Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

Compre o livro NÃO CULPE O CAPITALISMO nos links abaixo:




quinta-feira, julho 20, 2017

GUERRA DO LÍBANO

Antes sair apoiando IMIGRAÇÃO ISLÂMICA veja esse vídeo: o Islã
destruiu o Líbano livre.
O Líbano
era uma país árabe pró-ocidental, isto é, multicultural e com instituições que
defendiam o mercado e a liberdade, mas depois que começou a receber Imigrantes Muçulmanos essa liberdade
acabou, quando os Muçulmanos alcançaram uma grande quantidade populacional
começaram a pregar a Guerra Santa ( jihad ) contra os Cristãos, Judeus e
qualquer outro que não fosse Muçulmano.
A escritora libanesa Brigitte Gabriel conta como o seu país
natal, até então o mais cristão e "multicultural" do Oriente Médio,
virou de ponta cabeça quando os islâmicos se tornaram a maioria no país e
resolveram massacrar os demais. As atrocidades descritas por ela são
profundamente tristes e realmente tiram nossa fé na espécie humana, se não nos
precavermos e protegermos sempre.

Seria uma previsão do que acontecerá na Alemanha e na França no futuro?

Assista ao vídeo a seguir:



quarta-feira, julho 19, 2017

XERIFE ENQUADRA IDEOLOGIA DE ÓDIO



Sempre que você não tem resposta diz que estamos mudando de assunto... ou algo assim, foi o que disse o xerife ao jornalista enquadrando-o como evasivo. Muito bom, o xerife definiu bem o movimento Black Lives Matter, uma ideologia de ódio contra a polícia levando a choques por todo o país.


Assista:




terça-feira, julho 18, 2017

SIMPSONS LIBERTÁRIO

Simpsons é demais! É exatamente assim que vejo a maioria dos meus colegas professores, que se orientam pelas pedagogias atuais que tentam anular toda a diferença, exclusividade e criatividade do aluno em nome de uma bosta de sentimento de igualdade. Igualdade de direitos NÃO É igualdade de produção, desempenho, da obra e, principalmente, da VONTADE:



domingo, julho 16, 2017

Existe “Socialismo Escandinavo”?- o caso sueco


Não. Em termos econômicos, o socialismo é ineficiente e, no longo prazo traz pobreza; em termos políticos, geralmente está associado com varias formas de despotismo, o que é consequência da grande concentração de poder e expansão da burocracia. Mas afinal, o que é o socialismo?
Definindo o que é Socialismo
Há duas maneiras básicas de se pensar um conceito, do ponto de vista teórico-normativo e a partir da história, isto é, através de uma teorização dos experimentos socialistas. No primeiro caso, o marxismo é a principal vertente teórica aceita mundialmente para definição e defesa do socialismo. E o que Marx dizia basicamente? Que as chamadas “contradições do capitalismo” – o avanço da produção de riquezas frente à depauperação geral da condição de vida dos trabalhadores – iria gerar um processo revolucionário de luta de classes sociais na qual os proletários (operários e camponeses) tomariam a força, a riqueza que é a posse dos meios de produção (fabricas, fazendas etc.) dos capitalistas, burgueses, como eram chamados. Para os revolucionários comuns, outros socialistas e anarquistas, este processo levaria a uma sociedade sem estado, o comunismo, que era baseado em formas autônomas de organização social, como os indígenas do novo mundo, p.ex. Para Marx, isto não passava de uma grossa ingenuidade. Ele defendia que para chegar a este estagio ideal, o comunismo seria necessário um estagio intermediário entre capitalismo e comunismo. E o que seria ele? Exatamente, o socialismo. Em suma, o socialismo de Marx seria um momento histórico em que o estado tomaria total controle sobre a organização da vida econômica, incluindo produção e distribuição, já que a principal questão para os revolucionários do século XIX era essencialmente esta, diferente de hoje em dia, onde a pauta cultural se faz cada vez mais presente para os revolucionários. Daí, aos poucos (o que Marx não definiu nem quando nem como), o estado deixaria de existir e daria lugar a uma sociedade totalmente igualitária e livre. Desnecessário dizer como nesta parte da teoria Marx se mostra tão ingênuo quanto seus pares revolucionários ou, vai saber... Manipulador, para parecer tão ou mais radical que seus pares “socialistas utópicos” e anarquistas, que também desejavam a revolução, mas com outros protocolos de ação.
Em termos históricos é bem mais simples. Basta ver todos os regimes instaurados e autodenominados socialistas ou comunistas, nenhum deles efetivamente prezou pela democracia, embora tivessem, volta e meia, o termo “democracia” inscrito em suas denominações oficiais (República Democrática da Alemanha, p.ex.). Sejam casos de países mais pobres, como a Albânia ou mais desenvolvidos da Europa central como a Polônia, todos esses tiveram um subdesenvolvimento relativo aos seus pares ocidentais como França e Inglaterra justamente por não permitirem a chamada acumulação de capital que um livre mercado proporciona. Países como a Ucrânia, formalmente membros de uma “união” como a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, na verdade dominados pela Rússia detinham baixíssimos índices produtivos na agricultura, embora seus solos (tchernozion) estivessem entre os melhores do mundo. Isso que nem estamos comentando os casos bizarros de morte, assassinatos em massa por conta de uma ideologia sumamente irracional. Stalin, um dos maiores facínoras que a história já conheceu matou mais do que Hitler e o impressionante é que não tem a mesma rejeição que este. Mao então foi um dos piores ditadores que o oriente conheceu, junto com Pol Pot no Camboja também ceifou a vida de dezenas de milhões de seres humanos. Quando nossos imbecis estudantes de esquerda dizem na internet “matou foi pouco” mostram o pior lado do ser humano, o do escárnio e da indiferença e é exatamente por conta desse tipo de espírito podre que essas sociopatias florescem. Enquanto o canalha cambojano sustentou seus planos ideológicos da criação do “novo homem comunista” forçando pessoas a migrar e trabalhar no campo levando a morte por execuções ou inanição, a China de Mao fez o contrário acabando com a produção e distribuição de alimentos para as cidades ao urbanizar a força de trabalho compulsoriamente com fins de industrialização. Este chamado “Grande Salto para Frente” foi, na verdade, um salto para o abismo.
A Escandinávia teve algo assim? Nada. Então por que chamar o sistema social que criaram de socialismo?
O que existe em países como Dinamarca, Suécia, Noruega – a chamada Escandinávia – e vizinhos (não considerados como Escandinávia), Islândia e Finlândia é um sistema de elevada tributação com fornecimento de serviços públicos de boa qualidade que foi desenvolvido ao longo da história por partidos socialistas. Aqui, “socialista” se prendia a uma definição do termo pelos chamados socialdemocratas (guarde esse nome) que acreditavam, diferentemente dos marxistas, socialistas old school e comunistas, que a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos não se daria por processos revolucionários, mas sim pela tributação em cima de empresas capitalistas. Socialdemocratas ou socialistas no sentido anticomunista sabiam que o capitalismo era irreversível como melhor sistema produtivo e que, isto é importante, não podiam matar sua “galinha dos ovos de ouro”.
Mas se trata de um sistema autoritário também, só que por vias indiretas?
- o caso sueco
A Suécia, p.ex., uma monarquia constitucional tem seus deputados vivendo na capital do país em apartamentos de 40m², com lavanderia comunitária sem direito às serventes. Outros têm menos espaço ainda, vivendo em apartamentos de 18m² com cozinha comunitária. Que diabo de sistema autoritário e despótico, socialista em termos clássicos seria este que não premia sua elite política? Esta é uma das diferenças gritantes que vemos quando comparamos a burocracia privilegiada dos tempos da antiga União Soviética p.ex., a chamada Nomenklatura. Até os anos 90, os deputados viviam em sofá camas no parlamento, sem direito a carros oficiais ou coisa que o valha. Ainda hoje, prefeitos e governadores sequer têm direito às residências oficiais e deputados estaduais podem ganhar apenas um computador para trabalhar. Deputados federais não têm verba indenizatória e recebem apenas o equivalente ao dobro do salário de um professor. E, mais importante, um político sueco não tem imunidade parlamentar. Para se ter uma ideia do nível de seriedade desse sistema, uma vice-primeira ministra teve seu cargo cassado porque comprou uma barra de chocolate com verba parlamentar, o chamado “Caso Toblerone”.
Agora ninguém discute que se trata de uma economia altamente tributada. Normalmente, 40% ficam com o governo e se você for rico pode ser algo em torno de 55%. A diferença é o alto grau também de transferência dos impostos, o estado sueco cuida da aposentadoria, da saúde e do seguro-desemprego. Isto se estende também à educação que garante os estudos por vias públicas até o doutorado. Há toda uma rede de assistência, como creches e cerca de 80-85% dos impostos retornam a você, como pagador de impostos. Assim, não há uma prioridade em transferir renda para os mais pobres, como a esquerda gosta de nos fazer crer e sim, uma transferência para todos pagadores de seus impostos. Importante lembrar que não se trata de um sistema que procura homogeneizar as classes sociais e, exatamente, por isso não é socialismo. Chame do que quiser, estado de bem-estar social, capitalismo de bem-estar social, mas não é socialismo.
Saúde
Se tomarmos o exemplo da saúde, este é o setor que mais gera problemas. As filas só aumentam demonstrando claramente o que Hayek já dizia, as demandas são infinitas e, portanto, os preços são decididos politicamente de tal modo que muitos suecos preferem se tratar no exterior. Se a saúde dos suecos é boa, se a expectativa de vida é longa se deve mais aos hábitos do povo que não ingere muita porcaria na alimentação, assim como não fuma demais. São hábitos que fazem o monge, como se diz e isto explica, p.ex., como a epidemia de sobrepeso atinge certos estados americanos, o Alabama, mas não o Colorado. São os hábitos, a cultura local que devem ser investigados e não somente uma análise dos gastos com medicina e saúde.
Avanços e Recuos
Muitos argumentam que o enriquecimento deste país se deveu aos seus minérios, ou ao seu não envolvimento na I Guerra Mundial, ou ao seu Estado de Bem-Estar Social – o Welfare State –, que é na verdade uma consequência e não a causa. O que levou ao seu sucesso econômico entre 1870 e 1970, de um dos países mais pobres da Europa ao posto de 4º mais rico do mundo foi o capitalismo aplicado. No entanto, esse crescimento todo não pôde defender as maiores empresas suecas (pense em Volvo, Ericsson, Ikea...) da ideologia esquerdista dos anos 60, que passou a influenciar todos os partidos do país, mesmo os de direita. Com o alto nível de tributação e, especialmente, regulamentações sobre a atividade produtiva, o inevitável iria ocorrer: a crise dos anos 70 em que os indicadores econômicos começaram a piorar. Esta crise levou a reformas necessárias nos anos 80 e 90, com redução de impostos para o capital e aumento no consumo. A razão é simples, o capital com alta tributação foge do país, o consumidor não. A ideia é retomar o tripé de desenvolvimento que levou o país ao seu pico máximo, o trabalho, o comercio e a inovação.
O país passou por duas décadas e meia patinando e agora a pouco mais de uma década retomou seu desenvolvimento baseado numa liberalização para as empresas. A química é simples, não há como sustentar bons serviços públicos sem uma economia bem ajustada. Há um limite quantitativo e qualitativo para que a atividade não definhe e os suecos descobriram isto antes que fosse tarde. As desregulamentações também são outro ponto, de taxis a ferrovias, de telecomunicações a escolas, antes dirigidas pelos governos, praticamente tudo está se tornando mais livre.
Educação
Na educação que é um setor que me interessa deveras por ser professor, se trata de um sistema muito interessante que está sendo instaurado. Há uma liberdade de modelos em que não se tem mais a direção do estado. Qualquer escola é possível e é financiada pelo estado que recolhe impostos para isto. O financiamento é público, mas a administração é de empresas ou prefeituras e, o que é muito importante, pois as verbas de custeio aumentarão quanto maior for a preferência de pais ou responsáveis por determinada instituição. É a demanda por um tipo de serviço que condiciona o gasto público e não, como se faz no socialismo, o planejamento de uma equipe de burocratas ou de pedagogos dizendo o que é melhor.
Entre 1980 e 2000, a liberdade econômica só aumentou no país. Isto significa que se trata de um modelo a ser seguido?
Pense, se os suecos aceitam um estado agigantado não é porque são burros, mas porque, no caso deles, este estado é eficiente. Se outro modelo de capitalismo (vamos deixar bem claro aqui), como é o caso dos EUA não seguem a mesma trilha, talvez seja porque seus setores públicos não demonstrem eficiência similar e eles sejam bem sucedidos de outro modo. Qual é o melhor não nos cabe dizer, mas sim ver qual tem mais a ver com as características sociais e culturais do Brasil. Qual modelo você gostaria de ver aplicado aqui, a partir da experiência com nosso tipo de estado? Você crê que um modelo estatista como o sueco é condizente com a realidade de nossa máquina pública ou o oposto, como na América é que seria mais adequado? Esta é a questão técnica relevante e não o pobre debate maniqueísta de chamar uma economia de mercado com administração estatal diferente de socialista que é o que fazem os esquerdistas. Não caia nesta.
Atenção! Cuidado com a Manipulação!
Vivemos uma época de intensa guerra cultural onde a esquerda perde em tudo, menos na propaganda. Analise, em 2012, os EUA atingira 8,2% de desemprego, o que representou “uma grave crise do capitalismo” para os periódicos de esquerda (Carta Capital, Carta Maior, Caros Amigos, Revista Fórum e outros), mas 12% de desemprego na Venezuela (o que deveria ser mais, se não fosse a censura de seu regime autoritário) não representaram uma crise do socialismo bolivariano ou do estatismo? Como assim?
Assim se compreende facilmente como um político picareta como Bernie Sanders, que concorreu à candidatura à presidência pelos Democratas contra Hillary Clinton afirmou que os EUA tinham de seguir o exemplo “socialista” da Dinamarca, país similar à Suécia na sua administração pública e econômica. Como a mentira tem pernas curtas, Sanders foi desmentido pelo primeiro ministro dinamarquês em palestra na Universidade de Harvard. A questão é ele sabe o que realmente aconteceu e acontece lá ou é mera ignorância? No primeiro caso, ele estaria manipulando, pois mente sobre o suposto “socialismo escandinavo”; no segundo, ele seria apenas mais um idiota útil da esquerda, só que com uma diferença: poder.
***
Para que gente assim não ganhe espaço com mentiras divulgue estes dados e acabe com o germe da mentira em seu nascedouro.
Obrigado,
Anselmo Heidrich

2017-07-16

quarta-feira, julho 05, 2017

Para onde vão os Refugiados? [*]


EM NOTA DIVULGADA em março de 2014, a Agência para Refugiados da ONU (ACNUR) informou que os conflitos armados, notadamente na Síria e no Iraque, bem como outras violações de Direitos Humanos elevaram o número de pedidos de asilo para seu maior número em 22 anos.
O número de pedidos de asilos aumentou 45% de 2013 para 2014 (866.000) não superando (ainda) a marca de 1992, por conta da Guerra da Bósnia. Os primeiros colocados em números de pedidos foram os sírios seguidos pelos iraquianos e, em terceiro, os afegãos seguidos por sérvios, kosovares e eritreus. São dezenas de milhares de pedidos.
O aumento do número de pedidos de asilo não se distribui uniformemente entre os países com políticas favoráveis ao acolhimento, a maioria dos refugiados, 60% escolhe cinco países: Alemanha, EUA, Turquia, Suécia e Itália.
Se fizermos uma avaliação proporcional, alguns países recebem muito mais do que os outros. Por exemplo, entre 2010 e 2014, a Suécia recebeu quase 25 pedidos de asilo por 1.000 habitantes, seguida por Malta, Luxemburgo, Suíça e Montenegro. Com exceção do primeiro, os outros são pequenos e microestados.
Entre os países desenvolvidos, a Austrália, país que não sabe o que é uma recessão há mais de 25 anos teve uma queda de 24% no número de requerentes de asilo de 2013 para 2014.
Há mais de dezenas de milhões de pessoas que por violência de estado ou grupos civis é obrigada a se deslocar. Enquanto que falamos de pedidos de asilo a um seleto grupo de países, não estamos comentando aqueles que se deslocam internamente nos próprios territórios nacionais, mais de 33 milhões neste grupo contra cerca de 16 milhões do primeiro, segundo números de 2013.
Consideremos os seguintes pontos:
•              A maioria desses refugiados não vai em busca de melhores oportunidades de trabalho em um primeiro momento, mas foge de guerras;
•              Com exceção dos próprios países e governos de origem, os maiores fomentadores desses conflitos em escala global são países do Oriente Médio, Estados Unidos da América e Federação Russa;
•              EUA e Rússia estão entre os destinos dos requerentes a asilo político. Mas, eles não recebem a maioria dos envolvidos nas guerras do Oriente Médio ou África e sim, mexicanos e centro-americanos para os EUA e ucranianos para a Rússia.
Agora preste atenção: se houvesse algum critério de justiça nesta história toda, os principais destinos de asilados, refugiados, imigrantes tinham que estar relacionados a quem fomenta os conflitos que deslocam estas pessoas, independentemente de quem quer que tenha razão, sejam eles americanos, russos ou outros.
Portanto, se outros países que não se incluem neste rol de relações, como a Suécia, p.ex., participa disto só pode ser por uma das três alternativas abaixo:
(a)           Tem uma enorme sensibilidade com o sofrimento alheio e espírito de solidariedade para com o próximo;
(b)          Precisa urgentemente de mão de obra barata sem grandes requisitos de qualificação;
(c)           Alguém dentro daquele país está ganhando muito dinheiro com o repasse de recursos aos refugiados, pois atividades desta espécie apresentam muitos intermediários.
Se for a ‘A’, sinto muito, caro sueco, não dá para ajudar o mundo sem forçar quem também deve fazê-lo.
No caso de ‘B’, isto é a receita certa para se criar uma sociedade pautada na desigualdade e presença de “oligarquias”, como temos no Brasil;
Se for ‘C’, vocês estão fazendo o papel de perfeitos... Bem, vocês sabem o que quero dizer e isto não é tão improvável quanto se pensa.
***
Uma pequena nota... Querer ajudar o próximo é uma atitude correta, mas ela tem, necessariamente, de vir acompanhada de algumas condições: ajude o próximo a trabalhar e não conceda ajuda de custo por tempo indeterminado (assim você estará estragando o próximo); qualquer mistura cultural é como genética, bem vinda, desde que uma cultura estranha não tenha as características de uma célula cancerígena colocando todo o sistema em risco; mesmo quando uma mudança de rumos ocorre, seja no nosso cotidiano ou em grandes processos políticos, ele tem que ser gradual e adotado em doses homeopáticas, para que o organismo não sofra com a mudança e os novos elementos possam se adaptar ao padrão cultural da maioria, não pondo em risco a sociedade que lhes acolheu. É impossível amar alguém de modo eficaz sem ter amor próprio. Pense... Como vai se ajudar quem desmaiou no caso de despressurização em um voo se você não colocar a máscara de ar primeiro? Quer desmaiar junto e morrer “igualitariamente”?
O contrário disto não é amor e sim estupidez.

Anselmo Heidrich



[*] Texto adaptado de Asylum applications in industrialized world soar to almost 900,000 in 2014. http://www.unhcr.org/5512c51e9.html, em 05 julho de 17. E aqui anexos do relatório: Report e Annexes [Excel tables -zip file].

terça-feira, julho 04, 2017

Existem muitos Estados Unidos


Neste 4 de Julho é bom relembrar o significado dos Estados Unidos da América, muito mais complexo do que a maioria das análises pretende fazer, o que é fruto da liberdade que os formaram.




AMAMENTAR NÃO É NATURAL EH EH



Achei esse vídeo ótimo, vou baixá-lo: "então, no período medieval onde se comprava o NAN?" Me borrei de rir nessa parte. Feminista é mesmo um bicho escroto, puta que pariu viu!



A negação da biologia é condição essencial para o relativismo funcionar. Lembram-se daquela questão do ENEM aqui no Brasil que começava dizendo "ninguém nasce mulher"? Pois é, esse tipo de estupidez também é importada. Confiram o vídeo hilário abaixo e vejam como o repórter quase perde a paciência com aquela Feminista de Beverly Hills...



domingo, julho 02, 2017

Geração MIMIMI

Depois da geração contestadora, dos anos 60 tivemos a época da debacle dos 70 em que os sonhos de uma sociedade baseada no amor livre afundaram em overdoses e sonhos lisérgicos; nos 80, o punk e o niilismo tomaram conta das sociedades capitalistas avançadas e nos anos 90, a época da globalização, a tecnologia permitiu que várias sociedades conseguissem avançar, mas algumas deram o passo maior do que a perna ao não reforçarem suas instituições (mercado, associações livres do estado). Por fim, nos anos 2000, os millennials que nasceu nos 80 e agora está em sua maturidade apresenta um atraso na passagem de etapas da vida, como se recusasse a crescer e, não por acaso é chamada jocosamente de "geração Peter Pan", personagem das fábulas que se recusava a ser adulto. O capitalismo é mesmo um vórtex de criação e destruição, ao mesmo tempo que propicia um desenvolvimento sem precedentes na história da humanidade, sua abundância é capaz de satisfazer desejos materiais de uma gama enorme da sociedade que ainda se sente, existencialmente, vazia porque, SIMPLESMENTE, nunca lutou por aquilo. É tão simples para velhos como eu que dá vontade de berrar no rosto de um pirralho sardento desses e dizer: LUTE, PRODUZA, GANHE A VIDA, FAÇA ALGO PELA TUA RIDÍCULA EXISTÊNCIA. Mostre ao mundo que se tu é capaz, todos são, mas pelo amor de deus, do diabo o do cosmos se for ateu como eu, PARE DE FAZER MIMIMI.

Eu não suporto mais essa geração mimimi.


Anselmo Heidrich

O que o ISIS é capaz de fazer a uma mãe


Quando um relativista moral, bem nutrido e seguro pelas constituições do Ocidente, sobretudo daqueles mais hipócritas que vivem longe, muito longe das zonas conflagradas por sangrentos conflitos, chacinas e torturas como a descrita abaixo vier te encher o saco dizendo que se deve existir liberdade religiosa, então deve ser para todas as religiões mostre este vídeo e depois pergunte se qualquer crença e atitude religiosa/ideológica que seja deve ser permitida.

Óbvio que se ficarmos apenas no campo das ideias, não há opressão explícita, mas lembre-se que nenhuma sociedade vai ficar décadas, séculos nutrindo e fomentando absurdos para dar no vácuo, para dar em nada. Um dia este conjunto de absurdos desemboca sim em um rol de atrocidades. E se o relatado em vídeo e texto abaixo não são consequência direta do Islamismo em geral são sim consequência, mesmo que indireta da ideia de que ideias não podem ser criticadas e, porventura censuradas pelo absurdo que defendem. Lembrem-se, a tolerância serve para uma cultura de tolerância. Não podemos tolerar intolerantes:


sábado, junho 24, 2017

Quais partidos começaram e foram além com a ideologização do ensino?


O título deste pequeno artigo pode parecer confuso, mas explico: recentemente pesquisava sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) criados no governo FHC para a educação brasileira e me deparo com este texto: OS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS E OS TEMAS TRANSVERSAIS. Quem ler vai perceber vários clichés de esquerda atacando o documento por não ter levado em conta a participação de professores, “educadores” na elaboração do documento, por ter se atido à certas visões psicológicas e não outras, por ver a “escola como onipotente” ao querer que o aluno saia dela como um “agente de transformação social” etc. Só que para quem acompanhou tudo isso sabe exatamente que estes vícios são os mesmos mantidos durante os governos petistas. Agora, vejamos aqui os Temas Transversais (TTs), eixos temáticos que deveriam perpassar todas as disciplinas e norteá-las em seus currículos:

1.      Ética
2.      Meio Ambiente
3.      Saúde
4.      Pluralidade Cultural
5.      Orientação Sexual.

Os dois últimos foram os que os governos petistas mais quiseram impor, sem discussão nenhuma com a sociedade, diga-se de passagem como a nata da reforma pedagógica. Não é de hoje que governos brasileiros querem impor diretrizes, quando não o currículo completo para que o país inteiro se submeta na área educacional, mas o PSDB, já aí nos anos 90 (que foi quem começou com isso) e o PT pisou fundo no acelerador de, justamente, não levar em conta a cultura nacional coisíssima nenhuma e tentar impor a Ideologia (“teoria”) de Gênero como algo aceito cientificamente e tendo que nortear não só ensino (dado em sala de aula), como toda a educação (postura no ambiente escolar como um todo). Isto e mais a mudança curricular, praticamente abortando longos temas da história universal para uma versão ideologizada e centrada no africanismo e latinidade, universo indígena etc. Ou seja, quando eles dizem “pluralidade”, na verdade leia-se substituição nua e crua.

Já faz um tempo que tal assunto rende polêmicas, mas nunca é demais falar, eles não desistirão. E a pá de cal é, justamente, produzir autômatos em série nos bancos escolares que confrontem seus pais e reproduzam estas ideologias para pavimentar o caminho da revolução cultural. Já que não há como, em termos práticos, tomar as forças de produção na marra, que se faça através das mentes para favorecer a orientação política, o voto e depois, só o Diabo sabe.

Pluralidade, sim, mas para todos e não para uns grupos em detrimento de outros, como se houvesse vítimas e bandidos globais; orientação sexual é de cada um e professor não deve se intrometer na vida pessoal e privada dos outros, mas apenas garantir que ninguém seja assediado por isso; meio ambiente, com cientificidade, sem usar o discurso anti-capitalista e anti-tecnológico como metas na condenação moral da produção e da indústria; saúde, óbvio, inclusive alertando para o sexo não seguro e precoce; ética, ótimo, desde que seja apartidária e não mero recurso para propaganda marxista, como se empregadores fossem espoliadores.

Bem usados, os temas podem ser úteis, mas para tanto, ou se descentraliza sua elaboração rejeitando uma orientação nacional do MEC ou se, realmente, abre para a sociedade entender (e opinar) sobre o que grupos de pedagogos politizados querem dizer com cada palavra. Porque, nós sabemos… O jogo deles é entregar um “cartão de visitas” com um nome bonito (ética, p.ex.) não dizendo o que eles entendem exatamente por isso.

Olho neles, não desistiram não. Não é porque uma autora crítica de um programa psdbista se mostra mais radical que o objeto do que ela critica já não é contestável (e condenável) por si só. Esta impressão de que o produto original era moderado porque vemos alguém pior se expressando sobre ele é que nos leva ao engano. Mesmo que a ideologia seja comum entre os grupos de pedagogos de ambos os partidos, a ligação fisiológica partidária é que leva a se buscar pontos de divergência meramente abstratos. São legendas em disputa, mas com projetos similares. Analogamente, não é porque o PT teve uma recaída que esses vampiros de mentes não voltarão em outros partidos. Como vimos, eles não começaram no PT, mas no PSDB e amanhã pode ser num PSOL, numa Rede etc. Enfim, todo cuidado é pouco.


Anselmo Heidrich

sexta-feira, junho 23, 2017

Por que o modelo de ensino superior na Suíça é tão bom?



Poderíamos nos estender em longas explicações, enumeração de vários fatores, como o grau de investimento, a cultura, a história, mas toda macro-perspectiva não diz muito quando se perde o detalhe, isto é, a perspectiva próxima a nós, cotidiana, a da micro-escala. E peço que leiam este trecho da matéria abaixo linkada:
“Assim, enquanto o governo investe fortemente no ensino superior, abrangendo educação e pesquisa, a alta conectividade também sugere que o sistema de ensino superior ‘devolve’ esse investimento à sociedade”, disse Rassenfosse para swissinfo.ch.
Segundo o professor da EPFL, à medida que os orçamentos governamentais em todo o mundo sofrem pressão, é tentador reduzir o financiamento da educação e da pesquisa porque os efeitos de curto prazo são indolores – a maior parte do prejuízo virá no longo prazo.
Assim, as universidades precisam constantemente demonstrar que são úteis à sociedade. O ranking U21 deixa claro que o sistema suíço de ensino superior se sai melhor do que qualquer outro sistema no mundo, pelo menos nesse quesito”, disse.
via Por que os suíços se saíram bem na Universitas 21 – SWI swissinfo.ch
Se não ficou claro suficiente, o ensino superior tem que prestar contas à sociedade. Não tem essa de “público, gratuito e de qualidade”, mas quando chega na hora de se fazer uma avaliação externa, os sindicatos de professores fazem uma gritaria dizendo que isto é “tática neoliberal”, que “só estão fazendo isso porque querem privatizar a universidade” etc.
Se não tem qualidade minimamente necessária para os fins a que se propõe, melhor que mude de administração mesmo porque não é mais possível manter centros de estudos cuja principal função se tornou um cabideiro de empregos para uma casta que se suja intocável e não passível de críticas.
Chegou a hora de passarmos um pente fino nas nossas universidades.

segunda-feira, junho 19, 2017

Maniqueísmo no Dia da Parada Gay


Mais uma exploração política da celebração da parada gay. Este é o tipo de coisa que tem que ser combatido, a politização de eventos como esse e é exatamente por isso que tais eventos também enfrentam rejeição, não pelo que apoiam, mas pela retórica maniqueísta que é adotada por setores da mídia e vários disseminadores de informação, como cursos, escolas, palestrantes etc. O exemplo ao lado é típico, que incorre no erro de comparar dados absolutos com o que deveria ser relativo, proporcional. Não tem sentido dizer que o Brasil tem mais homicídios de homossexuais, quando o mesmo tem mais homicídios de heterossexuais também, assim como de qualquer orientação sexual, religião, raça etc. É como se eu dissesse que no Brasil tem mais espécies de árvores, o que é claro, dado o tamanho da Amazônia em relação à rainforest da Tasmânia, p.ex. O que eu tenho que comparar, utilizando exemplos e MÉTODO adequados, é se em um quilômetro quadrado há mais espécies na Floresta Amazônica do que na do Congo ou na Taiga Siberiana. Assim é que se mede a biodiversidade de um bioma e não comparando algo gigante com um microcosmo.
O que o Cursinho da Poli fez na postagem abaixo não passou de peça de propaganda para criar um fantasma, a HOMOFOBIA a ser combatido, intuitivamente como se todo e qualquer heterossexual tivesse uma cota de culpa nos homicídios alegados. Ora, quem pratica homicídio é o HOMICIDA e não um heterossexual qualquer. Por isso que quando alguém diz "o problema é a cultura" estremeço. Aí nós temos a típica desinformação calhorda de quem quer lucrar politicamente com o fato.

Divulgue esta mensagem para que o MANIQUEÍSMO SEJA DESMASCARADO.

Um bom dia para todos, homo e héteros. E que os manipuladores vão à M*#0!! que é o seu lugar.

domingo, junho 18, 2017

O mundo melhora graças ao Capitalismo e tem que ser cego para negar


O ocaso das ideologias explica algo assim? Para mim ele reflete sua irrelevância em termos práticos. Uma vez configurado o fracasso total de qualquer ideologia de esquerda ter tido sucesso no século XX, antigos apologistas como Daniel Bell vaticinaram “o fim das ideologias”, mas eu me pergunto, só ele que não viu isto antes? Basta ver a baixa qualidade de um veículo produzido na era soviética em comparação com qualquer outro da antiga Alemanha Ocidental ou na força de trabalho chinesa puxando arados no lugar de bois durante o período comunista para sabermos que aquilo foi uma farsa do início ao fim. E dentro do capitalismo, quem insiste em não mudar, física e condicionalmente tende a padecer na miséria.

Mas por que devemos ficar alertas com a propaganda ideológica socialista?

Leia mais em: VistaDireita.com.br

Algumas Palavrinhas sobre Estratégia Política



Antes de mais nada respeite o inimigo estudando-o e detectando suas falhas. Se você for arrogante e desdenhar, a realidade te porá a nocaute com um belo chute na cara. Comecemos por aqui: Why do Democrats and Liberals keep using the "parties switched sides" excuse when it's been debunked? by Omar Ismail Veja como foi a posição do colégio eleitoral na eleição de 2008 nos EUA que elegeu…

Leia mais em:
https://anselmoheidrich.wordpress.com/2017/06/18/algumas-palavrinhas-sobre-estrategia-politica/
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quinta-feira, junho 15, 2017

Miriam Leitão e o Ódio de Classe


A jornalista Miriam Leitão foi assediada por dirigentes petistas durante um voo inteiro de Brasília ao Rio de Janeiro. A questão é, o que faz com que uma trupe de pessoas, supostamente educadas tome este tipo de comportamento como legítimo? Achar depois que sua militância de baixo escalão não fará ainda pior, com os vários casos relatados e comprovados de violência física e moral é uma ingenuidade digna daqueles que sonham com um "mundo melhor" enquanto que semeiam a ditadura baseada na retórica do ódio e do medo. Enquanto que todos se preocupam com Miriam, o verdadeiro alvo dos fascistas é (e sempre foi), a Liberdade de Expressão representada pela imprensa.


Sadiq Khan is a Complete Idiot

quarta-feira, junho 14, 2017

China Contemporânea


A década passada assistiu à ascensão de algo que Mao Tsé-tung, o histórico líder comunista chinês, lutou para erradicar de uma vez por todas: uma classe média chinesa, hoje estimada entre 100 milhões e 150 milhões de pessoas. Embora variem as definições – uma renda familiar de pelo menos 10 000 dólares ao ano é um dos critérios –, as famílias de classe média tendem a possuir um apartamento e um carro, saem para comer fora e tiram férias, além de terem familiaridade com marcas e idéias estrangeiras. Essas pessoas devem seu bem-estar às políticas públicas na economia liberal da China moderna, mas, à boca pequena, podem ser bastante críticas com a sociedade em que vivem.



David Gilmour e Jesse Gilmour falam sobre "O clube do filme"

Muito interessante. A escola realmente não dá conta de todos os casos, mas convenhamos, não é todo pai que tem essa capacidade imaginativa... Ele criou um método próprio de ensino que suponho, esteja muito além do descrito nesses poucos minutos. Mas uma coisa me parece certa, a preocupação e atenção dispensadas por ele a seu filho fizeram valer todo esforço. 



segunda-feira, junho 12, 2017

Educação VS Doutrinação: o maniqueísmo de Paulo Freire



Pergunto com
sinceridade: alguém já se deu o trabalho de ler Paulo Freire? Ou, ao menos,
assistir a um de seus vídeos no YouTube? Seria bom que fizesse para se ter
noção de que é muito pior do que se fala.
Em um desses
vídeos, Paulo Freire diz:

“Quando muito moço, muito jovem, eu fui aos
mangues do Recife. Aos córregos do recife, aos morros do Recife. Às zonas
rurais de Pernambuco. Trabalhar com os camponeses, com as camponesas, com os
favelados. Eu confesso sem nenhuma ‘chorumingas’ movido, movido por uma certa ‘lealdade’
ao Cristo de quem eu era mais ou menos ‘camarada’. Mas o que acontece é que
quando eu chego lá, a realidade dura do favelado, a realidade dura do camponês...
A negação do seu ser como gente, a tendência àquela adaptação que a gente falou
antes, aquele estado quase inerte diante da negação da liberdade, aquilo tudo
me remeteu a Marx. Eu sempre digo, não foram os camponeses que me dissera a mim
‘Paulo, tu já leste Marx?’ Não, eles não liam nem jornal. Foi a realidade deles
que me remeteu a Marx e eu fui, eu fui a Marx.”

Acho que até
aqui já daria para fazer um artigo inteiro comentando isso, mas quero
transcrever mais um pouquinho para vocês entenderem até onde isto vai:

“E aí é que os jornalistas europeus em 70
não entenderam a minha afirmação. É que quanto mais e quanto mais eu li Marx,
tanto mais eu encontrei uma certa fundamentação objetiva para continuar
camarada de Cristo. Então as leituras que eu fiz de Marx, de alongamentos de
Marx não me sugeriram jamais que eu deixasse de encontrar Cristo nas esquinas
das próprias favelas. Eu fiquei com Marx na ‘mundanidade’ a procura de Cristo
na transcendentalidade.”

Isto foi cerca
de 3 minutos em um
vídeo, mas já está de
bom tamanho para entender e criticar parte de sua pedagogia. Pois é, uma coisa
que o brasileiro médio não entende, seja rico ou pobre, de direita ou de
esquerda é que isso em um país institucionalmente adiantado seria um escândalo.
Aqui, a grossa maioria de estudantes e professores de outras áreas cultua o
lixo pedagógico de Paulo Freire. Como pode? Além de sua incoerência interna, os
resultados de desempenho no seu básico, básico que corresponde à leitura,
interpretação de texto e exercícios matemáticos nos deixam nas piores
colocações já seriam suficientes para mostrar que trilhamos o caminho errado
por décadas. E o que se faz? Só se convoca gente incompetente para discutir educação
e que, volta e meia se saem com tiradas poéticas de Paulo Freire, que não passa
de um método de ensino ridículo que se resume na mais pura lavagem cerebral.
Analisemos agora
algumas passagens reveladoras do que pensava o “mestre”. Para mim está clara a
intenção, já no primeiro parágrafo de tratar Jesus Cristo como “camarada”, que
era a forma de tratamento dentro do código de conduta dos comunistas. Não é a
toa, não é gratuito, independente da religião que você tenha ou não tenha religião,
não importa, que isto não está no discurso por acaso: é para criar uma familiaridade entre a doutrina cristã, a visão religiosa
e o mundo secular, mas promissor do Comunismo.
E ao invés de dizê-lo,
explicitamente, Paulo Freire procura seduzir o ouvinte, internamente,
sutilmente com suas palavras, com seu sentido e sentimento mesclados, para que
nenhuma contestação racional se torne evidente.
Outros dois
pontos que evidenciam o maniqueísmo do discurso freireano:
·       
Supor que a realidade do favelado ou do camponês seja
compreendida e solucionada através da leitura de Karl Marx, sem explicar o
porquê disso, mas já dando como certo e conclusivo de antemão;
·       
Dizer que a realidade dura da vida do camponês ou do
favelado é a negação de “seu ser”, como se seu
ser
fosse roubado (alienado) por relações de produção (de propriedade).
Tais malandragens
linguísticas são facilmente detectadas por quem já está habituado ao discurso
marxista, seja ele ostensivo ou subliminar. A singularidade neste vídeo de
Paulo Freire é que ele transita entre a assunção total do marxismo a sua mescla
com um discurso messiânico, religioso, de “libertação” que não deixa,
obviamente, de procurar um culpado por sua situação, a saber: o Capital.
Ele também diz
em seguida que procurou uma “fundamentação objetiva” para Cristo em Marx e que
este servia para a “mundanidade”, enquanto que o outro para a “transcendentalidade”.
Em suma, Paulo Freire estabelece um link entre o temporal e o atemporal, entre
o mundo material e o espiritual ao dizer que é possível se guiar pelos dois,
que os dois referenciais teóricos (Marx e Cristo) se complementam. Este é o
jogo dele que convenhamos, engana quem não conhece as diferenças abissais entre
as duas propostas de vida. Em termos bastante simples, mesmo que teólogos mais
a esquerda afirmem um pendor socialista em Cristo devido a repartição do pão e
outras metáforas, não há nada que chegue perto de uma proposta violenta como a
luta de classes, primeiro porque divide indivíduos, segundo porque leva
inevitavelmente a morte violenta através de uma guerra civil. Tentar fundir
estas duas visões de mundo implica em uma acrobacia intelectual que só fanáticos
(como certos professores) e espertos (como Paulo Freire) para levar adiante. Enfim,
aqui nós temos uma perfeita fusão, perfeita, na medida que serve aos propósitos
de uma Esquerda que quer perverter ensinamentos cristãos para manipular massas
contra um inimigo imaginário, o Capital, o capitalista, o capitalismo.
Neste pequeno
exemplo, eu tentei mostrar como se confundem três coisas: a doutrina, a cristã como exemplo; a doutrinação, não explícita, no caso do
marxismo e; a educação, pois queiram
ou não queiram este mix ideológico é
admirado e lido nos cursos de pedagogia do país inteiro, sendo seu principal
referencial teórico.
Até aqui
analisamos o conteúdo, mas há outras
formas de, sub-repticiamente, passarmos um conteúdo na forma de um Cavalo de
Troia.



Confira a embromação abaixo:


Por que libertários detestam John Rawls?



“Nenhuma sociedade poderá ser, é claro, um esquema de cooperação no qual os homens se posicionariam de forma voluntária; em qualquer sociedade, cada pessoa se encontrará colocada, ao nascer, em uma posição determinada, e a natureza de tal posição afetará substancialmente os seus projetos de vida. Já uma sociedade que satisfação os princípios da ‘justiça como equidade’ tenderá a aproximar-se ao máximo, de um esquema voluntário, para que se possa chegar aos princípios equitativos, aos quais pessoas livres e iguais consentiriam em submeter-se. Neste sentido, seus membros seriam autônomos e as obrigações seriam, reconhecidamente, auto-impostas” (Rawls, 1981, p.34).

“(...) parece que o princípio de utilidade é incompatível com o conceito de cooperação social entre indivíduos iguais com o objetivo de se obter vantagens mútuas. Parece inconsistente que a ideia de reciprocidade venha implícita na noção de sociedade em boa ordem. E isto, em qualquer que seja o grau; esta será a argumentação que sustentarei em minha discussão” (35).

Seria correto falar que “os sacrifícios de uns seriam compensados por um maior benefício para o agregado” só podem ser mantidos com desigualdade de autoridade? Rawls é taxativo, “[n]ao haverá, no entanto, injustiça que um maior benefício fosse ganho por alguns, desde que a situação das pessoas menos favorecidas seja, de alguma forma, melhorada” (35). E não há como não opor a visão moral de Rawls contra as “vantagens naturais fortuitas” ou as “contingências das circunstâncias sociais adversas” (36).

Ocorre que se não temos um ponto de vista histórico, uma teoria formadora da justiça pode ser abstrata o suficiente para nunca ter ocorrido e é esse o ponto crítico de Rawls quando assume que “(...) as tarefas, a que nos referimos, são totalmente hipotéticas: um contrato englobando certos princípios teria sido aceito numa situação inicial bem definida” (36). Simplesmente não há como garantir que a firma consensual de um contrato social imaginário possa ter ocorrido partindo do pressuposto voluntarista. As pessoas não firmaram nada, tudo é induzido para elas como se assim fosse porque deveria ter sido.

Referências


RAWLS, John. Uma Teoria da Justiça. Brasília, Editora Universidade de Brasília, 1981.

sexta-feira, junho 09, 2017

Rubem Alves - A Escola Ideal - o papel do professor

Me arrepio quando alguém é apresentado como "educador". Este Senhor já deu aula para classes com mais de 40 alunos? O que é comum no país inteiro. É claro que o método dele atrai, mas tente fazer isso numa sala abarrotada com 1/4 da mesma impedindo os demais de assistirem a aula. A questão é que uma boa aula não se restringe ao método de ensino somente, mas a um processo educacional que deveria conter a palavra disciplina como parte naturalmente integrante. 



A leitura... Vejam que neste ponto do vídeo, Rubem Alves já não fala mais do professor, mas da mãe (ou pai) induzindo à leitura antes de dormir. Diz que o professor não deve mandar ler porque a relação com a leitura deve ser pautada no amor. Acho engraçado como este tipo de dica, quase poética é levada a sério... Alguém em sã consciência acha que um país se constrói com base em mensagens poéticas e de auto-ajuda, que relação de cobrança, de busca por mérito não se fazem necessárias? Óbvio que nem todos terão o mesmo apreço pela leitura, assim como nem todos irão querer construir uma prateleira quando estressados preferindo caminhar na praia ou jogar videogame. Na base dessas mensagens está uma percepção individual tomada quase como amostra estatística para generalizar o comportamento padrão de alunos no sistema de ensino nacional. Sinceramente, esse cara não sabe do que fala.



"A missão do professor não é dar respostas que já estão nos livros, já está na internet" e sim "provocar o espanto, a curiosidade". Ora! E quem acha que já não é assim? De onde diabos ele tirou que professor fica só dizendo o gabarito às questões propostas? Isto já era, se é que um dia foi exatamente assim. Este ensino maiêutico é um método já tão consagrado que está em livros, inclusive. O problema é anterior, a taxa de leitura de nossos professores é muito baixa, exatamente porque as universidades os forma mal, muito mal e isto tem exatamente a ver com tudo que já dissemos aqui sobre a doutrinação do ensino que abortou o rigor da disciplina no estudo e o valor dado às provas. Dano este causado pelo mesmo tipo de mentalidade que este senhor ostenta, a de um "ensino livre". Ora, o que é exatamente "livre" quando se é mera presa de seus instintos e não se faz nada para superar sua condição abissal de ignorância achando que "todos já portamos um saber" tomando o mesmo como suficiente?



Entre tantos erros no presente vídeo, o maior deles está na premissa de que o conhecimento flui como se fosse mágica, sem nenhum tipo de esforço. Nem todos nós somos Mozart que já nascemos sabendo, mas podemos chegar lá com técnica. Técnicas apreendidas através de ensaio e erro feitos por gerações que nos antecederam. Ignorar isto é simplesmente desrespeitar todo um legado de trabalho e esforço que possibilitou gente estressada fabricar uma prateleira que no passado se fazia para sobreviver através de oficinas de trabalho que também eram escolas, a educação profissional. Pensando bem, que faça qualquer prateleira, desde que não fale besteira. 



Anselmo Heidrich

Confira o asneirol:Rubem Alves - A Escola Ideal - o papel do professor https://youtu.be/qjyNv42g2XU via @YouTube



quarta-feira, junho 07, 2017

Educar para quê? Reflexões sobre a educação no Brasil

Concordei ao final, quando Mateus diz que ninguém educa propriamente ninguém. Se aquela pessoa quiser rejeitar tudo aquilo (que foi ensinado), ela vai rejeitar.


Mas, quando o autor diz que a  verdadeira liberdade é a liberdade interior afirmando que a civil não é, pois pode desaparecer com um '38 ou um terremoto, ele faz uma separação cognitiva entre ser civil e consciência, como se nossa civilidade não dependesse da consciência.

Ele desconfia, com razão, do império das leis, da autoridade científica e médica, opinião do beautiful people, intelectuais e mídia, mas não é apropriado equiparar todas essas coisas. Na ciência, p.ex., algo consensual não prescinde de ampla discussão, muito maior que nos tribunais, com tempo certo de conclusão. Isto não é o mesmo que seguir tendências como faz a mídia e celebridades. 

E sinceramente, por pior que sejam as relações professor e aluno elas não são causas de doenças (transtornos) psicológicas. Aí foi forçado demais. Que mantém ou pioram vícios, sim, mas isso não é algo que requeira tratamento médico ou psicológico, no mais das vezes e sim uma boa e rigorosa educação. 

E discordo também que a educação como para formar "peças de engrenagem" no nosso sistema seja pior do que uma formação humana inteira. Esta visão humanística é que é doutrinadora e levou a piora da nossa qualidade de ensino. Os militares, p.ex., enfatizavam o ensino técnico no Brasil e nem por isso deixamos de ter uma boa base geral. O ensino técnico-profissionalizante não prescinde de uma boa base geral, sem a qual não teria um bom resultado. Já o ensino de visões filosóficas que deve ser uma busca individual ou particular, de ensino particular geralmente descamba para seu uso político. 

Anselmo Heidrich

terça-feira, junho 06, 2017

6 Minutes on the True Purpose of University Education

Jordan Peterson destroi ideólogo que apela para a negação de gênero

Those 7 Times Jordan Peterson Went Beast Mode

Matador.



Façam um esforço e tentem assistir este vídeo. Utilizem as legendas em inglês, se for o caso (como eu fiz). Jordan Dr Jordan B Peterson, Professor of Psychology​ critica o vitimismo atual presente, sobretudo, entre os millennials (ou Geração Y, são os primeiros que atingiram a idade adulta no ano 2000) e a pretensão desta geração de mudar toda a linguagem para os gêneros, que dizem ser "socialmente construídos". O ponto que Petersen chama atenção é que se há uma igualdade de gênero legítima, ELA NÃO PRECISA SER ASSEGURADA POR LEI NENHUMA e que se esta igualdade é natural, do ponto de vista de sua evolução social, exemplos contrários às tendências entre homens e mulheres deveriam confirmar isto e não o contrário. Exemplos como 80% dos estudantes do curso de psicologia no Canadá serem mulheres e 20 mulheres para 1 homem formados em enfermagem na Escandinávia, sem falar no acachapante predomínio masculino nas engenharias são provas de que existem tendências naturais que, em que pese todo o discurso politicamente correto (PC) de que "gêneros são construções sociais" insistem em provar o contrário. A questão é que tais discursos que se pretendem garantir a igualdade aos grupos só segmentam mais e mais a sociedade em negros e brancos, mulheres negras e brancas, latinos, asiáticos e esquecem, absolutamente, dos indivíduos. Se em um país como o Canadá, livre até então se inicia uma verdadeira cruzada linguística em torno do que que se chamada IDENTIDADE aos grupos, na verdade se produz mais desigualdade devido ao tratamento diferenciado que deve ser dispensado aos mesmos, na medida em que a maioria de alguns grupos não têm o mesmo desempenho e sucesso econômico. Isto acaba por relegar a esfera individual, onde todos deveriam ter os mesmos direitos a um plano inferior em uma estratégia autoritária de que SE DEVE reconhecer a todos os grupos direitos distintos para que sua condição social se equalize. E o primeiro passo para tanto é absorver o discurso moral, como se fosse imoral não termos o mesmo respeito por quem não concordamos e até abominamos, seja a pessoa ou seus argumentos. Ora, respeito não é obtido através de direitos, mas sim pela espontaneidade alheia. Eu posso exigir que tenham respeito para meus direitos essenciais, como a liberdade de expressão, mas nunca para a qualidade de meus argumentos, ninguém é obrigado a admirá-los ou defendê-los. Então, o direito de alguém ser o que é,homossexual, p.ex. não deve ser confundido com o direito a exigir que essa condição seja aprovada socialmente.



As pessoas é que decidem o que aprovam ou não. Na medida que se cria leis para garantir, não o direito de ser, mas o direito de exigir aceitação alheia, se passa da esfera do direito individual para o não direito individual, no qual o coletivo, vários grupos identitários se tornam antecâmeras de uma estrutura estatal e não há melhor nome para definir isto do que TOTALITARISMO.






Anselmo Heidrich