja semeando a violência. Cabe lembrar que o facínora que atropelou 40 e matou 4 antes ser morto dizia o que dizia desde 2006 incentivando o ataque e a submissão religiosa de cidadãos europeus. Já era um sujeito conhecido e pasmem, tratado como “figura secundária” pelos serviço de inteligência britânico! Nossa! Se este era um “secundário”, não quero nem ver o que é uma “figura primária”!!!
Liberalismo realmente existente nunca prescindiu de um estado mínimo e o estado mínimo não significa estado fraco. Significa estado eficaz com leis e procedimentos eficientes. Se a pena capital é por demais polêmica, no mínimo, a prisão perpétua deve ser adotada e observação de perto de todos os passos daqueles que falam aos quatro ventos o que irão fazer. Se alguém parece com um pato, anda como um pato e grasna como um pato, então deve ser um pato. Analogamente, se um fanático religioso declara guerra à civilização que o acolheu, se propõe matar inocentes e diz que seus fiéis devem submeter os infiéis a força, então não é motivo suficiente para tratá-lo como o que diz ser?!
Nós pregamos a paz, mas esta paz deve ser garantida com a eterna vigilância. Não confundam nossa serenidade e hospitalidade com covardia. O braço forte da lei deve estar ao lado de uma sociedade e mercado livres. Se hoje em dia há um discurso covarde de liberais-nutella que creem que só o Princípio de Não-Agressão (PNA) seja suficiente para erigir um mercado autônomo sem estado, sem leis e sem forças de repressão acreditem, isto não passa de um projeto fadado ao fracasso e ridicularizado por bárbaros que tomarão armas, veículos, o que for a força deixando corpos pelo caminho, como aconteceu ontem na ponte e palácio de Westminster.
Um dia os verdadeiros liberais que construíram a civilização ocidental serão lembrados como liberais-raiz que não se submetem à covardia que já apodreceu as raízes de nossa cultura com sua hegemonia. Aí o jogo vira.


sexta-feira, março 17, 2017

terça-feira, março 14, 2017

O Estado Mínimo e a Defesa Civil

Heróis CM: Bombeiros salvam crianças na Serra do Caramulo. Imagem: cmjornal.pt

Estado mínimo não é estado ausente, não é nenhuma postura irresponsável com a sociedade, mesmo porque o estado mínimo reflete as necessidades da sociedade e sua vontade de investir em uma estrutura disponível para ampará-la. O tipo de liberal que defende o estado mínimo se chama minarquista. O minarquista entende (há séculos) que o estado tem obrigação de tratar da segurança (pública e externa), a saúde e a educação, não impedindo, é claro que setores privados possam atuar na segurança, saúde e educação, desde que respeitando as regras gerais da sociedade, que são dadas por sua constituição e leis ordinárias.
A defesa civil é um dos subsetores ligados à segurança pública e, portanto, apoiado pelos liberais. Desde os tempos do economista escocês Adam Smith, que provou porque o capitalismo faz com que a economia cresça através das especializações profissionais que se sabe que para as atividades serem exercidas com eficácia e competência, as especialidades são necessárias. Porque sem elas não temos aumento de produtividade e sem isto, a riqueza geral reduz e simplesmente não há o que repartir.
Agora, isto é totalmente diferente de setores públicos inchados que servem, no fundo para criar cargos e serem utilizados como moedas de barganha política. Exemplos não faltam em nosso país. Pense na América do Sul e na produção de petróleo... A Venezuela é um grande produtor do óleo, o Equador também tem suas reservas e a Argentina tem uma produção significativa, mas o Brasil, com quase metade do subcontinente produz o petróleo mantendo o preço de derivados como a gasolina como um dos mais caros do planeta.[1] Por quê? Qual a vantagem de ter uma empresa estatal que ainda detém o monopólio de fato se não há redução do custo de produção e, portanto, um preço acessível do combustível na bomba?
Este é um claro exemplo de desperdício do dinheiro público, enquanto que a defesa civil é o oposto.[2] Em poucos episódios anuais que intempéries assolam nosso território, a defesa civil é acionada e cumpre seu papel, enquanto que a nossa “gigante do petróleo” atua todos os dias acumulando recursos para servir de estoque de propinas para políticos votarem de acordo com o governo de ocasião.[3]
Entendeu qual é a diferença entre o estado mínimo e o que defende um estatista que fecha os olhos para o estado agigantado e a corrupção?






[2] Sobretudo em estados como Santa Catarina, diga-se de passagem: Defesa Civil de SC é a mais atuante do Brasil, diz Ministério da Integração #G1 http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/05/defesa-civil-de-sc-e-mais-atuante-do-brasil-diz-ministerio-da-integracao.html?utm_source=twitter&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar Acesso em 14 mar. 17.
[3] 5 coisas que poderiam ser feitas com os 21 bilhões desviados da Petrobras http://veja.abril.com.br/blog/impavido-colosso/5-coisas-que-poderiam-ser-feitas-com-os-21-bilhoes-desviados-da-petrobras/ Acesso em 14 mar. 17.