Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

Compre o livro NÃO CULPE O CAPITALISMO nos links abaixo:




segunda-feira, junho 22, 2015

Fanatismo ambientalista v. Lógica Econômica e Realidade Sociopolítica


Exceção feita ao comentário sobre "especulação imobiliária", que revela ignorância sobre o assunto, de resto eu concordo:

Olá Anselmo....
Veja link no Notícias do Dia:
Concordo com o comentário feito e que copiei abaixo:
"Conversa fiada! É melhor ter um bosque de pinheiros e eucaliptos do que nada ou um loteamento, que é provavelmente o que vai acontecer. Fizeram o mesmo com aqueles eucaliptos antigos lindos do mirante do Morro das Pedras sob a desculpa de que iam plantar espécies nativas e num lugar inóspito entre o asfalto e as pedras do mar, onde não há possibilidade de biodiversidade de qualquer forma. Cortaram todos os eucaliptos na Lagoa de Peri e ficou horrível e vazio. Não tem por quê a ilha inteira ser constituída somente de árvores nativas, quando já há bosques de árvores maduras com 40, 50 anos, mesmo que sejam de fora. Árvores desta idade deveriam ser preservadas de qualquer forma, independente da origem. Invasores são condomínios e loteamentos! Há muito o que ser preservado mas o inimigo da natureza em Florianópolis não são as árvores de fora e sim a especulação imobiliária e seus facilitadores. E convenhamos: sem estas árvores não há Parque do Rio Vermelho. Elas são o parque. Cortem elas e a maioria de nós vai morrer sem ver nada equivalente no lugar. Isso é um crime ambiental."
Não sei se podemos fazer algo...
abçs

É por aí mesmo (...). E o pior é que não serão condomínios com 20% de área pública com vegetação, porque estes estarão embargados, já que será ilegal construir. Daí o que virá? Adivinhe... Sem fiscalização e com corrupção como sempre, os loteamentos irregulares brotarão como cogumelos e caramujos depois da chuva. Este será o resultado da ignorância e fundamentalismo ambientalista destituído de considerações da lógica econômica e realidade política e social de nosso país. Triste. 


Livre-arbítriofobia, na realidade


Excelente vídeo do Pirula comparando a HOMOFOBIA contra a CRISTOFOBIA, mas discordo em detalhes. O 'clima' antes da invasão do Iraque ou ISIS etc. não era pacífico, ou sequer menos tenso. Apenas não tínhamos ou não havia maior atenção midiática sobre a região como um todo (exceção feita aos países com conflitos internos graves ou protagonistas de crises internacionais, como Israel e Irã, respectivamente). 



quinta-feira, junho 11, 2015

Clichês sobre a guerra às drogas


Precisamos é de uma guerra aos clichês sobre a guerra às drogas, isto sim.

Sobre: Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas, nada mais irá - http://spotniks.com/guerra-as-drogas/

Vamos aos detalhes, que são eles que importam:


"1) A GUERRA ÀS DROGAS É A PRINCIPAL RESPONSÁVEL POR CRIAR AS SUBSTÂNCIAS MAIS PERIGOSAS DE NOSSO TEMPO."
-- A proibição piora a qualidade do produto ofertado porque ele não é fiscalizado? Tem lógica, realmente, mas a legalização sem fiscalização, i.e., sem nova intervenção estatal também pode levar à oferta de produtos perigosos, uma vez que basta reduzir custos para aumentar lucros de qualquer maneira. Portanto, a mera liberalização também é danosa.
Agora, se viessem me falar em LIBERALIZAÇÃO CONDICIONAL ou PROIBIÇÃO CONDICIONAL, daí sim a conversa muda e amadurecemos.
Esta parte de que o tráfico ilegal eleva salários de capangas e traficantes é viagem de quem conhece o assunto via TV... No Freaknomics há uma interessante análise mostrando como a maioria dos traficantes ganha pouco e ainda "mora com a mãe".
O único ponto que concordo com esta seção do artigo é que a ilegalidade se associal com a violência. Realmente, sem a interferência estatal e seu "monopólio do exercício da violência", a agressão se democratiza, i.e., está ao alcance de todo cidadão.


"2) OLHE AO SEU REDOR, QUEM VOCÊ ACHA QUE PAGA A CONTA MAIS CARA POR ISSO TUDO?"
-- Se a violência atinge sobretudo as camadas mais pobres da população, não significa que o tráfico esteja concentrado nas áreas ocupadas por estas camadas. É uma péssima sociologia deduzir que o tráfico seja "coisa de pobre". Sei que vocês disseram ao final desta seção "E dizer isso tudo não é afirmar que apenas os pobres comercializam drogas ou que não há vida possível longe desse cenário.", mas sinto muito, esta frase não aliviou o argumento central de que a violência atinge e é resultado da repressão que existe sobre o tráfico em periferias devido à pobreza gerada pelo estado (sua burocracia e regulamentações). Se fosse assim tão simples, porque então o traficante que é bem sucedido não está nas favelas? Por que a maior parte dos recursos envolvidos não se concentra nas favelas? E eu não acredito se me disserem que fica lá. O que "fica lá" é, e nem tenho tanta certeza disto, a ponta da distribuição.
Definindo o que é o quê... Que a violência diminuiria com a legalização, eu concordo, ponto. Que "quem paga a conta" são os mais pobres porque eles são mais atraídos pelo tráfico é um estigma criado para eximir os consumidores mais endinheirados que, suspeito serem eventuais em sua maioria e não habitués.
Se vocês se baseiam nos incentivos para justificar o apelo do tráfico às classes mais pobres deveriam concluir, igualmente, que os mais ricos também se sentissem atraídos para investir neste mercado; "Ah! Mas tem o desincentivo da violência..." Ué?! Se há desincentivo aos mais ricos, os mais pobres que, têm mais a perder.... Também sofreriam os desincentivos da violência se concentrando em setores ilegais mais pacíficos, como roupas, brinquedos etc. Ou seja, a lógica econômica bruta utilizada por vocês é de uma péssima sociologia.


"3) AINDA NÃO INVENTAMOS UMA MÁQUINA QUE FAÇA NASCER UM POLICIAL DO CHÃO A CADA VEZ QUE UM CRIME É COMETIDO."
-- Então como não dá para "brotar policiais" não se combate o crime, certo? Colega, "guerra às drogas" não se faz só com uma arma em punho. Talvez este fosse um dos recursos mais remotos para acabar com esta hydra. "Hummm...." Sim, já ouviram falar de serviços de inteligência? Pois bem, nisto é que não tem se investido como deveria. Outro ponto curioso é vocês separarem, arbitrariamente, quase como sofisma, o combate às drogas do combate aos homicídios que via de regra estão associados. Quê? Sim, esqueceram que parágrafos acima (quem paga a conta?) vocês mesmos alegaram que o combate ao tráfico gera mortes? Então, se elimina este combate para acabar com homicídios desnecessários e se concentra em homicídios de outras causalidades ou se elimina os centros de distribuição e acesso para se evitar a distribuição e a guerra que também leva a mais homicídios. Há várias formas e, sinceramente, não testamos todas para termos certeza de que uma ou outra nada resolvem. Vocês apostam? Eu também sei apostar.
Também há hipóteses interessantes a considerar (e veja que eu humildemente falo em 'hipóteses'...), como a chamada Tolerância Zero, conhecida estratégia adotada por Rudolf Giuliani no final dos anos 90 em NYC ao combater duramente os crimes de menor periculosidade e com isto evitar os piores. Quem sabe incluirmos o consumo e tráfico de "aviõezinhos", os meninos que avisam a chegada de drogas aos morros como nesta categoria? Sensato e lógico. Eficaz? Só testando. E aí, vamos encarar? Só que a maioridade penal tem que ser menor ainda...


"4) TRAFICANTES NÃO SÃO DIVINDADES COM PODERES SUPERNATURAIS QUE OS PROTEGEM DAS CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS."
-- Este é um argumento forte, eu reconheço. A diluição da produção e distribuição legalizadas tiram o poder concentrado nas mãos de quem faz uso opressor dele. Concordo com o final, PORÉM (sempre tem um porém...), nada funciona de modo justo sem assumirmos que existem externalidades negativas. Se o uso legalizado não tiver CONDICIONANTES, i.e., local, modo e regulamentação de uso, injustiças associadas a ele surgirão aqui e ali. "Tipo?" Tipo aumentar o número de acidentes no trânsito pela ingestão de uso de narcóticos (como já ocorre com o uso indiscriminado de álcool), tipo aumentar o número de internações para dependentes químicos no SUS etc. Além disto há mais, a partir de qual idade está liberado o consumo? Em porta de escola na saída da 4ª série também pode? Por que não? Por que discriminar após a descriminalização? Ah, tem que ser maior de idade... Pois bem, perfeito. Quem vai fiscalizar? O policial que faremos "brotar do chão"?? Eh eh...


Coleguinhas, deixe-me dizer uma coisa pra vocês, apesar de não parecer, sou sim um liberal de pensamento anarquista, embora eu abomine a proposta anarquista de sociedade porque é ingênua como qualquer utopia idiota. Enfim, desconfiem de quaisquer filosofias políticas que supõem a lógica basta. Na vida, o que mais existem são dilemas e toda solução enseja um novo problema e, de certo modo é bom que assim seja... Mas, quanto à questão inicial, sim, SOU FAVORÁVEL À LIBERAÇÃO DAS DROGAS, P O R É M (LEIA ISTO), tudo é condicional: como já aventei, em quais condições e, eu não aceito pagar a conta de quem não soube utilizar um produto nocivo. Que o faça, após liberação total, após uma reforma constitucional que acabe com o SUS. No mínimo isto. E claro, um esforço maior pela execução de criminosos no trânsito. Com esta vontade declarada de punir, de executar quem lesou a liberdade alheia, quem fez uso da liberdade de oprimir outrem, só daí é que ficarei tranquilo quanto ao uso livre das drogas porque sou favorável a que decida fazer o que quiser com sua vida. Que se mate coleguinha, mas não me faça pagar pelo teu cadáver.


Atenciosamente,
Anselmo Heidrich


segunda-feira, junho 08, 2015

Democracia e Interesse


Democracia e interesse

Não existem em essência “interesses coletivos”. Todos interesses são, no limite, interesses privados. Mas, não raro, quando se demanda por maior força política ocorre a arte da associação. Se eu tenho interesse que meu bairro, localizado em uma área que recentemente deixou de ser rural tenha calçadas, isto vai depender de minha comunicação com os representantes políticos locais e/ou com a própria população. Se esta não demonstrar interesse nisto, terei que me esforçar por convence-la de sua importância. Do contrário, simplesmente não atinjo meu objetivo e fica comprovado que meu interesse particular não encontrou sintonia com o de outros.
Não há neste caso, um interesse coletivo que deixou de ser atingido. A coletividade em questão não achou interessante minha proposta individual, provavelmente por que outros indivíduos têm outras prioridades. O termo “coletivo”, no entanto, goza hoje de um favoritismo, como se fosse o certo ética e politicamente falando. Não é assim. Torna-se mais fácil pensarmos em uma lógica de ação coletiva quando não dispomos do referencial teórico de uma verdadeira democracia liberal. Em uma economia altamente oligopolista como a nossa em que alguns setores empresariais não têm no estado a necessária isenção de interesses políticos e sede por propinas, mas sim um corruptor, se sabe de antemão que jogar segundo preceitos individuais e de livre-mercado é como seguir os Dez Mandamentos numa Sodoma. O mecanismo público de apropriação dos interesses privados que se tornou mais conhecido em nossas latitudes como a malfadada “Lei de Gerson” é uma deturpação do liberalismo e não seu endosso. O que deveria existir para regular os interesses, apenas perverte.
O tão alardeado fracasso da “democracia burguesa” em prol de uma tão utópica quanto nefasta “democracia popular” se constitui em um estelionato sociológico de raciocínios totalitários. Primeiro por que a democracia não é “burguesa”. Burgueses, assim como quaisquer outros grupos têm no regime democrático seu lugar. A raiz do problema está na promiscuidade entre um poder público e os direitos (e deveres) privados, o que se chama patrimonialismo.
Costumamos associar esta perversão só na entidade todo-poderosa chamada de “estado”, esquecendo-nos que ela é, em última instância, um reflexo do que somos como sociedade… Por ocasião da greve da USP, um estudante me disse que “um dos princípios da democracia é o direito de greve”. Pois sim, mas também é um de seus princípios, intocáveis, o de “ir e vir”. Como manter aquele em detrimento deste quando professores e alunos que não simpatizavam com a causa são impedidos de entrar em suas salas de aula? Tão lícito quanto o direito à greve é o de não participar da mesma.
O que não se considera na ação de um agente corruptor incrustado em algum órgão público ou em um militante socialista que finge estudar para se aplicar na política estudantil, é que nossa civilização se apóia, mais do que no conceito de propriedade privada, na idéia de um contrato social. Este pode ser quebrado desde que assumidas determinadas conseqüências. Se eu não quero cumprir com minhas obrigações trabalhistas, este é um direito meu, mas devo saber que sofrerei algum tipo de sanção, que terei que arcar com os efeitos de meus atos. Simples.
Nenhum direito no caso pode subverter o direito à liberdade, que foi o que se viu na greve dos estudantes da USP. Diga-se de passagem, insuflada, pelo sindicato dos funcionários, o SINTUSP.
Ocorre que a mentalidade de sindicatos não se pauta pela lógica de mercado que é, antes de tudo, uma ação coletiva cujos interesses são privados. Se a greve, realmente, tivesse o endosso da maioria, por que não deixar, justamente, esta suposta maioria decidir por si própria se queria ou não ter suas aulas? Por que o temor? O raciocínio sindical não parte da premissa do livre-arbítrio, ele procura anula-lo tal qual um corruptor procura anular a competição em seu próprio favorecimento.
Democracia pressupõe conflito sim, mas um conflito regulado (e regulamentado) por regras transparentes. No fundo, o que fazem os arautos da “democracia direta” ou da chamada “democracia participativa” é transformar a própria democracia numa “soma de opiniões ignorantes”.
A idéia subjacente é que não deve haver governo (“si hay gobierno, soy contra”), todos devem tomar o estado de direito de assalto e, posteriormente, perante uma anarquia reinante, sugerir um governo sim, porém despótico. Nada de doutrina de governo, mas que se doutrinem indivíduos para um governo alheio a eles, parece ser seu mote. Subverta qualquer arranjo institucional em nome de um vago conceito de “ação direta”. Para meliantes deste naipe, as instituições são apenas blocos de poder em que indivíduos não atuam, se submetem. Mas, o que eles fizeram senão submeter os que não concordavam?
O pior é que democracia pressupõe também uma antítese da insociabilidade. E, behavioristicamente, falando, o que mais se viu, foi a manifestação por parte dos estudantes, de um comportamento de matizes totalitárias. Em que pese seu adjetivo preferido: o “social”. Social isto, social aquilo, não teve na realidade nada de “social” em ameaçar aqueles que pleiteavam um raro desejo no Brasil, o de estudar.
Os socialistas gostam de chamar nossa democracia de “burguesa” confrontando-a com uma mágica democracia socialista. Ora, democracia é democracia, que me perdoem a tautologia. E ela não pode ser contraditória, isto é, que pressuponha a eliminação da própria liberdade de expressão, de comércio, de direito à propriedade etc. A democracia não subsiste também sem o republicanismo que separa a coisa pública (res publica) da propriedade privada. As duas são necessárias e devem ser bem definidas para que nenhuma suplante a outra.
No Brasil, só se começou a falar em democracia como princípio absoluto, em nossas academias plenas de marxismo, a partir dos anos 80, quando o socialismo moribundo da Europa já dava seus sinais mal cheirosos de putrefação. A incorporação do conceito por eles é recente e mal compreendido. Tal qual os corruptos do governo ou os que se beneficiam deles, nossos estudantes grevistas destroem cotidianamente a base da sociedade democrática ao misturar seus interesses privados com o que deveria ser comum a todos, a liberdade de opção.

Geração ‘nem-nem’ é um fenômeno global - Opinião e Notícia


Olha... Não diria que se trata de 'desemprego' como fator que leva jovens a não procurarem emprego, mas seria o caso SE eles já tivessem procurado. O que ocorre (e não me baseio em nenhuma pesquisa, apenas 'achismo' de minha parte) é que qualquer indivíduo busca otimizar sua situação, seja reduzindo custos, estudando mais ou trabalhando melhor etc. Mas o que se pode dizer de quem foi educado (adestrado?) desde cedo a uma situação cômoda? Pensem, não o porquê de procurar mudar esta situação e nem estou julgando moralmente quem opta deliberada ou inconscientemente por isto, mas diagnosticando o que teria levado a tal situação. Sinceramente, esta classe e grupo específicos não teria problemas de competir no mercado de trabalho formal e informal, se não o fazem é porque não têm a mesma ambição que temos ou perspectiva de vida. E não é porque temos uma "superioridade moral", mas apenas porque em algum momento de nossas vidas o sofrimento, tido como desgaste, cansaço, persistência, o que seja, fazia parte intrínseca do sucesso, fosse este magnânimo ou simplesmente um módico objetivo a ser alcançado. A questão, que qualquer 'antigo' já sabia é que dando tudo aos filhos, na realidade, você está tirando o essencial para ele aprender a viver.

E por favor, embora eu seja anti-petista, isto é de muito antes do PT. Aliás, ouso dizer que esta mentalidade é que ajudou o PT a permanecer onde está.
Cf. Geração ‘nem-nem’ é um fenômeno global - Opinião e Notícia

sábado, junho 06, 2015

Café peruano ingresa a 2.000 locales de Starbucks en Europa | AméricaEconomía - El sitio de los negocios globales de América Latina



Quando se fala em "pequena produção" no Brasil, quase sempre se esquece que sua 'defesa' não deveria se dar de forma isolada, i.e., independente e pior, contra a perspectiva de se integrar de modo eficaz ao mercado consumidor. Nesta pequena nota se vê quão importante é uma articulação via mercantil para que pequenos produtores de um continente tenham acesso a uma melhor situação socioeconômica. Coisa que toda retórica esquerdista e ambientalista parece esquecer...

Cf. Café peruano ingresa a 2.000 locales de Starbucks en Europa | AméricaEconomía - El sitio de los negocios globales de América Latina


Homens, o sexo frágil - Opinião e Notícia


Excelente nota, pois estes dados sociais, para além da economia crua, é que marcam transformações e demandas que se farão mais evidentes com o passar do tempo. Entre elas e de acordo com o caso, a extinção ou fragilização da família tradicional. 

Cf. Homens, o sexo frágil - Opinião e Notícia

Direita, esquerda, esquerda, direita? O quê?


Por se distanciar e se opor às teses típicas da esquerda, como ampliação do estado e disseminação de bolsas, qualquer agremiação partidária ou política de matizes liberais é frequentemente enquadrada como "de direita", mas isto é muito simplista... Não somos herdeiros, muito menos representantes daqueles governos e regimes ditatoriais que caracterizaram a política latino-americana do pós-guerra. O que trazemos são mensagens e propostas liberais clássicas, i.e., calcadas na redução do estado e aumento de sua eficiência, o que tem a ver obviamente com redução de custos e aumento de produtividade, mas sem esquecer de critérios meritocráticos para melhoria da gestão. Isto não tem nada a ver com a direita clássica na América Latina que defendia estados inchados, hipertrofiados que normalmente procuravam garantir mercados privilegiados para o setor industrial do qual mantinham muito mais que mera proximidade... Conluio seria a melhor palavra. Tampouco tem a ver com a esquerda estatista que se baseia na mera transferência de renda aos mais pobres (quando a maior parte deste montante não é simplesmente desviada) criando uma massa de dependentes que se torna impossível diferenciar de uma massa de manobra. Isto não significa que não nos importemos com os mais pobres, em reduzir a pobreza ou, quiçá, extingui-la mesmo, mas os métodos para tanto é que são e devem ser fundamentalmente diferentes. A coisa toda passa pela promoção do emprego com busca e competição pelo próprio indivíduo (anote isto). Claro que o sistema de ensino também teria que sofrer fortes reformulações para sustentar esta competição entre todos os estratos da sociedade. Afinal, para competir no mercado buscando eficiência e maior qualidade dos serviços se requer um capital cultural mínimo, i.e., treino que é dado pelo ensino técnico. E apesar de um quadro geral desanimador de nosso ensino público, há bons exemplos que devem ser incentivados e seguidos. 

Como se vê, falei em "ensino público", então há um estado mínimo que deve ser garantido? Sim, claro. Liberalismo clássico não é um "anarco-capitalismo", no qual estas atividades seriam obrigatoriamente todas privatizadas. A segurança, saúde e educação públicas, além do judiciário seriam contempladas pelo estado, mas possibilitando e facilitando a promoção de ensino e saúde privados via redução tributária. Aliás, este é um dos cernes de nossas propostas, além da discussão de um novo pacto federativo para distribuição de recursos, ou melhor, para se eliminar certos repasses que consideramos indevidos à união.

segunda-feira, junho 01, 2015

Dois pesos, duas medidas... Ou o PT se esmerando cada vez mais na economia


Para os amigos, tudo...


http://www.oantagonista.com/posts/os-juros-mais-baixos-do-planeta

Mas, 

para os inimigos, a lei:


Taxa Selic deve subir pela sexta vez seguida esta semana | Economia: Diario de Pernambuco http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2015/06/01/internas_economia,579113/taxa-selic-deve-subir-pela-sexta-vez-seguida-esta-semana.shtml#.VW0ioTxS8vA.twitter via Diário Pernambucano​

O óbvio sobre economia e educação



Excelente entrevista que ensina o básico. Se pensássemos a educação como este sujeito pensa a economia em geral não estaríamos tão mal como estamos. Como se quer melhorar o sistema de ensino e a educação sem um objetivo, meta? Como podemos almejar melhorar alguma coisa se não há avaliação (externa), uma auditoria da categoria profissional que se diz responsável, primordial pelo processo educacional, os professores? Assim como a abertura comercial só faria melhorar a economia como um todo deixando a proteção estagnadora para trás é a mesma coisa no que se refere à estabilidade do servidor público, para os professores da rede pública em especial. Não há como fazê-los se mexer se a garantia de permanecer no emprego não passa por um processo que leve em conta o desempenho, nem estes critérios estejam claros para profissionais e clientes, sejam eles alunos ou responsáveis por estes. A propósito chega a ser risível que professores reclamem de alunos e seu desinteresse na medida que eles próprios não dão mostras, o chamado bom exemplo, para que os alunos se espelhem e façam similarmente. Faltando do jeito que faltam e perdendo tempo com bobagens como 'dinâmicas', projetos, chamadas em sala de aula e outras bobagens que só servem para se perder tempo e não trabalhar, o aluno nunca entenderá que as aulas deveriam ser para prestar atenção, copiar, escrever e responder/debater do início ao fim. Algo óbvio...

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/entrevistas/20150525/brasil-precisa-urgentemente-abrir-mais-economia/263107.shtml