Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

Compre o livro NÃO CULPE O CAPITALISMO nos links abaixo:




segunda-feira, junho 19, 2017

Maniqueísmo no Dia da Parada Gay


Mais uma exploração política da celebração da parada gay. Este é o tipo de coisa que tem que ser combatido, a politização de eventos como esse e é exatamente por isso que tais eventos também enfrentam rejeição, não pelo que apoiam, mas pela retórica maniqueísta que é adotada por setores da mídia e vários disseminadores de informação, como cursos, escolas, palestrantes etc. O exemplo ao lado é típico, que incorre no erro de comparar dados absolutos com o que deveria ser relativo, proporcional. Não tem sentido dizer que o Brasil tem mais homicídios de homossexuais, quando o mesmo tem mais homicídios de heterossexuais também, assim como de qualquer orientação sexual, religião, raça etc. É como se eu dissesse que no Brasil tem mais espécies de árvores, o que é claro, dado o tamanho da Amazônia em relação à rainforest da Tasmânia, p.ex. O que eu tenho que comparar, utilizando exemplos e MÉTODO adequados, é se em um quilômetro quadrado há mais espécies na Floresta Amazônica do que na do Congo ou na Taiga Siberiana. Assim é que se mede a biodiversidade de um bioma e não comparando algo gigante com um microcosmo.
O que o Cursinho da Poli fez na postagem abaixo não passou de peça de propaganda para criar um fantasma, a HOMOFOBIA a ser combatido, intuitivamente como se todo e qualquer heterossexual tivesse uma cota de culpa nos homicídios alegados. Ora, quem pratica homicídio é o HOMICIDA e não um heterossexual qualquer. Por isso que quando alguém diz "o problema é a cultura" estremeço. Aí nós temos a típica desinformação calhorda de quem quer lucrar politicamente com o fato.

Divulgue esta mensagem para que o MANIQUEÍSMO SEJA DESMASCARADO.

Um bom dia para todos, homo e héteros. E que os manipuladores vão à M*#0!! que é o seu lugar.

domingo, junho 18, 2017

O mundo melhora graças ao Capitalismo e tem que ser cego para negar


O ocaso das ideologias explica algo assim? Para mim ele reflete sua irrelevância em termos práticos. Uma vez configurado o fracasso total de qualquer ideologia de esquerda ter tido sucesso no século XX, antigos apologistas como Daniel Bell vaticinaram “o fim das ideologias”, mas eu me pergunto, só ele que não viu isto antes? Basta ver a baixa qualidade de um veículo produzido na era soviética em comparação com qualquer outro da antiga Alemanha Ocidental ou na força de trabalho chinesa puxando arados no lugar de bois durante o período comunista para sabermos que aquilo foi uma farsa do início ao fim. E dentro do capitalismo, quem insiste em não mudar, física e condicionalmente tende a padecer na miséria.

Mas por que devemos ficar alertas com a propaganda ideológica socialista?

Leia mais em: VistaDireita.com.br

Algumas Palavrinhas sobre Estratégia Política



Antes de mais nada respeite o inimigo estudando-o e detectando suas falhas. Se você for arrogante e desdenhar, a realidade te porá a nocaute com um belo chute na cara. Comecemos por aqui: Why do Democrats and Liberals keep using the "parties switched sides" excuse when it's been debunked? by Omar Ismail Veja como foi a posição do colégio eleitoral na eleição de 2008 nos EUA que elegeu…

Leia mais em:
https://anselmoheidrich.wordpress.com/2017/06/18/algumas-palavrinhas-sobre-estrategia-politica/
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quinta-feira, junho 15, 2017

Miriam Leitão e o Ódio de Classe


A jornalista Miriam Leitão foi assediada por dirigentes petistas durante um voo inteiro de Brasília ao Rio de Janeiro. A questão é, o que faz com que uma trupe de pessoas, supostamente educadas tome este tipo de comportamento como legítimo? Achar depois que sua militância de baixo escalão não fará ainda pior, com os vários casos relatados e comprovados de violência física e moral é uma ingenuidade digna daqueles que sonham com um "mundo melhor" enquanto que semeiam a ditadura baseada na retórica do ódio e do medo. Enquanto que todos se preocupam com Miriam, o verdadeiro alvo dos fascistas é (e sempre foi), a Liberdade de Expressão representada pela imprensa.


Sadiq Khan is a Complete Idiot

quarta-feira, junho 14, 2017

China Contemporânea


A década passada assistiu à ascensão de algo que Mao Tsé-tung, o histórico líder comunista chinês, lutou para erradicar de uma vez por todas: uma classe média chinesa, hoje estimada entre 100 milhões e 150 milhões de pessoas. Embora variem as definições – uma renda familiar de pelo menos 10 000 dólares ao ano é um dos critérios –, as famílias de classe média tendem a possuir um apartamento e um carro, saem para comer fora e tiram férias, além de terem familiaridade com marcas e idéias estrangeiras. Essas pessoas devem seu bem-estar às políticas públicas na economia liberal da China moderna, mas, à boca pequena, podem ser bastante críticas com a sociedade em que vivem.



David Gilmour e Jesse Gilmour falam sobre "O clube do filme"

Muito interessante. A escola realmente não dá conta de todos os casos, mas convenhamos, não é todo pai que tem essa capacidade imaginativa... Ele criou um método próprio de ensino que suponho, esteja muito além do descrito nesses poucos minutos. Mas uma coisa me parece certa, a preocupação e atenção dispensadas por ele a seu filho fizeram valer todo esforço. 



segunda-feira, junho 12, 2017

Educação VS Doutrinação: o maniqueísmo de Paulo Freire



Pergunto com
sinceridade: alguém já se deu o trabalho de ler Paulo Freire? Ou, ao menos,
assistir a um de seus vídeos no YouTube? Seria bom que fizesse para se ter
noção de que é muito pior do que se fala.
Em um desses
vídeos, Paulo Freire diz:

“Quando muito moço, muito jovem, eu fui aos
mangues do Recife. Aos córregos do recife, aos morros do Recife. Às zonas
rurais de Pernambuco. Trabalhar com os camponeses, com as camponesas, com os
favelados. Eu confesso sem nenhuma ‘chorumingas’ movido, movido por uma certa ‘lealdade’
ao Cristo de quem eu era mais ou menos ‘camarada’. Mas o que acontece é que
quando eu chego lá, a realidade dura do favelado, a realidade dura do camponês...
A negação do seu ser como gente, a tendência àquela adaptação que a gente falou
antes, aquele estado quase inerte diante da negação da liberdade, aquilo tudo
me remeteu a Marx. Eu sempre digo, não foram os camponeses que me dissera a mim
‘Paulo, tu já leste Marx?’ Não, eles não liam nem jornal. Foi a realidade deles
que me remeteu a Marx e eu fui, eu fui a Marx.”

Acho que até
aqui já daria para fazer um artigo inteiro comentando isso, mas quero
transcrever mais um pouquinho para vocês entenderem até onde isto vai:

“E aí é que os jornalistas europeus em 70
não entenderam a minha afirmação. É que quanto mais e quanto mais eu li Marx,
tanto mais eu encontrei uma certa fundamentação objetiva para continuar
camarada de Cristo. Então as leituras que eu fiz de Marx, de alongamentos de
Marx não me sugeriram jamais que eu deixasse de encontrar Cristo nas esquinas
das próprias favelas. Eu fiquei com Marx na ‘mundanidade’ a procura de Cristo
na transcendentalidade.”

Isto foi cerca
de 3 minutos em um
vídeo, mas já está de
bom tamanho para entender e criticar parte de sua pedagogia. Pois é, uma coisa
que o brasileiro médio não entende, seja rico ou pobre, de direita ou de
esquerda é que isso em um país institucionalmente adiantado seria um escândalo.
Aqui, a grossa maioria de estudantes e professores de outras áreas cultua o
lixo pedagógico de Paulo Freire. Como pode? Além de sua incoerência interna, os
resultados de desempenho no seu básico, básico que corresponde à leitura,
interpretação de texto e exercícios matemáticos nos deixam nas piores
colocações já seriam suficientes para mostrar que trilhamos o caminho errado
por décadas. E o que se faz? Só se convoca gente incompetente para discutir educação
e que, volta e meia se saem com tiradas poéticas de Paulo Freire, que não passa
de um método de ensino ridículo que se resume na mais pura lavagem cerebral.
Analisemos agora
algumas passagens reveladoras do que pensava o “mestre”. Para mim está clara a
intenção, já no primeiro parágrafo de tratar Jesus Cristo como “camarada”, que
era a forma de tratamento dentro do código de conduta dos comunistas. Não é a
toa, não é gratuito, independente da religião que você tenha ou não tenha religião,
não importa, que isto não está no discurso por acaso: é para criar uma familiaridade entre a doutrina cristã, a visão religiosa
e o mundo secular, mas promissor do Comunismo.
E ao invés de dizê-lo,
explicitamente, Paulo Freire procura seduzir o ouvinte, internamente,
sutilmente com suas palavras, com seu sentido e sentimento mesclados, para que
nenhuma contestação racional se torne evidente.
Outros dois
pontos que evidenciam o maniqueísmo do discurso freireano:
·       
Supor que a realidade do favelado ou do camponês seja
compreendida e solucionada através da leitura de Karl Marx, sem explicar o
porquê disso, mas já dando como certo e conclusivo de antemão;
·       
Dizer que a realidade dura da vida do camponês ou do
favelado é a negação de “seu ser”, como se seu
ser
fosse roubado (alienado) por relações de produção (de propriedade).
Tais malandragens
linguísticas são facilmente detectadas por quem já está habituado ao discurso
marxista, seja ele ostensivo ou subliminar. A singularidade neste vídeo de
Paulo Freire é que ele transita entre a assunção total do marxismo a sua mescla
com um discurso messiânico, religioso, de “libertação” que não deixa,
obviamente, de procurar um culpado por sua situação, a saber: o Capital.
Ele também diz
em seguida que procurou uma “fundamentação objetiva” para Cristo em Marx e que
este servia para a “mundanidade”, enquanto que o outro para a “transcendentalidade”.
Em suma, Paulo Freire estabelece um link entre o temporal e o atemporal, entre
o mundo material e o espiritual ao dizer que é possível se guiar pelos dois,
que os dois referenciais teóricos (Marx e Cristo) se complementam. Este é o
jogo dele que convenhamos, engana quem não conhece as diferenças abissais entre
as duas propostas de vida. Em termos bastante simples, mesmo que teólogos mais
a esquerda afirmem um pendor socialista em Cristo devido a repartição do pão e
outras metáforas, não há nada que chegue perto de uma proposta violenta como a
luta de classes, primeiro porque divide indivíduos, segundo porque leva
inevitavelmente a morte violenta através de uma guerra civil. Tentar fundir
estas duas visões de mundo implica em uma acrobacia intelectual que só fanáticos
(como certos professores) e espertos (como Paulo Freire) para levar adiante. Enfim,
aqui nós temos uma perfeita fusão, perfeita, na medida que serve aos propósitos
de uma Esquerda que quer perverter ensinamentos cristãos para manipular massas
contra um inimigo imaginário, o Capital, o capitalista, o capitalismo.
Neste pequeno
exemplo, eu tentei mostrar como se confundem três coisas: a doutrina, a cristã como exemplo; a doutrinação, não explícita, no caso do
marxismo e; a educação, pois queiram
ou não queiram este mix ideológico é
admirado e lido nos cursos de pedagogia do país inteiro, sendo seu principal
referencial teórico.
Até aqui
analisamos o conteúdo, mas há outras
formas de, sub-repticiamente, passarmos um conteúdo na forma de um Cavalo de
Troia.



Confira a embromação abaixo:


Por que libertários detestam John Rawls?



“Nenhuma sociedade poderá ser, é claro, um esquema de cooperação no qual os homens se posicionariam de forma voluntária; em qualquer sociedade, cada pessoa se encontrará colocada, ao nascer, em uma posição determinada, e a natureza de tal posição afetará substancialmente os seus projetos de vida. Já uma sociedade que satisfação os princípios da ‘justiça como equidade’ tenderá a aproximar-se ao máximo, de um esquema voluntário, para que se possa chegar aos princípios equitativos, aos quais pessoas livres e iguais consentiriam em submeter-se. Neste sentido, seus membros seriam autônomos e as obrigações seriam, reconhecidamente, auto-impostas” (Rawls, 1981, p.34).

“(...) parece que o princípio de utilidade é incompatível com o conceito de cooperação social entre indivíduos iguais com o objetivo de se obter vantagens mútuas. Parece inconsistente que a ideia de reciprocidade venha implícita na noção de sociedade em boa ordem. E isto, em qualquer que seja o grau; esta será a argumentação que sustentarei em minha discussão” (35).

Seria correto falar que “os sacrifícios de uns seriam compensados por um maior benefício para o agregado” só podem ser mantidos com desigualdade de autoridade? Rawls é taxativo, “[n]ao haverá, no entanto, injustiça que um maior benefício fosse ganho por alguns, desde que a situação das pessoas menos favorecidas seja, de alguma forma, melhorada” (35). E não há como não opor a visão moral de Rawls contra as “vantagens naturais fortuitas” ou as “contingências das circunstâncias sociais adversas” (36).

Ocorre que se não temos um ponto de vista histórico, uma teoria formadora da justiça pode ser abstrata o suficiente para nunca ter ocorrido e é esse o ponto crítico de Rawls quando assume que “(...) as tarefas, a que nos referimos, são totalmente hipotéticas: um contrato englobando certos princípios teria sido aceito numa situação inicial bem definida” (36). Simplesmente não há como garantir que a firma consensual de um contrato social imaginário possa ter ocorrido partindo do pressuposto voluntarista. As pessoas não firmaram nada, tudo é induzido para elas como se assim fosse porque deveria ter sido.

Referências


RAWLS, John. Uma Teoria da Justiça. Brasília, Editora Universidade de Brasília, 1981.