Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

Compre o livro NÃO CULPE O CAPITALISMO nos links abaixo:




terça-feira, maio 09, 2017

Macron liberal e agregador?

Esta é a imagem que venderam dele, mas Le Pen não iria ser uma boa escolha: mesmo querendo conter a "invasão islâmica" na França, com políticas econômicas desastrosas não conseguiria combustível para manter sua agenda social por muito tempo. Vargas Llosa dispensa apresentações, mas sua visão do vencedor é por demais otimista. Boa demais para acreditar...

"A França é um país riquíssimo ao qual as más políticas estatizantes, pelas quais foram responsáveis tanto a esquerda como a direita, mantiveram empobrecido, atrasando-o cada vez mais, tanto que a Ásia e a América do Norte, mais conscientes das oportunidades que a globalização ia criando para os países que abriam suas fronteiras e se inseriam nos mercados mundiais, foram deixando-a cada vez mais para trás. Com Macron se abre pela primeira vez em muito tempo a possibilidade de que a França recupere o tempo perdido e inicie as reformas audazes – e custosas, claro – que afinem esse Estado adiposo que, como uma hidra, freia e regula até a exaustão sua vida produtiva, e mostre a seus jovens mais brilhantes que não é a burocracia administrativa o mundo mais propício para exercitar seu talento e criatividade, e sim a vastidão à qual todos os dias a fantástica revolução científica e tecnológica que estamos vivendo acrescenta novas oportunidades."
Tribuna | Macron; por Mario Vargas Llosa http://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/04/opinion/1493896853_149460.html?id_externo_rsoc=TW_CC via @elpais_brasil

segunda-feira, maio 08, 2017

Motivos para invejar los hermanos

Um país onde estudantes do ensino fundamental leem mais do que no ensino superior (obrigados, mas pelo menos leem); onde só 8% da população é completamente alfabetizada; que em 30 anos vem decaindo o índice de leitura e; mais de 70% só leem as redes sociais e; 50% só leram a Bíblia tem que condições para avançar socialmente?

Question on @Quora: What truth is there to the often-heard claim that there are more bookstores in Buenos Aires tha… https://www.quora.com/What-truth-is-there-to-the-often-heard-claim-that-there-are-more-bookstores-in-Buenos-Aires-than-in-Brazil?srid=nVoc

sábado, maio 06, 2017

Os detalhes despercebidos da sociedade




Muitas coisas que me deixavam infeliz na política partidária, mesmo entre os ditos liberais é a mania de só enxergarem grandes temáticas. Fernando Gabeira quando retornou do exílio e se disse inclinado a lutar por causas ambientais, raciais ou sexuais foi acusado de "se preocupar com as minorias" por seus colegas de partido. Pois bem, qual retórica está viva hoje em dia? A da luta de classes ou a de gênero, meio ambiente ou cotas? Quem "estava certo" em estabelecer um programa ideológico? Não estou afirmando que Gabeira estava certo quanto ao objeto em si de sua preocupação, mas que esta preocupação o levou a uma estratégia vitoriosa. Aliás, tão bem sucedida que hoje nem sabemos a paternidade. Paternidade essa que nem é dele. Para dizer a verdade foi gestada pela New Left, só não sei se europeia ou americana. Tendo a achar que foi europeia devido aos frankfurtianos (Adorno, Horkheimer, Marcuse etc), mas como sempre 'amplificada' nos EUA, país que exporta tudo de bom e de ruim também.
Michel Foucault, de quem não gosto nas premissas e conclusões, mas aprovo (parcialmente) no método de estudo foi muito feliz no título de sua coletânea, Microfísica do Poder porque dá importância a aspectos legados a segundo plano (ou terceiro ou quarto...) pelas esquerdas. Dentre os quais, a arquitetura e conformação dos espaços urbanos – o urbanismo – como formadores (ou pretensamente formadores) de padrões comportamentais, em suma, domínio. Tentei em vão chamar atenção de meus colegas sobre, p.ex., a importância das calçadas, dos espaços públicos como fomentadores, instrumentos que facilitam a sociabilidade de cidadãos na constituição de uma sociedade que valorizaria o respeito, a tradição e se oporia a corrupção já nos pequenos e constantes serviços urbanos. Sabe quando te olham como se tu estivesse aramaico? Pois é... Mas é justamente aí que a coisa se cria e reflete em marcroestruturas da sociedade, uma coisinha que os militantes desconhecem, o cotidiano. Quando discutia isto, inclusive com ancaps (anarco-capitalistas, supostamente mais sensíveis às práticas anárquicas), cheguei a ouvir que prefeituras não eram interessantes de se assumir, pois não tinham autonomia frente ao poder federal. Ora! Se não se muda padrões de comportamento (prestação de serviços e gastos) aí, em outro nível não é que vai se convencê-los do contrário. Óbvio que nem discuto com socialistas, mais centralistas que quaisquer outros, mas os liberais deveriam ser mais atentos a isto por princípio. No entanto, ainda são muito pouco sensíveis a aspectos cotidianos que não passam por questionamentos clássicos.
Bem... Com o tempo espero que isto mude. Mas que fique claro, nada muda naturalmente, mas por insistência erosiva da ideias contra as rochas da ignorância. 

sexta-feira, maio 05, 2017

Meu Último Vídeo

Importante: e mais do que um "avanço da esquerda" (que não ocorre), a questão é sobre o monopólio da informação e a ameaça que isto representa. Claro que o Youtube é uma empresa privada, mas então que se dê o nome certo às coisas e este nome do jogo que ocorre não é outro, senão CENSURA.

quarta-feira, maio 03, 2017

Dia do Trabalho PARTE 1 - Forçapaloosa - Contra a Reforma Trabalhista -...

Veja os argumentos de Fachin e Gilmar Mendes sobre habeas corpus de Dirc...

O argumento de que J. Dirceu foi solto porque foi julgado apenas em primeira instância é sedutor, mas lembremos, como bem mostrou o procurador Dallagnol que o STF não dispensou o mesmo tratamento a outros réus por causas semelhantes.

segunda-feira, maio 01, 2017

Tomatadas: Reforma trabalhista: sindicatos e políticos podiam...



Tomatadas: Reforma trabalhista: sindicatos e políticos podiam...: Recebo muita mensagem com conteúdo mentiroso pelo WhatsApp, mas uma que recebi estes dias convocando para a greve de hoje prima pelo descar...

quinta-feira, abril 20, 2017

Choque de Dois Mundos


Ontem tive um tempinho e fui buscar um estojo para o tablet do meu filho que, milagrosamente, só tem um pequeno risco na tela. Enfim, eu encontrei o modelo certo e já aproveitei para ver se tinha uma capa para meu celular, um Xiaomi. Um dos atendentes, típico adolescente integrado à tecnologia me dizia encantado que este celular (que eu comprei baratinho) iria revolucionar o mercado, que acabara de lançar um modelo com 90% das funções na tela (achei que já era comum) etc. e etc. Eu confesso que me irrito com celulares, apesar de utilizá-los e muito. É que gosto tanto de máquinas de escrever que não me habituo a substituir um notebook, que bem ou mal lembra uma por uma coisinha incômoda que tem que se digitar quase que exclusivamente com polegares. Não faz sentido para mim, parece mais uma involução.
Como não me integrava e já que estava ali comentei sobre um de meus sonhos de consumo, que era ter um celular da Caterpillar. E o sujeito, com cara de quem perdeu o ônibus me disse que nunca ouviu falar. O outro funcionário da lojinha, mais antenado reagiu positivamente “é para trabalho pesado, né?” Eu disse sim, se poderia usá-lo próximo a fornos industriais ou no gelo e o primeiro, o “techboy” ficou mais perdido ainda. Daí eu disse, “Caterpillar sabe? Aquela marca de trator”. Piorou... E para facilitar eu ainda disse, “eu tenho umas botas dela”. Mas não dava, quanto mais eu tentava situá-lo, mais perdido ficava o garoto. Daí desisti e consenti que o problema desses celulares é que são muito básicos, mas por isso que duram. É... Parece que não se pode ter os dois mundos. Mas saí dali com uma sensação de que não consegui me comunicar ao falar de celulares como nos comunicamos com celulares. Estranho...
Hoje fui fazer exames de rotina que estava em falta, sangue, tomo e a ressonância de cabeça e pescoço. Ao entrar na sala de espera, uma senhora me olhou e conversamos. Percebi claramente que ela estava tensa, seu neto de apenas 5 anos tinha um tumor. Embora, já tivesse tirado o primeiro, este não fora tratado e agora tinha uma recidiva. Contei resumida e rapidamente minha história, que costuma inspirar alguma esperança, mas ela me impactou falando da criança. Disse que ele iria fazer um transplante de medula, mas por alguma razão (exames, talvez ou vaga, não sei) não conseguiu ir para São Paulo, mas indicaram Porto Alegre. Quando lhe disse que havia um bom centro de transplantes lá, ela se alegrou e atribuiu à intervenção divina, que “não era a hora de fazer em São Paulo, que então foi por isso”. Quanto mais ela falava, mais aturdido eu ficava, mas nada se comparou quando vi o garoto, um garotão de cinco anos na maca, só um pouquinho mais velho que meu filho, coberto e carequinha. Aquilo apertou meu estômago e fiquei muito mal mesmo. Querendo ser sedado logo.
O que eu diria a ela. Nada. Por vezes, o nada é a melhor resposta. Apenas me restava o silêncio ao ouvir suas palavras fazendo meneios com a cabeça, como que concordando e para que se sentisse segura. Quero crer que tenha funcionado, quero crer que o câncer na criança contrariando todas as tendências seja atrasado. Quero crer, mas não atribuo isto a nenhum outro fator ou entidade que algo além de minha ignorância. A única coisa que sei é que se vamos deixar esta festa e partir, temos que estar calçados com nossas botas. E espero que minhas poucas palavras àquela senhora tenham lhe dado a mesma sensação de segurança que minhas Caterpillar me trazem ao calçá-las.
Se estes mundinhos que se chocam no cotidiano, entre a geração high-tech e dos analfabetos digitais em que me incluo, dos crentes e dos céticos como eu falassem menos, menos conflitos surgiriam com certeza, mas igualmente menos chances de se aprender alguma coisa. Naquele momento que vi o garoto passar desacordado na maca pelo corredor, eu vi na porta pelo que se vale a pena lutar e viver.
A avó se levantou e me desejou muita sorte, mas fiquei mesmo foi com o desejo de ter um milésimo de sua força. Eu desejo mesmo que ela consiga surfar na conjunção de acasos e forças que se debatem nossos mundinhos e compõem o universo.
Boa noite,
a.h






Mesmo com seus dentes, Mestiço não conseguiu estripar o couro de minhas Caterpillar.

terça-feira, abril 18, 2017