Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

Compre o livro NÃO CULPE O CAPITALISMO nos links abaixo:




sexta-feira, novembro 17, 2017

Kopperfield - Tales Untold 1974 (FULL ALBUM) [Hard Rock]





Kopperfield - Tales Untold 1974



Hard Rock 1974 USA

Tracklist:

01 - Moonride (3:40)

02 - Anatomy (3:06)

03 - Brain Rot (4:39)

04 - Watching The Time Go By (4:31)

05 - Nothing Left To Give (4:53)

06 - Truckin' On (3:43)

07 - Tales Untold (3:32)

08 - Magic In Your Mind (3:23)

09 - A Thousand Warriors (2:58)

10 - Wiseman (2:06)

11 - Dreams (4:25)

12 - Can't Find My Wine (6:24)

13 - People Are Leaving (4:10)

14 - Red Neck (3:14)

15 - Gonna Get Stoned (3:13)

16 - Wake Up People (4:31)

17 - Jam It (3:59)

18 - Naked Tears (2:30)

19 - You Pulled The Lights Down (3:19)

20 - Katie Love (6:52)



Paul Decker - Keyboards/Vocals;

Jimmy Robinson - Lead Vocals;

Chuck Eagan - Guitar/Vocals;

Tom Curtis - Drums;

Keith Robinson - Keyboards;

Jerry Opdycke - Bass;

Bill Wallace: Additional guitar and percussion on tracks 12-17

segunda-feira, novembro 13, 2017

William Waack, Boris Casoy, Diego Maradona e Ozzy Osbourne


Caros, assistam a este vídeo:


Agora minha opinião sobre um problema associado a este:


Se não fosse William Waack, jornalista respeitado pela maioria de nós por suas opiniões, não haveria tanta polêmica. Lembrei-me de outro, Boris Casoy, que foi um ícone da correção, da ética e que "elameou" tudo ao criticar garis em mensagem de ano novo na transmissão de sua emissora. Foi uma decepção muito grande, pois eu acreditava na imagem de um personagem ético que, no fundo, não existia. Analogamente, por isso quando ouço Sabbath antigo, ouço um cara cantando e não o Ozzy, sujeito que perdeu toda credibilidade como humano após pisotear pintinhos em um palco. Passou de simpático para nojo e não para meramente indiferente. Ouço o som daquela banda como quem ouve uma banda com vocalista sem rosto, se não fica difícil. A mesma coisa valeu para Ritchie Blackmore, genial guitarrista do Purple, mas que de tão intragável não passa disto, um guitarrista ou a antipatia gratuita de um genial músico, Ian Anderson do Tull, que ofendeu gratuitamente os músicos do Maiden que tentaram homenageá-lo com uma versão de Cross-eyed Mary ao dizer "fiz esta canção para uma garota cega, espero que tenha ficado surda antes de ouvir este lixo".


William Waack caiu nesta categoria, de pessoas que são só aquilo que deveriam ser, suas profissões e não a imagem de "algo mais", como símbolos de ética que foram um dia.


Outro bom exemplo de profissional excepcional que dista anos-luz da representação como modelo de pessoa é Diego Maradona. Acho que não há melhor exemplo do que eu quis dizer: vejam-no como o que é, apenas um atleta por que se pararem para prestar atenção nele como pessoa, seus sentimentos o trairão e passarão a procurar defeitos onde não há, que é o seu futebol.


Quanto às buzinas, elas são comuns em países com pouco respeito ao próximo, ou seja, países com pouca eficácia da lei, subdesenvolvidos e não necessariamente "negros" ou "pretos". Leiam sobre o trânsito em Mumbai ou no Cairo para entender o que digo. A falta de educação parece sim, algo típico de nossa cultura, o que William Waack pode nos provar, pelo seu próprio comportamento. Mas obviamente que não dá para deixar de notar que muitos dos que agora querem a carcaça de Waack não esboçaram, nem minimamente, a mesma indignação quando um nada saudoso ex-presidente chamou pelotenses de “viados”, ou colegas de partido de “mulheres de grelo duro”, ou que uma de suas assessoras sonhasse com vários policiais federais num quarto ou ainda com um de seus jornalistas financiados, Paulo Henrique Amorim ao se referir a um jornalista negro como tendo “alma branca”. Esta indignação seletiva é que reforça partidarismos em uma questão que deveria ser consensual quanto à inadequação e preconceito expressos.


Anselmo Heidrich

domingo, novembro 12, 2017

"Não Culpe o Capitalismo" (palestra proferida em 2017 11 07)

Nesta palestra faço uma análise dos conceitos Capitalismo; Socialismo; Comunismo; Democracia, entre outros. A tônica deles se dá pelo seu uso ao longo da História e não, como já fiz em outros momentos, pela visão teórica de alguns pensadores.



segunda-feira, outubro 30, 2017

Blues Creation - Demon & Eleven Children 1971 (full album)

Loucuragem...



Por que “os verdadeiros” liberalismo e socialismo estão errados

Por que “os verdadeiros” liberalismo e socialismo estão errados http://mercadopopular.org/2017/10/politica-publica-utopia-liberalismo/ via @omercadopopular


Adorei este texto. Justamente por adotar esta distinção entre o ideal, o justo e o possível já fui chamado de "social-democrata", "fabiano", "esquerdista enrustido" por muitos de meus pares liberais, quando não de "neocon" mesmo. Mas entender que "crenças baseadas na paixão prestam mau serviço à paixão" é difícil para quem acha que seu Nirvana na Terra está logo ali! E não está... Normalmente, toda mega-teoria (que tenta abarcar tudo em princípios simples) esquece que a realidade social não tem pesos únicos na economia e política, mas muito mais na Cultura e esta é uma nebulosa pouco compreendida. Encontramos alguns estudos em sociologia e antropologia, mas o preconceito de nossos liberais, sobretudo os que tendem a reduzir a realidade ao funcionamento de um Homo economicus não consegue entender porque países como Dinamarca não jogam todo seu estado de bem estar na lata do lixo da história e mesmo países cada vez mais liberais como a Nova Zelância acabam de aprovar uma medida restritiva contra imigrantes, o que parece ser uma medida essencialmente anti-liberal... Há muito mais nuances entre o céu e a terra que nossa vã ignorância cultural possa nos fazer crer. Entre tantos acertos, a visão quantitativa sobre a liberdade que nos passa o texto é a mais acertada possível, pois só assim que se pode avançar (ou detectar estagnação) em liberdades pessoais. De resto, obrigado pela disponibilidade, me interessei e vou procurar conhecer o autor.

Fim do UBER? PLC28 VAI SER VOTADO NO SENADO

Cara... Este é simplesmente o melhor canal de notícias da internet. Vejam só o apanhado e lógica deste garoto...



sexta-feira, outubro 27, 2017

Jout Jout lança copinho para "pessoas"

Jout Jout lança copinho para "pessoas" https://youtu.be/dIbvut7Npxk via @YouTube



Uau! Este vídeo, o primeiro é muito instrutivo porque mostra o nível de insanidade a que somos carregados com o politicamente correto. Apesar de ser uma feminista, com todo aquele papo de "desigualdade entre os sexos", ela percebe (e que isto se espalhe), como a insana ideologia de gênero solapa até mesmo seu discurso político porque se tenta apagar toda base de realidade biológica. E o pior é que o alerta dela não é exagerado, há leis sejam geradas por causa disto. 



quinta-feira, outubro 26, 2017

O que é o Capitalismo de Estado: Brasil e Argentina


Criticar o comunismo em contraposição ao capitalismo, como este sendo essencialmente melhor é fácil, mas também incompleto, pois comunismo é um regime de governo e capitalismo, um sistema econômico. Ocorre que sob o comunismo, a estatização total dos meios de produção que se convencionou chamar socialismo prima pelo gigantismo de estado, ou maior intervencionismo que qualquer forma de expressão já realizada dentro do capitalismo. E aí reside um erro comum aos nossos direitistas que, no afã de justificarem a reação ocorrida aos movimentos comunistas do pós-guerra na América Latina acabam por defender ditaduras.
Obviamente que nenhuma ditadura pode ser justificada, mesmo que em nome de uma resistência à comunização. Não se pode utilizar qualquer meio para atingir um fim, mesmo que este fim seja algo melhor do que a situação pretérita. Aliás, quem faz este tipo de relativização moral é justamente quem põe os fins acima dos meios, como os militantes comunistas têm sido notórios.
Já que se fala muito de “capitalismo” quando se expõe uma crítica ao comunismo, convém lembrar que não se trata de defender o capitalismo em toda suas formas diversas, em absoluto. Há configurações tomadas por sociedades capitalistas que são tão ineficazes produtivamente que têm como efeito trazer o risco de que movimentos de extrema-esquerda tragam ideias ultrapassados do séc. XIX, as quais só trouxeram miséria e caos no séc. XX de volta ao cenário político. E o imenso peso da burocracia dos estados latino-americanos é uma dessas mazelas e germes que levam ao parasitismo social e sentimento de injustiça. Embora muitas vezes desfocado, tal parasitismo social vira objetivo de toda uma cultura (observem nossa obsessão por concursos públicos), apontando para falsos inimigos – falsas bandeiras -. como o mito do “capitalista explorador”, sem nunca se perguntar que exploração é esta? Ao mesmo tempo em que se ocultam as ligações de alguns empresários privilegiados com a estrutura de estado.

Argentina 01 - estrutura de estado
As gigantescas e confusas estruturas de estados latino-americanos dificultam o desenvolvimento econômico e nunca foram consideradas um problema central para a maioria de seus governos.

A saúde financeira da sociedade depende de um equilíbrio fiscal. É insano achar que se pode manter gastos elevados permanentemente além das receitas. No plano externo, se a balança de pagamentos não é positiva, a balança comercial deve compensar este desequilíbrio. Agora imaginemos um país como a Argentina, cuja sociedade se vê fechada, econômica e politicamente, em prol de uma “casta de farda” (poderia ser qualquer uma, com ou sem farda, mas igualmente “casta”), o que poderá atrair como investimento? Nada de sustentável. A menor ameaça de prejuízo, o estado-sócio de empresas privilegiadas fará de tudo para socorrê-las. Então, sobram as exportações, mas como se o estado tolhe a liberdade econômica e entrada de investimentos? O resultado é óbvio:

Argentina 02 - exportações sobre o total mundial
As quedas na taxa de exportações argentinas mostram o resultado de um estado, cuja economia se fechou em si mesma ignorando completamente a evolução da economia mundial.

A imagem abaixo é uma das mais ilustrativas para o que queremos demonstrar. A Argentina, tida como país rico até o início do século XX foi um doa países que mais decaiu (relativamente) em renda em relação aos países com status econômicos similares no mundo. O que isto prova para nós? Duas coisas:
(1) que não basta ser um país capitalista para atingir o sucesso econômico de uma sociedade, mas um conjunto de fatores que são capitalistas devem ser devidamente calibrados para garantir o desenvolvimento e prosperidade;
(2) as política populistas ou ditatoriais não são exclusividade de sociedades capitalistas podendo existir em outros tipos de governos (onde são mais comuns, aliás), mas que quando adotadas em sociedades capitalistas, a mera existência da propriedade privada por si só não é garantia nem antídoto ao subdesenvolvimento.
Se não ficou claro, quando falarem em “capitalismo” definam que tipo de capitalismo está sob crítica para não incorrerem em nenhum tipo de desonestidade intelectual.

Argentina 03 - vs Austrália vs Canadá
Países capitalistas também se esmeraram em estagnar suas economias, mas o fizeram quando se afastaram dos princípios da economia de mercado e adotaram políticas intervencionistas, como foi a Argentina de Perón.

Exemplos não faltam… Quem já não se deparou com aquele discurso automático associando Capitalismo ao Liberalismo como se tudo que funciona mal no capitalismo (e há muita coisa mesmo) é devido ao liberalismo? Como se este tivesse sido uma ideologia fortemente compartilhada por capitalistas em algum momento da história do país… Vejamos aqui, claramente, como um banco público, ou seja, recursos de todos nós serve para locupletar uma elite associada à burocracia estatal formando um verdadeiro conluio anti-liberal ou o que se convencionou chamar Capitalismo de Estado:

Brasil 01 - BNDES
Qual o sentido de criar um banco público, com recursos captados de toda população, majoritariamente pobre para beneficiar grandes grupos com seus empréstimos vultuosos?

Espero que tenha ficado claro que não há um estado de coisas absoluto chamado capitalismo que seja totalmente diferente do socialismo. Há graus de intervenção estatal que podem trazer as mesmas amarras administrativas do socialismo ao capitalismo, só que por outras vias, não revolucionárias. Portanto, o verdadeiro inimigo do modelo econômico socialismo e, por extensão, da ditadura comunista não é o capitalismo, mas sim o liberalismo, cujos princípios correspondem a ação econômica, mas de modo abrangente devem sustentar a política e a cultura, sem as quais, o intervencionismo retorna por outras vias.
Anselmo Heidrich

O que é comunismo - Desenho animado (What's communism?)

terça-feira, outubro 24, 2017

Alckmin, Doria, Ideologia e Oportunismo

Via @estadao: Liberalismo puro é a incivilização, diz Alckmin -  http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,liberalismo-puro-e-a-incivilizacao-diz-alckmin,70002057176

Dizer que Geraldo Alckmin é de Esquerda tem a mesma "veracidade" que ver em João Doria, uma espécie de arauto liberal. Não faz muito tempo, esses dois lançaram loas à Che Guevara que, mesmo que tivessem algum pendor à Esquerda, não fariam homenagens a um bandido e psicopata. A ação de Geraldo Alckmin é clara, como João Doria o teria traído e buscado apoio para se candidatar à presidência e o MBL - Movimento Brasil Livre já se posicionou a seu favor (embora também haja acenos para Jair Messias Bolsonaro), mas também revelou em áudio vazado para a revista piauí seu desgosto, para dizer o mínimo, com a ala da esquerda jovem do PSDB, Geraldo Alckmin viu como caminho naturalmente formado, graças à falta de cautela dos agentes aí envolvidos, a cria política e o movimento supracitado. Quanto à questão em si é claro que Alckmin não sabe o que fala e está totalmente errado, mas ele não o diz por convicção, mas por mero oportunismo. 

sexta-feira, outubro 20, 2017

Perdemos nossa filha



Esse tipo de ativismo tem vínculo com a Doutrinação? Sim, em geral. Por isso que, apensar das minhas críticas ao Escola Sem Partido, entre ter ou não ter uma Lei, nós vamos ter que ter. Agora, uma coisa, apesar da doutrinação sofrida por aí, uma filha se afastar dos pais por isso não é por mera doutrinação. Já vi vários adolescentes neste tipo de situação, mas nunca vi abandonarem suas famílias desse modo. Aí o problema, no meu ponto de vista, é anterior. Esta mãe, no caso, está equivocada, se a escola tem suas responsabilidades (e é verdade), a ação da direção no caso é tentar demitir a professora, mas algo que vá além disto é complicado. Como que um diretor vai saber exatamente tudo que o professor diz em sala de aula? Uma vez feita a denúncia, daí sim o diretor vai pra cima, agora previamente saber de tudo, não tem como. Eu, p.ex., já tive vários diretores e coordenadores de Esquerda que só vieram me cobrar pelo que eu estava dizendo quando um aluno esquerdista me denunciou pra eles. Agora... Percebeu que o ESP vai abrir uma brecha aí? Se é possível denunciar professores de esquerda, os alunos de esquerda irão denunciar professores que fazem a crítica aos símbolos da esquerda, como o comunismo, o socialismo, o "ambientalismo-melancia", os black blocs, os antifas etc. O problema do ESP é não depurar o método de dar aula certo. Como vamos dar uma aula sobre Nazismo e Comunismo sem criticá-lo se a própria exposição de fatos do que foi feito por seus militantes já, em si mesmo, uma crítica? 

Agora, novamente, eu me solidarizo com esta mãe. Imagino a dor que ela sente, mas este comportamento da menina revela um problema anterior à doutrinação. Achar que todo adolescente burro chegará ao ponto de comemorar a morte do pai, como ela relatou é atribuir à tal doutrinação um poder que ela não tem. O problema aí não é sociológico, mas psicológico. 

Quanto à professora em questão, ela nunca mais deveria dar aula, se é que um dia, ela deu aula de verdade.



quinta-feira, outubro 19, 2017

JANOT VAZOU DELAÇÃO NA VENEZUELA SEGUNDO ODEBRECHT

JANOT VAZOU DELAÇÃO NA VENEZUELA SEGUNDO ODEBRECHT https://youtu.be/LTWHcm6vrQ4 via @YouTube Operação Lava-Jato se expandindo para outros países.



E não deixem de assistir o canal da TV Coiote, trabalho do garoto é fenomenal:

quarta-feira, outubro 18, 2017

MBL NEWS | 18/10/2017 | Senado protege Aécio, atentado na Somália e Sérg...



Comentário muito ruim quando trata do caso do atentado na Somália. Ao invés de explicar, minimamente, o ocorrido se limitaram, especialmente o Ver. Fernando Holiday​ a criticar a visão da Esquerda ao se utilizar de atentados para criticar a posse de armas, assim como fizeram com o massacre em Las Vegas. Só para constar, após o 11 de Setembro, as duas explosões em Mogadíscio foram o pior atentado terrorista, com um consenso de quem o provocou foi o grupo Al-Shabab, ligado à Al-Qaeda, com possível apoio desta. 



Um conselho, querem criticar a Esquerda? Ótimo, mas estudem para passar algo mais que não seja a costumeira cantilena.



Sugiro para este tipo de assunto (e também a política nacional) assistir ao Canal TV Coiote, que é excelente.



segunda-feira, outubro 16, 2017

Por que existe nazismo na Ucrânia?


Ucraina, parlamentari e ministri del regime in parata con i simboli delle squadracce naziste. Dove sono i mass media? – World Affairs – L’Antidiplomatico
http://www.lantidiplomatico.it/dettnews-ucraina_parlamentari_e_ministri_del_regime_in_parata_con_i_simboli_delle_squadracce_naziste_dove_sono_i_mass_media/82_21792/
Eu já tinha lido sobre a influência e ligação dos ucranianos com o Nazismo. Isto não se justifica, evidentemente, mas se explica… Desde a Revolução Bolchevique que os ucranianos são submetidos aos russos. um antigo anarquista – Nestor Makhno – foi traído por eles após ter ajudado a derrubar o czar e os russos brancos – mencheviques.Durante o Pós-Guerra vigorou a máxima “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”, logo, os nazistas como inimigos dos comunistas (representados pelo poder russo) passaram a ser vistos com simpatia. Lembremos também que aquela área, em menor proporção do que o Cáucaso ou os Bálcãs sofre com o avanço islâmico que é a situação perfeita para o ressurgimento da xenofobia e ideias de pureza racial. Toda migração em massa leva a um tipo de reação xenófoba, mas quem misturou propositalmente os povos na antiga URSS? Se pensou em Stalin acertou. Esta era a chamada “política do liquidificador”, de misturar os povos acabando com suas antigas identidades tradicionais para criar o “novo homem” do comunismo, mas que na prática foi uma reedição da estratégia imperialista “dividir para reinar”. O que temos hoje é um reflexo do passado que tinha sido amortecido/ocultado nos anos de Gorbatchev e Ieltsin, mas que agora com o refortalecimento da potência sob os governos de Putin/Medvedev/Putin em que se (re-)marcou a presença da Federação Russa, não só na Ucrânia, mas também em outros países da periferia da antiga URSS que estão sob pressão de Moscou. O papel americano em sentido contrário é fazer exatamente a mesma coisa que fizeram durante a Guerra Fria e quando digo “fizeram”, não me refiro apenas aos EUA, mas também à URSS. Seja quando esta financiou os vietcongscontra os EUA na Indochina, seja quando os americanos financiaram os afegãos, particularmente o taleban (que apoiou Bin Laden mais tarde) contra os soviéticos. Este é o “Grande Jogo”, como era chamado durante a Guerra Fria e que durante alguns poucos anos tivemos a ilusão de que tinha sido deixado para trás. Só que agora com um detalhe nada desprezível, a entrada da China e de parceiros menores na corrida armamentista já “quase socializada” em termos de potencial nuclear (o difícil ainda é a balística de levar o artefato até o destinatário).
Quanto à participação de Israel neste imbróglio, eu não tenho conhecimento. Tenho sim de sua atuação em relação à Síria, contra o Irã etc. E quanto a participação do megainvestidor George Soros, também desconheço, mas me chama muito atenção que tanto Esquerda quanto a (Nova) Direita o tenham como inimigo comum. Isto tem uma explicação lógica para mim, suas operações financeiras requerem um enfraquecimento das soberanias e tanto no que vingou se chamar de Esquerda ou de Direita a partir do século XX é, fundamentalmente, estatista.

Bom dia,
Anselmo Heidrich

quinta-feira, outubro 12, 2017

Por que o Sudão se tornou um aliado dos EUA?


The Economist explains: Why America has lifted sanctions on Sudan https://www.economist.com/blogs/economist-explains/2017/10/economist-explains-7?cid1=cust/ddnew/email/n/n/20171010n/owned/n/n/ddnew/n/n/n/nla/Daily_Dispatch/email via @TheEconomist
Esse é o tipo de notícia que nossos partisans ideológicos deveria ler e ver se captam alguma coisa. Ouvi e li muito que “com Trump seria tudo bem diferente”. Pessoal, até certo ponto, ATÉ CERTO PONTO podem haver mudanças, realmente, mas há temas sensíveis que isto simplesmente NÃO ocorre não porque o presidente – @POTUS – não quer, mas porque ele não pode, porque ele não consegue. Tentou-se diminuir o fluxo de imigrantes muçulmanos, principalmente aqueles relacionados de alguma forma à atividade terrorista e neste caso estava o Sudão. Este país sofria embargo econômico desde o governo Clinton por ter dado guarida à terroristas, entre os quais Osama bin Laden e depois foi reforçado pela guerra civil e genocídio praticado contra os sudaneses do sul (“infiéis”, isto é, não muçulmanos). Mais tarde, com a mudança política, colaboração contra o terror e amenização nas relações com os vizinhos, parceria na exploração de petróleo com a China, colaboração no controle migratório para a Europa etc., o país saiu da lista de não gratos para sofrer sanções novamente com o Governo Trump. Mas, UMA VEZ QUE Cartum, a capital do Sudão decidiu colaborar contra o regime norte-coreano se tornando um aliado contra Kim Jong-un com o qual se aventa ter mantido relações estratégicas no passado (compra de armas), o olhar de Washington sob o governo Trump mudou novamente.
Lembre-se, por mais potência que você seja, o domínio é uma constelação de interesses e articulações. Sempre existe um cálculo econômico no domínio geopolítico e ninguém faz procurando o caminho mais difícil ou caro. Trump está aprendendo e mudando COMO TODOS os outros, descendo do palanque e sentando à mesa de negociações.
Anselmo Heidrich

quarta-feira, outubro 11, 2017

Semana Vítimas do Comunismo: Não Culpe o Capitalismo


Pessoal, 

Será um prazer tê-los como ouvintes na minha palestra dia 07, “Não Culpe o Capitalismo”, na SEMANA VÍTIMAS DO COMUNISMO, de 06 a 10 de novembro, no CSE (Centro Sócio-Econômico) da UFSC.

Estou preparando uma palestra abrangente, mas em 40 minutos terei que dar um enfoque e será GEOPOLÍTICO. Será uma honra tê-los nesta terça-feira às 20h, dia 07 de novembro. 

Abraço, 
Anselmo Heidrich

Atores da Globo vs Dona Regina (Análise Linguagem Corporal)

Não deixem de assistir ao vídeo abaixo do Canal Metaforando, excelente, genial. Aliás, quem não conhece, não deixe de assistir à série LIE TO ME. Genial também e tudo a ver com o vídeo que segue que já inclui em meus favoritos em todos os meus blogs.

Se for lícito dizer que o que não dizemos nos revela, também é que o que fazemos, gesticulamos, movemos nos desnuda mais que qualquer performance fake de nu brega que não diz nada com nada.

Assistam!



domingo, outubro 08, 2017

5 modos que a China vence os EUA na guerra comercial e disputa geopolítica

http://www.weeklystandard.com/how-china-beats-america-in-5-easy-steps/article/2009985 👈 *BAITA ARTIGO! NÃO DEIXEM DE LER!* POR QUE a China está ganhando de lavada dos EUA não só no campo comercial, má também projetando seu futuro domínio global no campo geopolítico e POR QUE os pensadores liberais se equivocam completamente em tentar entender o fenômeno.

sábado, outubro 07, 2017

Separatismo e Oportunismo


“Não há regra, não existe uma lei natural para que este movimento político, muito menos uma legislação que foi criada determine que quanto menor, melhor. Um México pode ter menos liberdades civis que um Canadá, cujo território é bem maior; ou, se preferirem, em termos populacionais, uma Venezuela também tem (inegavelmente) menos liberdades civis que o Brasil. E a recíproca para extensão territorial ou população também é verdadeira, também temos pequenos estados ou sociedades onde se é mais livre. Em suma, liberdade não depende do tamanho, mas da qualidade da administração e de seu estado.”
Este é um trecho de um texto de 2016 sobre o separatismo sulista, cujo conteúdo integral se encontra aqui:
Além desta visão, que sempre que tenho oportunidade quando debato com separatistas e, especialmente, os separatistas de visão liberal é que não há uma lei que determine o tamanho como sendo melhor. Sei que este é um critério utilitário e que muitos liberais fundamentalistas irão me contrapor dizendo que, ora! Um povo deve ter o direito de fazer um plebiscito e lutar por sua autonomia! Que seja, mas preste bem atenção no que eu vou dizer, um processo desses nunca termina onde nós queremos ou achamos ideal. Se ele for válido para todo e sempre, um grupo futuro também poderá propor outro processo similar dentro do novo país. P.ex., por que não se poderia propor uma separação deixando o Rio Grande do Sul, estado financeiramente quebrado e decadente de fora? Imagine o movimento “Quase Todo o Sul é Meu País”, por que não? Ou, mesmo dentro do RS, o norte dinâmico do estado se separar da Campanha, porção meridional pobre e atrasada? Ou o norte industrioso e fabril de Santa Catarina dar um belo de um chute no sul mais empobrecido do estado? Analogamente, o Paraná também poderia fazer uma triagem interna, que acham? O que eu quero dizer é que não há um ponto ótimo. Em se tratando de História, o processo pode continuar indefinidamente e uma vez aberta a porteira para este tipo de ação coletiva de larga escala não há legitimidade nenhuma em poder fechá-la novamente. Portanto, se vão mesmo apoiar uma causa assim, que estejam preparados para as consequências. Vocês estão?
E agora me pergunto, a quem interessa mais a secessão territorial do país? “Ah! É contra Brasília, então está tudo bem!” É mesmo? E como você acha que esta organização se dará internamente? Por acaso já pesquisaram sobre quem são os líderes desse movimento aqui no país? Se eles são pessoas realmente ilibadas, se não tem algum processo judicial correndo contra eles e por que razão… Porque se há, este país já começaria muito mal, com vícios de origem. Pesquise antes de vestir uma camiseta para alguém que nem conhece direito e não sabe sua ficha corrida.
O uso político dessa questão não é nossa exclusividade. Vocês acham que foi diferente na Catalunha, região espanhola que recentemente teve o seu plebiscito? Assim como aqui, a região espanhola perde mais do que ganha na divisão de recursos do país, mas não por acaso está usando a questão separatista como cortina de fumaça para favorecer o seu governo acusado de envolvimento em vários casos de corrupção e que elevou a dívida pública regional ao maior patamar de todas as seções administrativas (cf. https://anselmoheidrich.wordpress.com/2017/10/02/a-autonomia-da-catalunha/). Há casos e casos, querer dizer que porque os curdos também lutam por autonomia, cujo povo de cerca de 20 milhões de habitantes se distribui entre países do Oriente Médio apresenta uma etnia própria em uma área rica em petróleo e fontes hídricas, mas foi igualmente perseguido por turcos e iraquianos é a mesma coisa que a questão catalã ou sulista no Brasil é forçar a amizade. Portanto, não há como ser incondicionalmente a favor do separatismo em qualquer lugar do mundo, assim como não há como ser incondicionalmente a favor da união em qualquer lugar do mundo. Cada caso é um caso distinto.
Mas o aviso foi dado… Vejam quem comanda os processos ora em curso. Analisem seu histórico e confirmem se esta foi uma causa defendida anteriormente. Lembre-se, tudo é política. Toda hora vemos isso, como um Trump que era a favor do controle de armas, mas quando se candidatou contou com o apoio da NRA, Associação Nacional do Rifle nos EUA, principal lobby pró-armas e, magicamente, Trump mudou o discurso se opondo às regulamentações. Agora, após o massacre em Las Vegas, ele próprio aceita discutir novas regulamentações. Independente de quem está certo, o que discutirei em outro artigo e já adianto que não há solução fácil, o fato é que há um histórico dos envolvidos e o meu conselho é analisem para ver se é mesmo legítimo. E outra vez, já que estou falando em LEGITIMIDADE:
SE FOR LEGÍTIMO QUE SE APOIE A SEPARAÇÃO TERRITORIAL DO PAÍS, TAMBÉM É LEGÍTIMO QUE SE APOIE A SEPARAÇÃO INTERNA NO NOVO PAÍS.
Não há razão lógica para se parar em um determinado ponto. INDAGUE ISTO AOS SEPARATISTAS e SE ELES DISSEREM QUE NÃO, QUE TEM QUE TER LIMITES É porque SÃO TODOS FAKES, NÃO TÊM COERÊNCIA e PODERÃO USAR A POLÍTICA DO NOVO PAÍS DO MESMO MODO QUE AGORA: de acordo com as necessidades de OCASIÃO.

Abraço e boa tarde chuvosa,
Anselmo Heidrich
2017/10/07


quinta-feira, outubro 05, 2017

Como a inveja de Olavo de Carvalho o impele a raciocinar mal

O Tenesmo Intelectual de Olavo de Carvalho – MAM, Queermuseu e MBL


Confira meu comentário sobre como Olavo de Carvalho já perdeu há muito o protagonismo intelectual do conservadorismo no Brasil e não possui outro recurso argumentativo a não ser apelar para teorias conspiratórias.

O TENESMO INTELECTUAL DE OLAVO DE CARVALHO
Que bosta de artigo. Eu li com atenção para ver se conseguia extrair algo que prestasse, mas Olavo de Carvalho anda tão ressentido pela perda do protagonismo ideológico no país e perda para desafetos que julgou em algum momento de devaneio que fossem suas criaturas – o MBL -, que não admite que os garotos marcaram um strike com direito a dancinha e tudo o mais. Agora me vem com um artigo que parece um arroto que não se sabe o que comeu, não se sabe o que está implícito de tão vago – “as duas facções em luta estão cegas”… -, que nos remete ao velho e batido automatismo deste senil estudioso dos astros que parece já ter perdido toda conexão com a Terra e alguma base firme de Lógica. Tudo tem um plano maligno por trás, não pode ser uma cegueira ideológica ou falta de discernimento de quem produziu as mostras, mas TEM que ser algo mais profundo e oculto que só o mestre pode nos revelar… Vejam o que ele insinua, de modo indireto ao dizer que os ricos, bilionários, em suma, o interesse dos bancos em promover a pedofilia para impor a desestruturação da família através do multiculturalismo. Ora! Há métodos muito mais fáceis que um caminho que levou, inclusive a uma rápida reação e, possivelmente, perda de correntistas de um desses agentes financeiros. Ele está só querendo que alguém caia como um pato nesta isca repetitiva para vir com aquela ladainha de meta-capitalistas a favor de um governo mundial financiados por alguém (Soros?) que almeja a destruição de toda Cultura Judaico-Cristã e onde tudo se encaixa nisto. Será que ninguém percebe que este é o mesmíssimo raciocínio batido de todo velho comunista fora de moda ou marxista vulgar que tudo tenta condicionar aos interesses do capital quando algo dá errado, uma crise, um conflito, a pobreza etc.? Sinceramente, tem que ser muito lesado das ideias para levar este ananá a sério.
E agora que se infiltraram no grupo do Whatsapp do MBL para achar algum furo tudo que encontraram foi que os garotos detestam o PSDB (sejam bem vindos!) e querem cooptar os liberais dentro do partido para o movimento deixando os soças apodrecerem, ou seja, EXATAMENTE o contrário do que o velho senil da Virgínia dizia, que os garotos seriam cooptados “pelo sistema” e que eram farinha do mesmo saco etc.
Com o tempo, a realidade dá um banho de verdade na imaginação daquele viciado em nicotina e teorias da conspiração.

Espanha x Catalunha - A situação pode fugir do controle?





Colega, tua indicação para discussão de temas políticos com o Ideias Radicais, no meu entender, foi infeliz. O autor começa questionando as críticas ao movimento de autonomia que dizem que "é inconstitucional" ao que replica dizendo que não "isso não tem qualquer sentido [inclusive] jurídico". Desculpe, mas o que não faz sentido é dizer que a Constituição de um país não lhe dá base jurídica para a integridade territorial. Que ele dissesse que a Constituição contém um equívoco de acordo com a História ou que esta foi imposta etc., tudo isto poderia ser considerado, mas do jeito que articulou seu raciocínio se percebe que o autor tentou encaixar uma discussão complexa a um raciocínio automático e cheio de clichês autonomistas. Posso indicar um bom canal que trata do assunto com seriedade: 

1. https://youtu.be/9SP8H_FHc7I

2. https://youtu.be/t43jS6dAedk


segunda-feira, outubro 02, 2017

A Autonomia da Catalunha


Ontem, catalães votaram a favor da independência do Reino da Espanha em massa, 90% segundo o governo da região. Sua ditadura no final dos anos 30 levou à centralização do país e supressão de traços regionais importantes que davam unidade aos diferentes povos, como a proibição do idioma catalão em 1939. Por força de lei, se proíbe, mas na prática, a tradição e sua preservação constituem uma forma de unidade, de senso de comunidade, de distinção e dignidade que podem se traduzir como resistência a algum regime se forças políticas souberem capitalizar isto. E foi o que aconteceu a partir da crise de 2008 em que a região passou a receber menos recursos, inclusive para geri-los de forma autônoma, regionalizada, o que só fez aumentar o sentimento de indignação e separatismo, como seria de esperar. Some-se a isto, o fato do partido ora no poder, o Popular estar envolvido em 65 casos de corrupção.
Pesquisas psicométricas divulgadas pelo The Atlantic mostraram que o sentimento de emancipação diminui após o voto porque este tem a função de catarse, isto é, de liberação de energias. Então, se numa escala de valores, antes do plebiscito, o catalão dissesse que estaria apto “a perder a vida pela independência”, após o seu voto, o sentimento caia sensivelmente sendo substituído por outros como “estou disposto a perder meu emprego pela independência”. Raciocine, o que realmente muda após a independência se tu não sabes o que virá, não tens comprovação fática do que está por vir? É muito mi-mi-mi, nós vivemos sob a “ditadura do mi-mi-mi”, ao invés de nos concentrarmos em questões econômicas perdemos muito tempo com símbolos que traduzem, irracionalmente, o que esperamos como conjunto de soluções. Estas são chatas, requerem estudos, estão inseridas em um método de ensaio-e-erro, já o símbolo, esteja ele atrelado a alguma religião, causa política, da qual o nacionalismo é uma das mais emblemáticas faz o serviço rápido que dispensa a análise exaustiva e comparação constantes. É um refúgio dos preguiçosos – quem pensou no “O Sul É Meu País” para o nosso caso acertou. De machos revolucionários pré-plebiscito passamos a militantes para depois sermos indignados e quando a economia melhorar futuramente, conformados e acomodados. Duvidam? Por que a Espanha já não virou uma Iugoslávia há tempos? Comparem suas economias e como têm evoluído nas recentes décadas. Ou analogamente, vocês acham que estaríamos falando tanto de separatismo e secessão aqui no Sul do Brasil se não fosse nossa crise política, institucional e econômica?
E o governo espanhol, Madri, onde foi que pisou no patê? Se opôs ao plebiscito e perdeu a chance de fomentá-lo? Como assim? Sim, eu estou dizendo que se Madri conduzisse o próprio plebiscito poderia manipulá-lo a seu favor, NÃO roubando ou mentindo sobre os resultados, mas sim DISPONIBILIZANDO MAIS OPÇÕES. Pesquisas feitas ANTES do mesmo mostraram que os militantes pró-independência da Catalunha (mais de 40%) caiam para 35% se houvesse mais opções como “estado federal”, “maior autonomia regional” etc. Mas, a opção pelo confronto, de bloquear locais de votação, de prender militantes, no envio de milhares de guardas para a região teve como resultado inflamar ainda mais o sentimento anti-unionista contribuindo como combustível para algo que mais ou mais tarde se tornará uma força difícil de reverter.
Visto de cima, o que temos na Europa hoje, uma vez que o sonho de uma unidade e federação europeias naufragou é o retorno dos nacionalismos e o verdadeiro risco que este nos traz é seu subproduto ideológico conhecido como fascismo. Se tivéssemos uma maior descentralização real, via pacto federativo, o comércio interno com maior desregulamentação e liberalismo os manteria unidos. Mas vai colocar isto na cabeça de um burocrata…
Anselmo Heidrich

Sobre o queermuseu, MAM e outras mostras que virão

Pessoal, o negócio é simples e leiam com atenção para não deturpar o que eu digo: quanto mais vocês berrarem, quanto maior for a histeria, MAIS OS CURADORES E ARTISTAS (chame-os do que quiser) VÃO GANHAR COM ISTO, pois seu ofício se baseia no choque, no escândalo e no ti-ti-ti para os círculos de intelectuais militantes. Quanto mais vocês clamarem por censura ou sugerirem algo assim, mais eles terão justificativa para continuarem o que estão fazendo e mais apoio internacional, inclusive, terão. 

O negócio é por fim ao negócio deles, secar a fonte, acabar com o financiamento, por isso BOICOTAR é anos-luz melhor que qualquer tipo de censura. O que se fez ao Santander, fechando contas no banco e que SE DEVE fazer igualmente ao Itaú é o caminho certo. Agir assim traz mais resultados e ainda parte de nosso livre-arbítrio, sem burocracias e lerdeza judiciária.

*Já quanto à manipulação e uso de menores em exposições do tipo que se acione a lei, mas se adultos quiserem assistir o que pode ser mau gosto para nós, qual o problema? Não tem um monte de gente que ouve Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil também?

Anselmo Heidrich

Promessas e Coerência



Quando um representante partidário diz que “no Brasil não há muitos partidos, há muitas LEGENDAS” significa que há poucos partidos ideologicamente bem orientados ou COERENTES com seu ideário. Bem… Quando esse mesmo partido apresenta graves cisões internas (um membro diz uma coisa, outro diz outra) sobre temas importantes, seja a política econômica, liberdades civis, censura, financiamento às artes etc. mostra que não passa de mais uma LEGENDA. Sabe… Não dá para culpá-los de todo, pois no Brasil existe uma verdadeira oligarquia partidária onde propostas e candidaturas individuais não existem e são cooptadas por essas agremiações que funcionam como verdadeiras máfias, inclusive votando quanto e como DEVEM ganhar do estado, ou seja, de nós. Portanto, muita atenção às novas eleições, já que não podemos avaliar todos os candidatos sobre seu trabalho pregresso, uma vez que muitos deles estão como candidatos pela primeira vez veja, porém, se o discurso desses candidatos fecha com coerência e mais, se eles poderão agir como afirmam, comparando com as ações e decisões da cúpula de seu partido, por uma razão muito simples: é daí que virá o financiamento de suas campanhas. E se não há algo expresso nesse sentido: posições sobre política econômica, liberdades civis, censura, financiamento à educação, artes e outros itens como tratamento ao meio ambiente, política externa etc. analisem (isto é importante) o que seu candidato fala e o que um “medalhão” do partido também diz sobre o mesmo assunto. Hoje com a internet, todo mundo está nu. É fácil ver o que um homem público de hoje disse poucas semanas atrás em um post esquecido que se lembrasse, não tardaria em apagá-lo.

Nessas horas, o mais importante não é o que o político diz, mas aquilo que ele não diz, que ele não quer se expressar, aquilo que o incomoda tanto ao ponto de obrigá-lo a tomar uma posição e se indispor com seus pares. Detectem, provoquem, indaguem, exerçam uma democracia onde a expressão não seja apenas o voto, mas o DEBATE.

Anselmo Heidrich

sábado, setembro 30, 2017

Como a Esquerda Mente Sobre os Militares


Pessoal, eu recomendo que leiam esta entrevista por que ela resume muito bem a auto-ilusão das Esquerdas, especialmente daquela mais intelectualizada. Há várias razões para isso:
1) Ela acha que os militares são contra a volta da Esquerda ao poder e não, como eles próprios se manifestam, contra o retorno de políticos reconhecidamente corruptos e já julgados pelo crime de corrupção;
2) Ela acha que há uma ligação entre burguesia (e ainda a chama de ‘conservadora’) com o exército, como se este fosse um capacho daquela;
3) Ela acredita piamente que o atual conservadorismo crescente no Brasil observável em redes sociais é um ‘retrocesso’, enquanto que na verdade é uma evolução, pois nunca foi tão bem fundamentado teoricamente e também nunca teve tanta penetração na população através da comunicação e debate;
4) Ela condena as manifestações dos altos oficiais militares, no que eu concordo ter sido um grande equívoco deles, mas ela não critica nada, não dá nem um pio sobre o maior ataque à legalidade no país que a postura e ação do STF, esse sim o verdadeiro golpista quando alguns de seus membros fazem pouco caso da objetividade da Lei trazendo relativizações para salvar criminosos;
5) Não se trata de perdoar o Legislativo e condenar tão somente o Judiciário, mas é que de políticos já se espera a parcialidade, tanto que eles se organizam em partidos e não em “todos”, mas o Poder Judiciário não deveria deixar margens à dúvidas como tem ocorrido.
Por essas e outras é que a manifestação de intelectuais de esquerda é assim mesmo (não por acaso é francesa…) em que mentem para si próprios. Que sejam retardados intelectuais não me espanta, mas não podemos deixar que este rosário de inverdades, subtrações e omissões se perpetue em gerações como tem ocorrido sintomaticamente no Brasil. Ajude-nos a divulgar esta crítica para que, quem sabe, chegue à leitura desses fantasiosos que como disse Nietzsche são uma classe especial de mentirosos, a que mente para si própria.
Anselmo Heidrich

sexta-feira, setembro 29, 2017

A Criança de Pavlov


Quando se expõe uma criança à filmes violentos desde cedo, sem algo mais adequado a sua idade, ela não tem maiores chances de usar a violência como linguagem? Tem e isto é uma forma de condicionamento.
Quando se berra com uma criança por qualquer erro previsível para sua idade, ela não tem maiores chances de crescer berrando para se comunicar e quando estiver descontente? Tem e isto é uma forma de condicionamento.
Quando se concede tudo ou quase tudo que uma criança quer porque ela faz ‘manha’, ela não irá fazer manha, o que significa manipular o adulto e amigos para conseguir algo? Irá e isto se formou através do condicionamento.
Quanto esta mesma criança no mundo externo às paredes de seu lar (ou o que se pode chamar como tal) não obter resultados que almeja através da mesma manha apreendida ela não irá se frustrar? Irá e isto por que ela não aprendeu a lidar com adversidades de tão condicionada que foi a um comportamento só.
Quando eu minto constantemente para uma criança para me furtar aos meus compromissos (não beber mais até cair) ou às minhas promessas (brincar ou passear com ela naquele dia), alguém ainda acha que ela não fará o mesmo com seu irmão, com seu amigo ou com a professora? Irá por que aprendeu muito bem com quem mais lhe influenciou na vida, o pai e a mãe e através do melhor método, o exemplo, no caso, o péssimo exemplo de condicionamento.
Quantas vezes na vida desta criança, quando estiver crescendo e se tornando adulta você acha que ela não irá manipular e mentir por que foi condicionada a isto? Inúmeras vezes. E inúmeras vezes isto ocorrerá no ambiente profissional, na vida conjugal, no lazer, em um simples jogo com amigos porque ela não soube como fazer diferente. Ela não teve o seu tempo para aprender de modo livre, pois desde o início foi condicionada como uma cobaia.
Seus amigos terão uma criança birrenta e egoísta, mas a julgarão como um adulto mesquinho porque o canalha do pai ou a imbecil da mãe não a educou, mas simplesmente a condicionou. A condicionou como um cão que põe o focinho em uma alavanca por ração. Pavlov teria orgulho disso, não fosse pelo fato de que alguns fazem isto em nome da Arte e não da Ciência e com Crianças e não com Animais….
Quando condicionamos crianças que ainda nem despertaram para o sexo a tocar órgãos genitais alheios que trazem prazer para alguns adultos que gostam de crianças desta forma perversa não estamos as educando para a arte, para a vida ou para o que quer que seja, mas simplesmente as usando para fins para lá de egoístas através de seu condicionamento. Regimes totalitários fazem isto e fizeram abundantemente isto (Mao Tsé-Tung que o diga).
Este tipo de condicionamento é exatamente o oposto de deixar alguém decidir, no seu devido tempo, que rumo, preferência, orientação, dê o nome que quiser, é exatamente o oposto de deixá-la seguir sua vontade.
Instigá-la a tocar adultos em zonas erógenas sem que elas tenham a mais breve noção do que isto pode proporcionar a alguns tipos de pessoas e de que forma elas estão sendo adestradas para um uso inconsequente (porque não podem arcar com as consequências de seus atos) não é preservar sua liberdade, mas torná-las escravas de dementes que não passam de escravos de seus desejos. Escravos ao ponto de não entenderem que ser civilizado é mais do que seguir regras coercitivas, mas respeitar outra pessoa sem querer enganá-la através da mentira explícita ou do condicionamento covarde que não dá chance de reação.
É nojento ver que algumas das pessoas que se mostrariam mais indignadas com um assédio, que fazem um escarcéu por terem recebido cantadas de pedreiro são totalmente insensíveis àqueles que não têm chance de se indignar, de se defender porque tiveram suas consciências deformadas desde tenra idade, porque foram tratadas como verdadeiras cobaias.
Se ainda é cedo para chamarmos isto de Engenharia Social, não é para mostrar como se monta um laboratório de experimentos sexuais criando cobaias com mentiras como iscas. Iscas… Ou você acha que há um nome melhor para o “vamos brincar de nos tocar”?
Os frankfurtianos quiseram ir além da luta de classes e foram; a New Left endossou isto e seus resultados colidem como ondas tardias em nossas costas. Ou permitimos que esta erosão acelere ou barramos isto tudo. Para quem conhece as figuras utilizadas nesta parábola sabe que diques são insuficientes. É necessário atacar o olho do furacão. E este se encontra nas universidades.
Como se acaba com esta força? Um furacão tem um centro de baixa pressão… Então coloquemos mais pressão, coloquemos nosso ar lá dentro. Coloquemos NOSSA gente dentro das universidades olhando eles nos olhos confrontando-os, apontando o dedo na cara deles. Eles estão impunes lá dentro, arrotando besteiras, cagando a b** deles nas salas de aula sem confrontação.
Eu quero enfrentá-los, quero desmascará-los. E vocês? Quem me apoia? Quem me convida a ir encará-los?
A questão não é mais quando alcançaremos este nível, mas quem quer atingir este nível de confronto agora?
Sem mais condicionamento de incapazes, sem crianças como cobaias.
Boa noite,
Anselmo Heidrich


Imagem: treinodecaes.pt